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CESP6: como lucrar com ações da CESP?

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A CESP (CESP6) direciona sua atuação para a geração de energia no Brasil, operando em três usinas de geração hidrelétrica.

As ações da CESP (CESP6) fazem parte da bolsa de valores brasileira, também conhecida como B3. Portanto, os investidores que tem interesse nesse setor, devem avaliar a empresa para decidir se é uma boa oportunidade de investimento.

O que é a CESP (CESP6)?

A Companhia Energética de São Paulo (CESP6) é uma empresa do setor de energia. Surgiu no ano de 1996, por obra do Governo do Estado de São Paulo, através da fusão de 11 empresas elétricas paulistas. Sua Oferta Pública Inicial (IPO) aconteceu no ano de 1971.

As usinas operadas pela CESP estão na bacia do Rio Paraná, sendo elas: a Usina Porto Primavera, Usina Paraibuna e Usina Jaguari.

Na bolsa de valores, as ações da empresa são vendidas pelo ticker CESP6. Além disso, a empresa possui cerca de 327,5 milhões de ações gerenciadas, sendo 51,40% destas em Free Float.

Além da CESP, outras organizações integram o setor de energia, como, por exemplo, a Taesa (TAEE11) e a Alupar (ALUP11).

  1. Taesa: A Transmissora Aliança de Energia Elétrica S.A, ou simplesmente Taesa, atua como grupo privado de transmissão elétrica. Direciona seu foco para a construção, operação e manutenção de ativos de transmissão;
  2. Alupar: A Alupar Investimentos S.A possui atuação no setor de energia elétrica. Além disso, ela opera no segmento de transmissão e geração. Ressalta-se que a empresa é uma holding de controle nacional privado.

Sendo assim, diante da expressividade da CESP (CESP6) para esse mercado, é bom considerar analisar a trajetória e o modelo de negócio da empresa. Dessa forma, então, será possível realizar os investimentos de maneira mais consciente e assertiva.

O que faz a CESP (CESP6)?

A principal atividade da CESP é o fornecimento de energia elétrica. Além disso, atua no planejamento, construção e operação de sistemas de geração e a comercialização de energia elétrica.

Ainda, mantém outras atividades operacionais, de caráter complementar, como, por exemplo, florestamento, reflorestamento e piscicultura, como meio de proteger os ambientes modificados pela construção de seus reservatórios e instalações.

Os produtos da CESP são, portanto:

  • Gestão otimizada dos ativos energéticos;
  • Comercialização de energia;
  • Contratação livre;
  • Contratação regulada.

Como a CESP (CESP6) atua?

A CESP (CESP6) detém a concessão de duas usinas de geração hidrelétrica que operam no regime de preço e opera uma usina como operador temporário.

Sendo assim, possui um total de 18 unidades geradoras, 1.655 MW de potência e 948 MW médios de garantia física de energia.

As usinas estão instaladas nas bacias hidrográficas do Rio Paraná, no oeste do Estado de São Paulo, e do Rio Paraíba do Sul, no leste do Estado.

Ações da CESP (CESP6): onde e como negociar?

É possível comprar e vender ações da CESP (CESP6) na bolsa de valores brasileira, através de plataformas digitais, como é o caso do home broker.

Sendo assim, a companhia possui tanto ações ordinárias (CESP3 ON) que ofertam direito ao voto durante as assembleias da empresa, como ações preferenciais de diferentes classes (CESP5 PNA e CESP6 PNB). Essas últimas, por sua vez, oferecem preferência no pagamento de dividendos.

Dessa forma, para efetuar a aquisição de papéis da CESP, é necessário realizar a abertura de uma conta em uma corretora de valores.

É importante, também, fazeruma transferência TED com o valor direcionado para o investimento. Só assim, então, será possível selecionar ações da empresa, mencionadas como CESP3, CESP5 e CESP6.

Características das ações da CESP (CESP6)

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Considerada uma Small Cap, a empresa tem como sócio majoritário a VTRM ENERGIA PARTICIPACOES S.A, detentora de 93,5% das ações ordinárias e 13,7% das ações preferenciais classe B.

Além disso, a CESP participa do SMLL (Índice Small Cap), com 1,65%. A classificação setorial da CESP (CESP6), segundo as informações disponibilizadas na B3, é: Utilidade Pública / Energia Elétrica.

Além disso, o segmento de listagem da CESP na bolsa de valores é o Nível 1, tipo que precisa, por exemplo, ter um free float mínimo de 25%. O free float da CESP é de 51,40%.

Junto a isso, a companhia deve possuir no mínimo 3 membros no conselho de administração e possuir Tag Along de 80% na ON. Portanto, as ações da CESP oferecem Tag Along de 80% nas ações ordinárias e 0% nas PNA e PNB.

História da Companhia Energética de São Paulo

Em primeiro lugar, o ano de 1966 marca a história da CESP. A companhia surgiu em 1966, em função do Governo do Estado de São Paulo, com a fusão de 11 empresas elétricas paulistas.

Em 1977, se alterou a razão social da CESP para Companhia Energética de São Paulo, ampliando a atuação do setor para além da hidrelétrica. Sendo assim, começou o estudo de fontes alternativas de energia, como o hidrogênio e o metanol.

Com isso, a empresa passou, então, a ser uma empresa conhecida mundialmente em função de sua tecnologia desenvolvida nas áreas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica.

Durante o governo de Paulo Maluf, em 1980, teve início a construção da Usina hidrelétrica Porto Primavera nos municípios de Rosana (São Paulo) e Bataiporã (Mato Grosso do Sul).

