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Calculadora do Cidadão: entenda como usar!

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A Calculadora do Cidadão é uma ferramenta criada pelo Banco Central para auxiliar no controle e organização das finanças.

Isso porque, ao utilizar a Calculadora do Cidadão, você consegue prever valores a serem pagos e se programar anteriormente.

A Calculadora do Cidadão funciona como um simulador de pagamento de dívidas e investimentos. Com ela, é possível descobrir as melhores opções para as suas finanças.

Tudo isso pode ser feito de forma gratuita no site do Banco Central. Por isso, é importante que você aprenda a usá-la para aproveitar suas principais funcionalidades

O que é a calculadora do Banco Central?

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Como citado anteriormente, a Calculadora do Cidadão é uma ferramenta gratuita que possui diversos recursos, como:

  • Calcular o valor de uma aplicação com depósitos mensais;
  • Cálculo do valor de uma aplicação sem depósitos mensais;
  • Calcular o valor de um financiamento com prestações fixas;
  • Correção monetária usando diversos indicadores (inflação, taxa referencial, Selic e CDI);
  • Calcular o rendimento da poupança.

A calculadora do BC realiza cálculos que envolvem juros compostos. E por conta disso, ela serve como facilitadora para quem precisa tomar decisões financeiras importantes a curto, médio ou longo prazo.

Quais são as funcionalidades da Calculadora do Cidadão?

A calculadora do BC funciona como um simulador de investimentos e dívidas.

Por isso, para utilizá-la, basta inserir as taxas e os valores da operação desejada, seja ela real ou não, para que o cálculo seja feito de maneira automática.

Confira a seguir as suas principais funções:

Índice de preços

Quando para índice de preços, a calculadora do Banco Central é utilizada para a correção de valores.

Por isso, ela serve para mensurar a inflação acumulada ao longo de determinado período a partir de diferentes índices.

Os indexadores disponíveis são:

  • Índice de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA–E): segue a mesma base do IPCA, mas considera um período diferente (dia 16 do mês anterior ao 15 do mês de referência);
  • Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC): costuma ser utilizado para negociar reajustes salariais, direcionado a preços de serviços e produtos básicos, como alimentos;
  • Índice de Preços ao Consumidor (IPC): mede a variação dos preços de bens e serviços finais;
  • Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP–DI): é utilizado para corrigir valores contratuais, especialmente as dívidas dos estados com a União;
  • Índice de Preços ao Consumidor – São Paulo (IPC—SP): indicador de inflação mais antigo, considera apenas a capital paulista.

Além deles, existem também o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP–M).

IPCA

O IPCA é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, um dos mais usados para mensurar a inflação de determinado período.

O órgão responsável por medir o IPCA é o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Para determinar esse índice de preços, são levadas em consideração as famílias de 1 a 40 salários mínimos do Distrito Federal e das principais regiões metropolitanas do Brasil.

Assim, o índice de inflação garante a cobertura de 90% das famílias de áreas urbanas das regiões abrangidas pela pesquisa.

Sua função principal é analisar o aumento dos preços (inflação) em determinado período. No entanto, ele também serve como referência para alguns investimentos como o Tesouro IPCA+.

IGP-M

O IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) é um importante indicador macroeconômico brasileiro, que pode ser usado para analisar a inflação de determinado período.

Portanto, o índice IGPM é importante para que os consumidores e investidores possam se proteger do efeito inflacionário.

Este índice é calculado pela FGV, e é composto por 3 outros índices de preços:

  • 60% IPA;
  • 30%IPC;
  • 10% INCC.

Além de ser muito útil para a correção monetária dos aluguéis, o IGP-M é muito usado como referencial para algumas aplicações financeiras.

Taxa Referencial

A chamada TR incide em alguns financiamentos, empréstimos e investimentos.

Como exemplo disso, temos a Caderneta de Poupança, investimento com rendimentos abaixo da inflação.

Essa aplicação considera a Taxa Referencial em seus dois modelos de cálculo:

  • 70% da Selic + TR: quando a taxa básica de juros estiver igual ou inferior a 8,5% ao ano;
  • 0,5% ao mês + TR: se a taxa básica de juros estiver acima de 8,5% ao ano.

Essa taxa é a média do rendimento dos CDBs prefixados dos maiores bancos do país, comumente zerada.

Poupança

A análise da Calculadora do Cidadão considera o rendimento da poupança em sua data de aniversário.

