Compra e venda de ações: como funciona?

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Para os novos investidores, principalmente para aqueles que só conhecem a renda fixa, a compra e venda de ações pode parecer um tema difícil dentro do mundo dos investimentos.

No entanto, a compra e venda de ações pode ser um processo de fácil compreensão. Além disso, de antemão, serve para todos. Afinal, qualquer pessoa pode aprender se deseja alcançar uma independência financeira.

No entanto, o que é preciso, na verdade, é que investidor se atente a alguns fatores durante o processo de compra e venda de ações para que isso aconteça da melhor forma possível.

O que são ações?

Em primeiro lugar, antes de entender sobre o funcionamento de compra e venda de ações, é indispensável entender o que são ações.

De maneira simples, as ações  – que também podem se chamar de “papéis“, representam um título de propriedade em empresas que disponibilizam a negociação através da bolsa de valores.

Um dos pré-requisitos, por exemplo, para uma empresa permitir a existência de acionistas é ter o capital aberto. O acionista, isto é, quem detém uma ação, possui a menor parte do capital social de uma empresa.

Para ter as ações negociadas na bolsa, é preciso que a empresa realize uma Oferta Pública Inicial (IPO). Em linhas gerais, o preço da ação serve para aumentar o poder econômico daquela mesma organização.

Por que investir em ações?


Ao contrário da renda fixa, o investimento em renda variável permite maior rentabilidade. Ao mesmo tempo, esse tipo de investimento também sofre maior oscilação, como o próprio nome sugere. Por isso mesmo, portanto, ela apresenta mais riscos.

Uma das vantagens de investir em ações é que é possível “comprar negócios” e desenvolver uma carteira de ações mais segura.

Vale ressaltar que mais segura não significa menos oscilante. Na verdade, isso significa que, com o investimento em ações, se pode lucrar com o desenvolvimento do mercado.

Existem três principais modalidades de aplicações: buy and hold, day trade e swing trade. Entenda cada uma delas:

  • Buy and Hold: foca na compra de ações para rendimento de longo prazo;
  • Day trade: foca na compra de ações para rendimento em curtíssimo prazo;
  • Swing trade: foca na compra de ações para rendimento de curto prazo e médio prazo.

Tendo em vista essas opções, é comum surgir a dúvida de qual é a melhor alternativa. No entanto, não existe resposta certa. Cada investidor tem um perfil próprio de investimento e deve seguir e respeitar seus objetivos e vontades.

No entanto, vale dizer que as chances de lucro a longo prazo são mais sustentáveis e saudáveis para o setor financeiro do investidor.

Dessa forma, o “buy and hold” pode ser uma das técnicas mais eficientes para quem quer construir riqueza e tranquilidade econômica.

Portanto, como se baseia em uma análise fundamentalista, essa modalidade permite ao investidor maior capacidade de lidar com as variações da Bolsa de Valores.

Como fazer Day trade?

Por ser uma alternativa focada na compra e venda de ações em um processo de busca de lucro em curtíssimo prazo, é preciso explicar como se dá a execução de investidores que atuam em day trade.

Vale ressaltar que esse tipo de operação costuma ser feita por traders profissionais, isto é, pessoas que estão profissionalmente envolvidas no processo de análise, compra e venda de ações.

Além disso, se ressalta que não existe a necessidade de uma formação específica, mas, no geral, se tratam de pessoas que possuem um conhecimento vasto sobre o mercado de ações e as variáveis que influenciam na sua performance.

O processo é o mesmo para a compra de ações nas outras estratégias de investimento, no entanto, as movimentações começam e terminam no mesmo dia. Isso porque se visa lucrar com a alta ou a queda de uma ação.

Dessa forma, com a variação no preço das ações, é possível que o trader alcance uma alavancagem, ou seja, um valor que seja remanescente do que foi inserido na compra daquela ação.

Por exemplo, se um Day Trader encontra uma ação por R$ 10 (imagine um lote em que 100 unidades custam R$ 1.000) e aquela ação sofre valorização no dia para R$ 11 a unidade. Sendo assim, ele terá um ganho de R$ 1 em cada papel para o operador.

No entanto, é válido lembrar que nem todo o diferencial do valor de compra e venda dos papéis pode ser encarado como lucro.

Isso porque existem fatores como: taxas de corretagem, taxa de custódia, impostos, TED, emolumentos e afins, que podem diminuir o ganho final.

Por tanto, se você deseja se tornar um Day Trader, é preciso buscar não apenas a ‘melhor ação’, mas as melhores formas para operar sem grandes custos adicionais.

Fundos de investimento: é uma boa opção para investir?

Para quem quer buscar uma outra alternativa de aplicação, também existem os Fundos de Investimento em ações, que pode ser uma boa escolha.

Os Fundos de Ações permitem que o investidor alcance melhores performances mesmo que tenha poucos recursos financeiros disponíveis.

Em primeiro lugar, vale dizer que os Fundos de Investimentos se constituem em uma carteira de ativos financeiros. Portanto, um fundo de ação é uma alternativa para quem quer começar a investir na bolsa de valores, mas quer ter o auxílio de um profissional para gerenciar suas cotas.

Sendo assim, para que a administradora atue, é preciso pagar mensalmente a administração que gere todo esse fundo.

