CIEL3: descubra tudo sobre as ações da Cielo!

CIEL3

As ações da Cielo (CIEL3) são um importante elemento dentro da B3, a Bolsa de Valores brasileira.

A Cielo (CIEL3) desperta grande interesse dos investidores e traders que operam na Bolsa por fazer parte do Índice Bovespa (0,792%) e ter grande destaque em seu setor.

O que é a Cielo (CIEL3)?

A Cielo (Cielo S.A.) é uma empresa de pagamentos e serviços financeiros de pagamentos que está presente no mercado desde 1995 e é negociada na B3 sob o código CIEL3.

A companhia tem como atividades a captura, transmissão e liquidação financeira de diferentes bandeiras de cartão de crédito e débito.

Com isso, se tornou líder no seu setor dentro da América Latina, estando presente em mais de 1 milhão de estabelecimentos e em praticamente todo o território brasileiro.

A Cielo é controlada pelo Banco Bradesco e pelo Banco do Brasil e possui um capital social composto apenas por ações ordinárias, que dão direito a voto aos seus titulares.

Além da Cielo, outras empresas integram o setor de tecnologia e serviços financeiros, como o Itaú Unibanco (ITUB4), o MercadoLivre (MELI34) e a Stone (STNE):

  1. Itaú Unibanco: negociado na B3 e responsável pela Rede, empresa de maquininhas de cartão com grande presença no mercado brasileiro;
  2. Mercado Livre:  empresa argentina de tecnologia que atua no setor de varejo e possui capital aberto na Nasdaq, responsável pelo Mercado Pago e outros serviços;
  3. Stone: um dos principais concorrentes das maquinhas Cielo, com ações negociadas na bolsa de Nova York (NYSE), mas grande presença no mercado de pagamentos brasileiro.

Por conta da relevância da Cielo para o mercado financeiro e a B3, é importante entender sua história, atuação e modelo de negócio.

Dessa forma, você consegue tomar melhores decisões de investimento.

História da Cielo (CIEL3)

logomarca cielo ciel3 ações investimentos

A Cielo nasceu em 1995 como a Visanet, criada pelos bancos Bradesco, Banco do Brasil, Banco Real (atual Santander) e o extinto Banco Nacional, junto à Visa Internacional.

Nesse período, a empresa possuía afiliação com cerca de 100 mil estabelecimentos.

No entanto, foi só em 2009 que, após uma das maiores Ofertas Públicas de Ações (OPA), que a empresa mudou de nome, passando a se chamar Cielo.

A decisão foi tomada após o início de processamento de transações de outras bandeiras do mercado, além da Visa.

No ano seguinte, a empresa estabeleceu parcerias com bandeiras regionais e formou uma aliança com a Dotz, empresa de programas de fidelização no modelo de coalização de maior destaque na América Latina.

Em 2011, a Cielo fez uma parceria com a Cred-System, emissora de cartões de crédito, e a Banestes (Banco do Espírito Santo), passando a aceitar cartões de benefício além do Visa Vale e Sodexo.

No mesmo ano, a companhia também estabeleceu laços com Bônus CBA, Cabal Vale, Verocheque e Sapore Benefícios, além de começar a aceitar a bandeira Elo, que é 100% brasileira.

7,6 do PIB brasileiro

Também foi em 2011 que a Cielo capturou R$320,4 bilhões, equivalente a 7,6% do PIB brasileiro no período.

No ano seguinte, 2012, a Cielo lançou a opção de crediário em sua máquina e lançou uma plataforma de prevenção à fraude em comércio eletrônico, em parceria com a CyberSource, fornecedora de soluções de gestão em pagamentos.

Ainda em 2012, a empresa foi responsável por 5 bilhões de transações financeiras no Brasil, o equivalente a 8,4 do PIB da época, além de lançar o Cielo Linkci, que permitia o check-in e recomendação de estabelecimentos entre amigos do Facebook.

Em 2014, a Cielo passou a permitir pagamentos eletrônicos com cartão de crédito para estrangeiros em visita ao Brasil na moeda de seu país de origem.

Em 2018, apenas no primeiro trimestre, foram movimentados R$153 bilhões em maquininhas Cielo, sendo R$90 bilhões a partir de cartões de crédito.

No ano de 2020, a Cielo se manteve entre as líderes de pagamentos no Brasil e em toda a América Latina, com mais de 1 milhão de clientes ativos.

