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Carteira conservadora: o que é e como funciona?

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Apesar de ser conhecida por entregar menor rentabilidade se comparada a outras composições, a carteira conservadora pode cumprir um papel importante na estruturação dos investimentos.

Inclusive, a carteira conservadora pode trazer mais segurança e comodidade para investidores que não estão acostumados a fazer aplicações ou até mesmo, não se identificam com modelos de aportes que possuem grandes oscilações, como os ativos de renda variável.

O que é carteira conservadora?carteira conservadora

Antes de entender como funciona uma carteira conservadora, é indispensável entender qual é a definição de uma carteira de investimentos nesse formato.

E, para ter uma boa compreensão, é preciso conhecer os três principais perfis de investimentos:

  • Conservador;
  • Moderado;
  • Arrojado.

Conservador

O investidor conservador está em busca de aplicações seguras, mesmo que isso indique menor chance de rentabilidade.

O seu ponto principal para escolher um ativo, é a consistência que entrega. É normal que esse investidor opte por ativos de renda fixa, já que são produtos que possibilitam um acompanhamento mais amplo sobre regras, taxas, retorno e afins.

Isso não quer dizer que a estratégia adotada não seja inteligente, optar por segurança à frente de lucro é uma escolha pessoal e cabe a própria pessoa que está aplicando, decidir o que deve ou não ser prioridade na hora de compor o seu portfólio de investimento.

Também, alguém que sentir que precisa reorganizar a sua estratégia, pode migrar para outro perfil, se assim desejar.

Moderado

O investidor moderado é aquele que está em busca de equilíbrio nos aportes, dessa forma, costuma optar por investimentos de renda fixa e renda variável, mas com tendência maior a compor sua carteira superior em ativos de renda fixa.

Como existe uma mescla de categoria, quem opta pelo modelo moderado, pode precisar fazer readequações de aplicação.

Por exemplo, se o investidor definiu que 50% do seu portfólio deve ser em renda fixa e os outros 50% em renda variável, em algum momento, pode ser necessário aplicar mais em renda fixa para reequilibrar.

Isso acontece porque os investimentos de renda variável têm mais potencial de crescimento na rentabilidade.

Então, com o passar do tempo, a porcentagem ficará diferente da que foi pensada anteriormente pelo investidor.

Arrojado

O investidor arrojado está em busca, principalmente, de ganhos consideráveis. Para esse investidor não importa se existe risco, desde que exista a possibilidade de grande rentabilidade.

É comum que o modelo arrojado exija mais:

É comum que esse tipo de investidor aplique todo, ou a maior parcela do seu capital em produtos de renda variável, como as ações.

Isso não significa que apliquem sem conhecimento e de forma desregular, pelo contrário. Devido à alta chance de perda, é preciso avaliar e conhecer muito bem no que se está investindo.

Na verdade, em todos os perfis de aplicações é preciso ter conhecimento e investir, acima de tudo, em uma boa análise. Assim, os riscos são diminuídos e as chances de retorno, acrescidas.

E o recomendado sempre é que o investidor tenha um capital emergencial para que, se acontecerem situações difíceis de controlar, não sejam prejudicados os seus investimentos e até mesmo, a sua qualidade de vida.

Opções de investimentos conservadores

Alguns investidores podem ter um certo preconceito em se identificarem com o perfil moderado.

É preciso ressaltar que não existe perfil certo ou errado, cada um possui o seu e, inclusive, pode movimentar-se entre os mais variados formatos até encontrar o que mais faz sentido dentro da própria realidade.

Mas, não é porque um investidor é conservador que ele deve abrir mão da rentabilidade. Afinal, quem investe, investe para conseguir ter algum retorno sobre o capital aplicado.

Por isso, existem algumas alternativas de investimentos conservadores que podem ser analisados e, se fizerem sentido dentro do que se busca em ativos financeiros, podem compor uma carteira e ter um papel importante em curto, médio ou longo prazo.

Investimentos públicos

Quem quer investir em renda fixa, pode optar por ativos que sejam emitidos pelo governo federal. Nesse caso, um destaque é o Tesouro Direto.

Os títulos públicos do Tesouro podem ser consideradas as aplicações mais seguras do Brasil.

Assim, essa pode ser uma forma de conseguir uma boa rentabilidade e manter a segurança. Dentro dessa alternativas, temos cinco variações de Tesouro:

  1. Selic;
  2. IPCA;
  3. IPCA com juros semestrais;
  4. Pré fixado;
  5. Pré fixado com juros semestrais.

Assim, o investidor pode analisar e aplicar no título que melhor atender às suas necessidades. Ou até mesmo, aplicar em mais de uma opção.

Investimentos privados

Para trazer uma maior diversificação, é possível também investir em ativos emitidos por instituições privadas, como:

Em algumas situações, é possível que classes desses ativos também sejam emitidos por instituições públicas.

Portanto, fica a critério do investidor decidir qual é o melhor formato de aplicação, ou realizar uma mescla de opções.

Investimentos em fundos

Outra alternativa para investidores conservadores, são os fundos de investimento em renda fixa.

Principalmente, para quem ainda não tem intimidade com as aplicações e preferem deixar os ativos serem gerenciados por profissionais do mercado.

Existem vários formatos de fundos e cada um deles, oferecendo segurança, rentabilidade e condições específicas.

No caso, mesmo que o fundo seja administrado por terceiros, é indispensável que o investidor esteja perto e entenda como são feitas as decisões e composição dos investimentos, afinal, é o seu dinheiro que está em jogo.

Vale a pena investir de forma conservadora?

Investir em qualquer que seja a modalidade, exige expertise para decidir qual será a seleção de ativos na carteira.

E, não é porque um investidor é conservador que ele não pode estar diversificando a sua carteira.

Inclusive, essa é uma premissa básica para qualquer pessoa que queira ter mais segurança e alcançar maiores chances de retorno.

Por isso, uma carteira conservadora também deve ser uma carteira que oferece tranquilidade de todas as formas para o investidor. Lembrando que, investir em conhecimento para aprender mais e aumentar as chances de ganho, deve ser uma atitude comum em qualquer que seja o perfil que o investidor se enquadre.

Escrito por

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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