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BRAX11: vale a pena investir no Fundo de Índice?

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Para os investidores que buscam formas simples e rentáveis de investir na Bolsa de Valores, o BRAX11 pode ser uma opção de ativo bastante interessante.

No entanto, para tomar boas decisões financeiras, é importante que você entenda como o BRAX11 funciona e quais as vantagens e desvantagens desse Fundo de Índice.

O que é o BRAX11?

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O BRAX11, também chamado de iShares IBrX-Índice Brasil (IBrX-100) Fundo de Índice, é um ETF (Exchange Traded Fund) que acompanha a rentabilidade do Índice IBrX-100 na Bolsa de Valores.

Esse índice de referência representa o desempenho das 100 empresas mais negociadas na Bolsa. Portanto, o BRAX11 tem como função replicar a sua performance seguindo a carteira teórica composta por essas companhias.

Assim, conseguindo oferecer uma boa rentabilidade aos investidores.

O Fundo de Índice BRAX11 é composto, majoritariamente, por ativos dos setores Financeiro, de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, Mineração e Materiais Básicos, Bebidas e Energia Elétrica.

Além do BRAX11, existem outros ETFs que acompanham o desempenho de ações da bolsa, como o BOVA11, o BOVV11 e o PIBB11.

No entanto, entre eles, o BRAX11 é o único espelhado no Índice IBrX 100, enquanto os outros seguem o desempenho do Índice Ibovespa.

O que são Fundos de Índice?

Também conhecidos como ETFs (Exchange Traded Funds), os Fundos de Índice buscam acompanhar a performance de determinado índice de referência.

Por isso, eles podem ser referenciados tanto em índices de renda fixa quanto de renda variável, mas seguindo a Instrução CVM 359 e alterações posteriores.

Os Fundos de Índice são constituídos na forma de condomínio aberto e com prazo indeterminado de duração. Por isso, a compra e venda das cotas podem ser realizadas a qualquer momento.

Os ETFs possuem cotas negociadas também no mercado secundário da Bolsa de Valores e no mercado de balcão organizado.

Como funciona o BRAX11?

O BRAX11 é administrado pelo Citibank e gerido pela BlackRock Brasil Gestora de Investimentos, sendo ele menos representativo nos pregões da B3, com cerca de R$10 milhões com suas cotas no mercado financeiro.

Esse ativo tem entre as ações mais representativas de sua carteira as do Itaú (ITUB4), da Vale (VALE3), do Bradesco (BBDC4) e da Petrobras (PETR3 e PETR4).

Por conta do trabalho de gestão, é cobrada uma taxa de administração de 0,20% ao ano.

A metodologia de seleção das ações de empresas que estarão no Índice IBrX-100 também segue alguns outros critérios, como:

  • Ações precisam ocupar nas três carteiras anteriores, em ordem decrescente de volume financeiro transacionado, as primeiras 100 posições;
  • As companhias precisam ter presença em pelo menos 95% dos pregões;
  • Não são permitidos negócios classificados como penny stocks.

Empresas em recuperação judicial ou extrajudicial e também em regime especial de administração não são incluídas nesse índice de referência.

Portanto, também não fazem parte do portfólio do BRAX11, que tem um lote padrão de negociação de 10 cotas.

Como investir no BRAX11?

O processo para começar a investir no ETF BRAX11 é semelhante ao de aplicação em ações na Bolsa.

Inicialmente, é preciso que o investidor possua uma conta em uma corretora de investimentos, para que então consiga acessar o ativo pelo seu home broker.

Após isso, basta escolher a quantidade de cotas e adquirir o investimento.

Vale a pena investir no BRAX11?

O BRAX11 é um ativo extremamente simples. Entre seus pontos positivos, temos a possibilidade de diversificação de maneira prática.

Isso porque, ao adquirir esse ativo, o investidor está aplicando seu dinheiro em diversas empresas de uma só vez.

Além disso, mesmo funcionando de forma semelhante aos fundos de ações, a gestão passiva faz com que eles sejam mais baratos.

No entanto, é preciso se atentar a um risco atrelado a este investimento: a especulação.

Devido à sua íntima relação com o volume negociado das ações da Bolsa, esse ETF pode acabar se expondo a companhias que estão passando por muita especulação, o que as fazem ter seu volume transacionado inflado.

Outro ponto negativo é a falta de fundamentos, já que as aplicações são baseadas apenas em critérios quantitativos ao invés de critérios fundamentalistas.

Portanto, mesmo oferecendo uma rentabilidade moderada, é importante que você analise seu perfil de investidor e seus objetivos de curto, médio e longo prazo para decidir se o tipo de investimento feito no BRAX11 faz sentido para você.

Escrito por

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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