Como pontos positivos, os fundos são diversificados e tendem a ter perdas de capital inferiores do que se fossem investidos individualmente em ações de uma empresa.

No entanto, eles apresentam diversos tipos de taxas e cobranças fixas para que funcionem e, ao mesmo tempo, dependem da visão do gestor, sem haver nenhuma interferência do cotista, o que pode ser limitador para alguns casos.

Motivos para investir em ações

Em primeiro lugar, é preciso lembrar que, ao contrário do que alguns podem prometer, as ações não vão deixar ninguém rico da noite para o dia.

Na maioria do casos, portanto, as operações que focam em curtíssimo prazo geram altos prejuízos para quem realiza as aplicações da forma indevida. Dito isso, vale elencar motivos para investir em ações.

1. Acessibilidade

Existe o mito de que “apenas pessoas ricas podem investir em ações”. Contudo, isso não é verdade. Existem papéis com preços baixos e, em alguns casos, a partir de R$1, é possível começar a investir.

Por essa razão, as ações são um dos investimentos mais acessíveis e democráticos. Para quem quiser começar a investir em renda variável e não tiver grandes disponibilidades financeiras, essa é uma alternativa.

Lembra-se, ainda, que o estudo é essencial. Então, não é recomendável se guiar na compra de uma ação apenas pelo valor.

Conhecimento é a chave para conseguir construir e manter a riqueza e esta pode vir, portanto, de uma análise sólida e fundamentalista das empresas que o iniciante se interessa em investir.

2. Liquidez

A renda fixa é conhecida pela alta liquidez (na maioria dos casos) e previsibilidade de retorno. No entanto, alguns investimentos de renda variável também possuem alta liquidez.

As ações, por exemplo, permitem a venda de uma maneira rápida, caso haja a necessidade de ter o dinheiro na conta.

No entanto, é válido lembrar que a venda de uma ação precisa acontecer de modo consciente. Dessa forma, então, as chances de perdas são menores.

3. Rentabilidade

Como dito antes, deter uma ação significa deter uma “parte” da empresa. Então, se determinada organização que o investidor possui ação cresce, podem aumentar também os seus rendimentos como acionistas.

Por isso, é crucial que o investidor faça um estudo sobre a ação que está comprando. Por exemplo, ele pode fazer os seguintes questionamentos:

  • Qual o cenário econômico atual?
  • Qual é o histórico dessa empresa? Ele se mostrou com elementos consistentes?
  • A empresa possui boa imagem no mercado?
  • Quais são as suas políticas de gestão?

Vale ressaltar que a rentabilidade é um dos principais fatores que atraem investidores. Contudo, é preciso estar ciente de todo o contexto antes de começar a investir em qualquer que seja a modalidade.

Como vender ações?

Antes de saber o momento de vender ou comprar um papel, é valido entender como vender uma ação:

  1. Acesse o Home Broker da corretora de valores;
  2. Selecione o papel a ser vendido;
  3. Defina a quantidade e o preço de cada unidade;
  4. Envie a ordem de compra (ou as ordens de compra).

Qual é o momento ideal para realizar uma venda?

Ainda assim, fica a pergunta do investidor: “qual é o melhor momento para vender ações?”. A resposta sempre será: depende.

Em primeiro lugar, se recomenda que o investidor já tenha uma reserva de emergência para começar a investir em renda variável. Isso porque a reserva permite maior possibilidade de exposição ao risco pelo investidor.

Imagine, por exemplo, o seguinte cenário: um investidor que não possui uma reserva de emergência, faz aplicações em ações e, depois de um mês, acompanha a queda do valor das ações e o dinheiro investido, que era de R$1.000, torna-se R$500.

O investidor que não entendeu que as ações podem sofrer variações tanto para cima, quanto para baixo, pode se assustar com essa realidade e se desesperar para vender aqueles papéis.

Afinal, o seu dinheiro aplicado está “se desvalorizando” e, nesse caso, esse é o único patrimônio ‘livre’ que ele possui.

No entanto, caso ele tivesse mais conhecimento sobre o mundo das ações e tivesse também construído uma reserva, ele poderia esperar um novo momento de valorização daquelas ações.

Vale dizer, além disso, que nem sempre acontece um momento de valorização. Para isso, é preciso estar atento aos seguintes pontos, por exemplo:

  • Saber que o negócio está em momento de deterioração, isto é, a empresa se tornou um mau investimento;
  • Saber identificar novas oportunidades, isto é, ações que estão com mais possibilidade de crescimento do que a atual.

Se o investidor perceber uma dessas situações, por exemplo, esse pode ser um bom momento para o investidor vender os papéis atuais e comprar novos.

Como visto, a compra e venda de ações não é um processo complexo. O indispensável é investir, antes de tudo, em conhecimento para fazer as melhores escolhas no mercado acionário.

Qual o momento ideal para compra e venda de ações?

Apesar de tudo depender, é importante que o investidor já tenha uma reserva de emergência quando iniciar, principalmente se for investir em renda variável. Além disso, é preciso ter preparo para analisar empresas.

Porque se deve fazer compra e venda de ações?

Além de ser acessível, os papéis pode apresentar bastante liquidez e rentabilidade.

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Arthur Dantas Lemos

Arthur Dantas Lemos

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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