BRAX11: vale a pena investir nesse ETF?

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Para os investidores que buscam formas simples e rentáveis de investir na Bolsa de Valores, o BRAX11 pode ser uma opção de ativo bastante interessante.

No entanto, para tomar boas decisões financeiras, é importante que você entenda como o BRAX11 funciona e quais as vantagens e desvantagens desse Fundo de Índice.

Como o BRAX11 funciona?

O BRAX11, também chamado de iShares IBrX-Índice Brasil (IBrX-100) Fundo de Índice, é um ETF (Exchange Traded Fund). Esse ativo reepresenta um conjunto de ações de empresas que tem como referência algum índice da bolsa de valores. 

Dessa forma, quanto ao Brax11, ele acompanha a rentabilidade do Índice IBrX-100 na bolsa de valores.

Esse índice de referência representa o desempenho das 100 empresas mais negociadas na Bolsa. Portanto, o BRAX11 tem como função replicar a sua performance seguindo a carteira teórica composta por essas companhias.

Único ETF que se espelha no Índice IBrX 100, BRAX11 investe no mínimo 95% de sua carteira nas ações incluídas nele. Os 5% restante podem ser investidos em derivativos e outras aplicações não relacionadas ao índice. 

Por fim, vale dizer que o BRAX11 é administrado pelo Citibank e gerido pela BlackRock Brasil Gestora de Investimentos.

Algumas características relevantes sobre o BRAX11 são, por exemplo:

  • Nome: iShares IBrX – Índice Brasil (IBrX-100) Fundo de Índice;
  • Índice de referência: IBrX100;
  • Taxa de Administração: 0,2% ao ano;
  • Classe do ativo: ações;
  • Ano de criação: 2010;
  • Gestor: BlackRock Brasil.

Índice IBrX 100

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O IBrX100 é o indicador do desempenho médio dos 100 ativos mais negociados e mais representativos do mercado de ações brasileiro.

Dessa forma, o índice se reformula a cada quatro meses, sendo resultado de uma carteira teórica de ativos.

Além disso, o Índice Brasil 100 é composto apenas por ações e units. Isso significa dizer que o índice não inclui BDRs, nem ativos de companhias em recuperação judicial ou extrajudicial.

Também estão excluídas companhias em regime especial de administração temporária e intervenção.

A metodologia de seleção das ações de empresas que fazem parte do Índice IBrX-100 também segue alguns outros critérios, como, por exemplo:

  • Ações precisam ocupar nas três carteiras anteriores, em ordem decrescente de volume financeiro transacionado, as primeiras 100 posições;
  • As companhias precisam ter presença em pelo menos 95% dos pregões;
  • Não pode negócios classificados como penny stocks.

Além disso, empresas em recuperação judicial ou extrajudicial e em regime especial de administração não são incluídas nesse índice de referência.

Portanto, também não fazem parte do portfólio do BRAX11, que tem um lote padrão de negociação de 10 cotas.

Composição do BRAX11

As empresas que têm ações negociadas nesse Fundo de Índice se configuram como grandes empresas brasileiras, dos mais diferentes segmentos da economia.

Os ativos fazem parte de setores como, por exemplo, financeiro, petróleo, gás e biocombustíveis, mineração, materiais básicos, bebidas e energia elétrica. Algumas das companhias que participam em maior parcela são:

  • Vale (VALE3);   
  • Itaú Unibanco (ITUB4);
  • B3 (B3SA3);       
  • Petrobrás (PETR4);        
  • Banco Bradesco (BBDC4);                 
  • Magazine Luiza (MGLU3);          
  • Ambev (ABEV3);
  • Web (WEGE3);
  • Suzano (SUZB3).

Rentabilidade do BRAX11

Desde o início do fundo, o fundo acumula uma rentabilidade de 648.345%, sendo menor que a do próprio índice, de 122,47%.

Em 2020, tanto o IBrX 100 como o principal índice da B3, o Bovespa, foram afetados pela pandemia. Como consequência, isso interferiu no desemprenho do BRAX11 também.

Por fim, vale ressaltar que o desempenho prévio não é indicação do desempenho futuro e não deve ser o único fator em conta ao selecionar um produto.

Como investir no BRAX11?

O processo para começar a investir no ETF BRAX11 é semelhante ao de aplicação em ações na Bolsa.

Em primeiro lugar, é preciso que o investidor possua uma conta em uma corretora de investimentos, para que então consiga acessar o ativo pelo seu home broker. Após isso, basta escolher a quantidade de cotas e adquirir o investimento.

O lote padrão de negociação do ETF BRAX11 é de 10 cotas.

Como declarar ETFs (PIBB11) no Imposto de Renda? 

Por se tratar de fundos com cotas negociáveis em bolsa, os ETFs demandam uma declaração no IR. Para isso, é preciso, em primeiro lugar, acessar o site da Receita Federal e fazer o download do programa em alguma plataforma digital

Há diferentes taxas para cada movimentação de negociação do ETF, como por exemplo, comprar, vender ou deter cotas do fundo de índice. 

Nesse caso, os ETFs entram na categoria de Bens e Direitos, local onde o investidor lança o saldo do ETF. O código para esse ativo é 74.

Além disso, é preciso declarar cada ETF junto com o preço das cotas, assim como outras informações, como, por exemplo:

  • CNPJ;
  • Nome da gestora;
  • Número da conta vinculada ao ativo.

Vale a pena investir no BRAX11?

Entre os pontos positivos do BRAX11, se tem a possibilidade de diversificação de maneira prática. Isso porque, ao adquirir esse ativo, o investidor está aplicando seu dinheiro em diversas empresas de uma só vez.

Além disso, mesmo funcionando de forma semelhante aos fundos de ações, a gestão passiva faz com que eles sejam mais baratos. Junto a isso, ETFs como o BRAX11 também apresentam a vantagem de poder serem comprados e vendidos sempre que o mercado estiver aberto.

Por fim, os fundos de índice tem uma composição transparente, e os cotistas conseguem saber exatamente o que têm nele.

No entanto, é preciso se atentar a um risco que envolve este investimento: a especulação. Devido à sua íntima relação com o volume negociado das ações da Bolsa, esse ETF pode acabar se expondo a companhias que estão passando por muita especulação, o que as fazem ter seu volume transacionado inflado.

Outro ponto negativo é a falta de fundamentos, já que as aplicações se baseiam apenas em critérios quantitativos ao invés de critérios fundamentalistas.

Por fim, outra desvantagem dos ETFs, de forma geral, é que a alíquota do IR é sempre de 15% sobre os lucros. Nas ações, por outro lado, o investidor tem isenção de IR para vendas até R$ 20 mil. 

Portanto, mesmo oferecendo uma rentabilidade moderada, é importante que você analise seu perfil de investidor e seus objetivos de curto, médio e longo prazo para decidir se o tipo de investimento feito no BRAX11 faz sentido para você.

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Arthur Dantas Lemos

Arthur Dantas Lemos

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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