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Carteira Conservadora de Investimentos: o que é e como criar?

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Uma Carteira Conservadora reúne variadas aplicações de renda fixa para diferentes objetivos e necessidades do investidor.

Os ganhos de uma Carteira Conservadora costumam ser um pouco menores que os de uma carteira moderada ou arrojada. No entanto, ainda são bastante vantajosos para o investidor.

Entre os ativos que fazem parte de uma Carteira Conservadora de investimentos, temos títulos do Tesouro Direto, Letras de Crédito e Certificados de Depósito Bancário (CDBs).

O que é uma Carteira de Investimentos?

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A Carteira de Investimentos representa a estratégia de alocação dos ativos que um indivíduo escolhe para ter mais rendimento enquanto alcança diferentes objetivos financeiros.

Como cada investidor possui sua própria realidade, é preciso que a carteira de ativos seja feita exclusivamente por cada um.

Após isso, todos os ativos escolhidos precisam ser acompanhados para que você garanta a obtenção dos retornos desejados.

Para isso, inclusive, é possível mudar a estratégia quando necessário.

Tipos de carteira de investimentos

Cada carteira de investimentos é única. No entanto, existem algumas características que as encaixam nos três diferentes perfis de investimento: conservador, moderado e arrojado.

A carteira de investimentos conservadora é aquela com um perfil não-agressivo. Isso significa que ela é completamente composta de investimentos de renda fixa.

Já a carteira de investimentos moderada é construída por quem preza pela segurança, mas também está disposto a correr certos riscos em busca de uma maior rentabilidade.

Por isso, acaba possuindo alguns ativos de renda variável, mesmo que de forma bastante reduzida.

Por fim, existe também a carteira de investimentos arrojada, recomendada para quem está disposto a correr altos riscos em busca de rentabilidade.

Essa modalidade é indicada para quem possui um alto nível de conhecimento sobre o mercado financeiro. Assim, evitando que os investidores sofram prejuízos irreversíveis.

Para que serve uma Carteira de Investimentos?

Como dito anteriormente, a carteira de investimentos representa a estratégia do investidor para ganhar dinheiro no mercado financeiro.

Ou seja, ela é, basicamente, um portfólio de ativos.

Por isso, quando mal estruturada, ela pode causar retornos desastrosos, como a diminuição do poder de compra do investidor.

Já quando bem montada, a carteira de investimentos serve como uma oportunidade de diversificação, que proporciona um maior lucro no curto, médio e longo prazo.

Carteira Conservadora: para quem é indicada?

Grande parte dos investidores brasileiros são conservadores, ou seja, se importam mais com a segurança de suas aplicações do que com a rentabilidade.

Consequentemente, muitos acabam imobilizando seu capital em terrenos e imóveis, o que pode não ser a melhor opção para render seu dinheiro.

Já outros, escolhendo opções de investimento desvantajosas, como a Caderneta de Poupança, que rende abaixo da inflação.

Por conta disso, a Carteira Conservadora é uma alternativa para aumentar o potencial de rentabilidade do investidor a partir de um planejamento de alocações vantajosas.

Realidade atual dos brasileiros

Segundo a Anbima, em 2019, da pequena parcela de investidores brasileiros, 88% acabam escolhendo a Caderneta de Poupança.

Da quantidade restante, 5% investe em títulos privados (CDB, LCI, LCA etc) e 4% investe em algum tipo de fundo.

Por fim, 3% desses investidores acabam escolhendo Títulos Públicos, que são justamente os investimentos mais seguros relacionados à moeda nacional brasileira.

Portanto, é possível perceber que os investidores do Brasil são bastante receosos na hora de aplicar seu dinheiro. E isso acaba fazendo com que exista um maior volume de Carteiras Conservadoras.

Como criar uma Carteira Conservadora de Investimentos?

Ao contrário do que muitos pensam, criar uma Carteira de Investimentos conservadores exige bastante cuidado e atenção do investidor.

Se você se considera um investidor conservador, provavelmente se preocupa muito em perder parte de seu capital.

No entanto, também é fundamental saber como não sofrer prejuízos na rentabilidade.

Confira então como criar uma Carteira Conservadora:

Defina seu perfil de investidor

Se você está buscando como fazer uma Carteira Conservadora, provavelmente já se considera um investidor conservador.

Mesmo assim, é importante definir bem suas características de investimento, algo fundamental para a definição de uma margem de diversificação adequada.

Muitos investidores acabam se considerando conservadores, mas na verdade são investidores moderados, dispostos a correr um certo nível de risco, mesmo que mínimo.

Esses costumam estar dispostos a aplicar uma certa quantia de dinheiro em fundos, que possibilitam uma gestão passiva de ativos.