Entre 1990 e 1999, a companhia atuava nas atividades de geração, transmissão e distribuição de eletricidade no Estado.

No entanto, nessa época, seus ativos foram reorganizados com o objetivo de atender ao Programa de Desestatização do Estado de São Paulo.

Em 1998, ainda, a companhia conseguiu se livrar de uma ação do Ministério Público de Presidente Prudente sobre o apressado enchimento do reservatório de Porto Primavera.

Em um mês, 253 dos 257 metros do reservatório estavam cheios. Este foi considerado o maior desastre ecológico da história do Brasil naquela época. Isso fazia parte do plano de privatização.

Século 21

Já em 2000, o Governo do Estado publicou um edital estabelecendo as condições para a venda de sua participação na companhia, equivalente a 38,67% da totalidade do seu capital social.

No ano seguinte, em 2001, houve uma nova tentativa de privatização, no entanto, Governo do Estado suspendeu depois Em 2006, a Companhia concluiu a Oferta Pública Primária de ações preferenciais classe B. Além disso, nesse ano, a Companhia aderiu ao Nível 1 da B3. Outra tentativa de desestatização sem sucesso aconteceu em 2008.

Com a Medida Provisória 579 de 2012, que tratava das concessões de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, a CESP pode antecipar a renovação das concessões das usinas Ilha Solteira e Jupiá.

Da mesma forma aconteceu com a Usina Três Irmãos. Ela foi transferida à Tijoá Participações e Investimentos S.A.

Já em 2018, após quatro tentativas frustradas de privatização, o consórcio São Paulo, constituído pela VTRM Energia Participações e SF Ninety Two Participações Societárias S.A, teve controle acionário do governo paulista na CESP, pelo valor de R$ 1,7 bilhão.

Dessa forma, a VTRM se tornou titular de 46,76% das ações ordinárias e de 6,86% das ações preferenciais classe B. Além disso, a SF se tornou titular de 46,76% das ações ordinárias e de 6,86% ações preferenciais classe B. Essas ações representam aproximadamente 40% do capital social total da CESP.

Por fim, em 2018 também, houve a renovação do contrato de concessão da Usina Porto Primavera.

Linha do tempo da CESP

  • 1966: Surgimento da CESF em função da fusão de 11 empresas elétricas paulistas, com controle do Governo do Estado de São Paulo;
  • 1977: Mudança na razão social da CESP para Companhia Energética de São Paulo, ampliando a atuação do setor para além da hidrelétrica;
  • 1980: Construção da Usina hidrelétrica Porto Primavera nos municípios de Rosana (Paulista) e Bataiporã (Sul-matogrossense);
  • 1998: Companhia consegue se livrar de uma ação do Ministério Público de Presidente Prudente sobre o apressado enchimento do reservatório de Porto Primavera.

Século 21

  • 2000: Governo do Estado publica um edital estabelecendo as condições para a venda de sua participação na Companhia;
  • 2001: Nova tentativa de privatização, no entanto, o Governo do Estado suspende;
  • 2006: Companhia conclui a Oferta Pública Primária de ações preferenciais classe B. Além disso, nesse ano, a Companhia adere ao Nível 1 da B3;
  • 2008: Outra tentativa sem sucesso de privatização da CESP;
  • 2012-2013: Com a Medida Provisória 579 de 2012, a CESP antecipa a renovação das concessões das usinas Ilha Solteira e Jupiá, bem como a Usina Três Irmãos;
  • 2018: Consórcio São Paulo, constituído pela VTRM Energia Participações e SF Ninety Two Participações Societária S.A, arrematou o controle acionário do governo paulista na CESP;
  • 2018: Por fim, renovação do contrato de concessão da Usina Porto Primavera.

Como lucrar com as ações da CESP (CESP6)?

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Em primeiro lugar, vale reforçar que existem diversas formas no mercado financeiro de obter lucro através das ações da CESP (CESP6).

Sendo assim, é possível incluir o recebimento de dividendos como uma dessas formas. Isso porque a companhia possui em seu histórico uma distribuição contínua de proventos desde 1997. Além disso, é possível lucrar com a venda de ações da Engie por um valor maior do que o custo de compra, prática conhecida como trading.

No entanto, a escolha de uma tática de lucro vai depender do seu perfil de investidor e seus objetivos financeiros. Uma das recomendações é a diversificação da carteira de investimentos. Isto é, trabalhar com uma carteira variada, que detenha ativos de renda fixa e renda variável.

Além disso, por fim, é válido analisar a segurança, rentabilidade e liquidez de uma ação antes de comprar ou vendê-la.

Vale a pena investir na CESP (CESP6)?

Em primeiro lugar, a CESP (CESP6) é uma empresa do setor energético de grande expressividade nacional, sobretudo em sua região de atuação, no Sudeste e Sul.

A companhia coleciona prêmios como o Troféu Transparência da ANEFAC. Além disso, a empresa apresenta um baixo endividamento e um bom histórico de pagamento de dividendos.

Contudo, como se trata de uma empresa responsável pela produção de energia, pode sofrer impactos consideráveis, mesmo que menos intensos que as empresas responsáveis por transmissão e distribuição. Além disso, trata-se de um setor bastante competitivo.

Portanto, para tomar a decisão mais adequada para o investidor, é interessante que ele faça uma análise fundamentalista.

Fazendo isso, então, será possível tomar uma decisão mais assertiva e segura, seja com a CESP (CESP6), como com qualquer outra empresa listada na B3.

Escrito por

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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