Isso porque a remuneração desse investimento ocorre sempre a cada 30 dias, nunca sendo proporcional.

Por isso, se a quantia for sacada antes do prazo, ela deixa de ter acréscimos ao valor final.

Selic

A Selic é a taxa básica de juros da economia, determinada pelo COPOM (Comitê de Política Monetária) a cada 45 dias.

Ela é utilizada como referência em várias aplicações, como o Tesouro Selic, por exemplo.

Por isso, a calculadora sempre mantém seu valor corrigido ao longo do tempo.

CDI

Assim como ocorre com a Selic, vários ativos financeiros têm como referência o CDI.

Nos investimentos, o CDI é utilizado como referência para a rentabilidade de títulos de renda fixa.

A calculadora do Bacen corrige valores em investimentos que utilizam a taxa CDI como referência. É o caso da maioria dos CDBs, que são pós-fixados e variam conforme esse índice.

Como funciona a Calculadora do Cidadão?

A Calculadora do Cidadão está disponível no site e aplicativo criados pelo Banco Central do Brasil.

Para utilizá-la, só é preciso adicionar as taxas e valores referentes à operação desejada. Entretanto, para facilitar o seu entendimento, todos os conceitos financeiros são explicados para o usuário.

Isso possibilita que qualquer um utilize a Calculadora do Cidadão, mesmo sem conhecer as operações financeiras.

Como essa ferramenta funciona a partir do preenchimento do usuário, é preciso ter atenção na hora de informá-los.

Isso porque, se mal preenchida, irá informar resultados incompatíveis com a realidade, podendo até prejudicar o seu planejamento.

Como acontecem as simulações da Calculadora do Cidadão?

A Calculadora do Cidadão serve para atender todas as necessidades do cidadão.

Usando essa ferramenta, o consumidor consegue comparar os riscos e custos de opções de crédito, como:

Para você entender melhor quais situações necessitam da Calculadora do Cidadão, separamos um exemplo:

Márcia deseja comprar um imóvel no valor de R$ 80 mil, contratando um financiamento de 50 meses. Além disso, ela quer fazer o pagamento em parcelas fixas de R$500.

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Para descobrir os juros que serão pagos, é preciso preencher todos os dados existentes e deixar em branco o campo dos juros.

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Ao clicar em calcular, a Calculadora do Cidadão mostrará qual a taxa de juros da operação nessas condições.

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A calculadora oferece cinco tipos de cálculos para o cidadão, que o permitem descobrir quais as opções mais prejudiciais ou favoráveis. Ela é usada em operações financeiras cotidianas, como:

Conheça as simulações da Calculadora do Cidadão e como elas funcionam:

Cálculo do cartão de crédito

Essa funcionalidade permite que o cidadão analise os prós e contras do pagamento com o cartão de crédito.

Além disso, permite aos usuários o cálculo da opção menos prejudicial quando não há possibilidade do total pagamento da fatura.

Cálculo de financiamento com prestações fixas

O cálculo de financiamento ajuda o cidadão a entender o que será pago por conta de um financiamento de uma compra ou dívida.

Ele se baseia nos seguintes dados:

  • Taxa de juros;
  • Período de financiamento;
  • Valor total devido.

Com isso, o usuário consegue fazer uma programação de pagamento ou até mesmo a amortização da dívida.

Cálculo de aplicação com depósitos regulares

O simulador de aplicações possibilita o cálculo aproximado do quanto o usuário terá no futuro.

Isso ocorre baseando-se em determinadas aplicações financeiras mensais com o mesmo valor.

Cálculo do valor futuro de capital

No caso dos investimentos, a calculadora informa, de acordo com taxas fixas, quais os rendimentos alcançados em certo período.

Essa se baseia na taxa de juros e no período de aplicação.

Cálculo de correção de valores

Com esse cálculo, o usuário adéqua um valor de acordo com os índices atuais de rendimentos e inflação.

Assim, o cidadão consegue atualizar valores de débitos contratados anteriormente.

Vale a pena usar a Calculadora do Cidadão?

Definitivamente. Por ser bastante simples, essa possibilita que qualquer cidadão consiga se informar sobre sua vida financeira.

Isso possibilita que sejam feitos novos planejamentos financeiros ou até mesmo descobertas cobranças indevidas.

Por isso, se você possui alguma dúvida sobre os valores de operações financeiras, consulte a Calculadora do Cidadão.

Escrito por

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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