Identifique os seus objetivos

Após entender qual a sua personalidade ao investir, você precisa entender o que deseja com seus investimentos.

Por isso, é importante que você reúna todas as suas metas de curto, médio e longo prazo, como:

De acordo com o conjunto de seus objetivos, você criará sua cesta de produtos financeiros direcionados para cada um deles.

No caso da aposentadoria, por exemplo, uma opção de Tesouro IPCA+ pode ser muito mais vantajosa que a Previdência Privada.

Quais os melhores investimentos para uma Carteira Conservadora?

Para os investidores conservadores, a renda fixa é a melhor opção para encontrar ativos que ofereçam uma boa rentabilidade com segurança.

Muitos que têm perfil conservador também fazem questão de uma alta liquidez, ou seja, preferem conseguir retirar o dinheiro em pouco tempo, quando necessário.

Por conta disso, é fundamental a existência de ativos com essa característica na Carteira Conservadora.

Confira então os principais investimentos para uma Carteira Conservadora:

Tesouro Prefixado

Categoria do Tesouro Direto que oferece uma taxa fixa de rentabilidade, de 12% ao ano.

Isso significa que todos os anos, até a data de vencimento, o investidor recebe os mesmos rendimentos.

Isso acaba protegendo a rentabilidade da aplicação independentemente das condições do mercado e da economia.

Existem dois tipos de títulos prefixados:

  • Tesouro Prefixado;
  • Tesouro Prefixado com Juros Semestrais.

O que os diferencia é o momento em que os rendimentos são obtidos.

No primeiro, é preciso esperar até o vencimento para resgatar o capital sem perder rentabilidade. Já na modalidade com Juros Semestrais, esse momento ocorre a cada seis meses.

CDB

O CDB é a sigla para Certificado de Depósito Bancário, um título de renda fixa emitido por bancos para captar recursos financeiros.

Ele funciona como um tipo de empréstimo às instituições financeiras que devolvem esse valor com a correção de juros.

No entanto, isso só é feito ao final de um prazo de vencimento combinado previamente.

O CDB é uma opção de investimento bastante segura, sendo garantido pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos) no valor de até R$250 mil reais por CPF por corretora.

Tesouro Selic

O Tesouro Selic é considerado um título pós-fixado. Isso significa que sua rentabilidade está atrelada à variação de um índice, sendo ele a Taxa Selic.

Por conta disso, seus rendimentos acabam variando de acordo com os momentos econômicos do país.

Em constante baixa nos últimos anos, a Taxa Selic é estabelecida pelo Banco Central, responsável pelos juros básicos da economia.

Em geral, o Tesouro Selic é uma ótima aplicação para os investidores que buscam baixo risco, alta liquidez e praticidade.

Assim, servindo para a criação de uma reserva de emergência que renda acima da inflação.

LCA e LCI

A Letra de Crédito do Agronegócio e a Letra de Crédito Imobiliário são títulos de renda fixa emitidos por instituições financeiras.

A emissão desses títulos ocorre para que as atividades do agronegócio e do setor imobiliário sejam financiadas.

Por isso, quando você compra uma LCA ou LCI, você está emprestando esse dinheiro para que a instituição emissora o utilize nas suas respectivas áreas.

Em troca, ela devolve esse valor com um acréscimo de juros, que é definido no momento da compra.

O FGC garante a proteção para essas aplicações no valor de até R$250 mil reais.

Por isso, para se prevenir contra prejuízos, invista abaixo desse valor ou divida seu capital adquirindo títulos de duas instituições diferentes.

Debêntures

As debêntures são títulos de dívidas que funcionam a partir do empréstimo de dinheiro para empresas.

Em troca disso, é oferecida uma remuneração anual, combinada no momento da compra, que é somada à um índice econômico.

Por serem ativos de renda fixa, elas oferecem um rendimento previsível ao investidor, algo bastante positivo para aqueles com um perfil financeiro mais conservador.

A debênture é um instrumento de captação de recursos no mercado de capitais privados, utilizados para que as empresas financiem seus projetos.

Vale lembrar que as debêntures não possuem proteção do FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Portanto, é preciso ter um pouco mais de cuidado ao escolher a empresa emissora.

Carteira conservadora: vale a pena?

A Carteira Conservadora é a forma como você organiza seus investimentos de renda fixa.

Por isso, ela é fundamental para que você monte um bom planejamento financeiro, que respeite os seus objetivos de acordo com seus prazos.

Sem uma Carteira Conservadora, você corre o risco de desequilibrar seu portfólio e perder oportunidades de rentabilidade de forma segura.

Escrito por

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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