Linha do tempo da Cielo (CIEL3)

  • 1995 – Criação da Visanet;
  • 2009 – Abertura de capital na bolsa de valores brasileira;
  • 2009 – Início do processamento de outras bandeiras e mudança de razão social;
  • 2010 – Estabelecimento de parcerias com bandeiras regionais;
  • 2010 – Parceria com diversas empresas do setor de tecnologia e pagamentos e início da transações com cartões de benefícios;
  • 2011 – Captura de R$ 320,4 bilhões;
  • 2012 – Lançamento da opção de crediário, compra da Merchant e-Solutions (MeS), empresa americana de tecnológica para serviços meios de pagamento, por 670 milhões de dólares e captura de 5 bilhões de transações financeiras no Brasil;
  • 2014 – Lançamento de opções para pagamentos com moeda internacional no país através de cartões, cobertura de 99% do território nacional e criação do Programa Cielo Fidelidade;
  • 2016 – Processamento equivalente a 10% do PIB brasileiro no período;
  • 2018 – R$153 bilhões movimentados em maquininhas Cielo;
  • 2019 – Valor de mercado cai de R$72 bilhões para R$18 bilhões em menos de um ano com a chegada da PagSeguro e Stone.
  • 2019 – Lançamento do Cielo Pay, que dispensa o uso de maquininhas.

Como atua a Cielo (CIEL3)?

A Cielo é uma empresa de tecnologia e serviços financeiros de meios de pagamento para o setor de varejo.

A empresa atua capturando, transmitindo e liquidando pagamentos e transações com cartões de crédito e débito de diversas bandeiras.

Atualmente, a Cielo conta com mais de 2 mil funcionários e tem capacidade para assegurar 6 mil vendas por segundo.

Após a chegada de diversas concorrentes em 2018, a companhia vem se esforçando para manter sua liderança no setor.

Para isso, a Cielo vem desenvolvendo soluções além das maquininhas focadas em microempreendedores e PMEs.

Características das ações da Cielo (CIEL3)

As ações da Cielo são negociadas na B3 (bolsa de valores brasileira) e possuem as seguintes características:

A classificação setorial da Cielo (CIEL3), conforme informações divulgadas no site da B3, é: Financeiro / Serviços Financeiros Diversos.

A companhia está classificada no segmento Novo Mercado, que contempla empresas com altos níveis de governança corporativa.

As ações da Cielo (CIEL3) oferecem Tag Along de 100% ON e free float de 41,15%.

O que faz a Cielo (CIEL3)?

A principal atividade da Cielo é o processamento e liquidação de pagamentos através das suas maquininhas de cartões.

Entre os serviços oferecidos pela empresa, estão:

  • Recebimento, transação e liquidação de pagamentos em cartões de crédito e débito;
  • Recargas de telefone;
  • Conversão de Moedas;
  • Carteira Virtual.

Portanto, é possível afirmar que a empresa vem se adaptando às mudanças no setor de tecnologia e pagamentos, trazidas pelas suas principais concorrentes.

Ações da Cielo (CIEL3): onde e como são negociadas?

O ticker da Cielo (CIEL3) é negociado na B3 (Brasil, Bolsa, Balcão), a bolsa de valores brasileira.

Os investimentos são realizados através do home broker de corretoras de valores no ambiente digital.

A Cielo possui apenas ações ordinárias (ON), que dão direito a voto nas assembleias aos seus titulares.

Para investir na Cielo, é preciso ter uma conta ativa em uma corretora de investimentos e fazer uma transferência TED do valor desejado para a aplicação financeira.

Em seguida, basta escolher as ações representadas pelo ticker CIEL3, escolher a quantidade e fazer a ordem de compra.

Como ganhar dinheiro com as ações da Cielo (CIEL3)?

Existem diversas formas de conseguir uma boa lucratividade investindo nas ações da Cielo.

Entre elas, está o ganho de dividendos, que são distribuídos aos seus acionistas minoritários.

Além disso, é possível obter bons lucros negociando suas ações por um preço maior do que o preço médio de compra.

Para isso, é preciso estar atento ao histórico da empresa e possíveis acontecimentos que causem flutuações negativas ou positivas no preço de seus ativos.

Outra forma efetiva para aplicar com segurança e rentabilidade é através de uma carteira de investimentos bem diversificada, que contemple investimentos de renda fixa e renda variável.

É importante destacar, no entanto, que a escolha dos ativos que irão fazer parte dela deve ser feita com cautela, a partir de uma análise bem fundamentada das empresas escolhidas.

Vale a pena investir na Cielo (CIEL3)?

A Cielo (CIEL3) é líder em meio de pagamentos não só no Brasil, como em toda a América Latina. Além disso, vem se adaptando às mudanças no setor de pagamentos que acabaram impactando nos seus resultados dos últimos anos.

Portanto, a empresa pode representar uma boa opção de investimento para quem se interessa pelo setor financeiro.

Vale lembrar, no entanto, que suas concorrentes continuam crescendo e ganhando espaço no mercado, principalmente com as novas opções de pagamento que ameaçam as clássicas maquininhas.

Em meio a esse cenário disputado, a empresa pode ter suas margens de lucro afetadas e sofrer com o conflito de interesses entre seus acionistas controladores e minoritários.

Por conta disso, antes de selecionar a ação da Cielo (CIEL3) ou de qualquer empresa, deve-se fazer uma análise fundamentalista para verificar se as aplicações desejadas são realmente vantajosas ou oferecem grandes riscos ao investidor.

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Arthur Dantas Lemos

Arthur Dantas Lemos

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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