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Cultura organizacional: o que é e qual a sua importância para a empresa?

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A cultura organizacional é essencial para que os colaboradores da empresa estejam motivados e focados em um objetivo em comum.

Além da remuneração, é importante que a cultura organizacional seja forte, para que toda a empresa esteja motivada a alcançar objetivos finais em conjunto. Essa é uma característica importante para o empreendedorismo!

O que é a cultura organizacional?

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A cultura organizacional é o conjunto de valores, comportamentos, crenças, perspectivas, entre outros fatores, que formam um tipo de personalidade para a empresa.

Normalmente, ao criar a empresa, os fundadores determinam certos valores e perspectivas para aquela instituição.

Mas, cada pessoa que entra na empresa, influencia de certa forma a cultura empresarial.

Por isso que, em momentos de seleção, por exemplo, é necessário escolher a dedo quem vai fazer parte do time, já que cada pessoa pode influenciar de alguma forma.

Entretanto, apesar da influência de toda equipe, os fundadores normalmente, são os maiores influenciadores da cultura organizacional.

Por isso que, para muitas empresas, é necessária a presença de um líder, que represente a empresa e sua respectiva cultura.

Componentes da cultura organizacional

É importante destacar, também, que a cultura organizacional influencia seus membros em diferentes níveis.

Logo, é interessante observar os principais componentes da cultura organizacional e como cada um deles influencia os membros da empresa.

  • Artefatos;
  • Valores compartilhados;
  • Pressupostos.

Artefatos

Os artefatos são os fatores culturais mais fáceis de identificar em uma empresa.

Eles são tudo que há de concreto ou que seja facilmente identificado em relação a estruturação organizacional.

  • Produtos;
  • Decoração;
  • Hierarquia da empresa;
  • Grau de formalidade no ambiente de trabalho e/ou entre os membros.

Valores compartilhados

Os valores compartilhados são as justificativas para os artefatos adotados pela empresa como um todo.

Normalmente, os valores são definidos no nascimento da empresa, pelos seus fundadores.

Entretanto, não é por isso que os valores não sejam passíveis a mudanças. Eles podem ser renovados à medida que façam sentido, para manter o progresso da empresa.

Como exemplo de valores compartilhados das empresas, temos:

  • Normas;
  • Filosofia da empresa.

Pressupostos

Os pressupostos são a parte dos componentes da cultura organizacional mais intrínseca da empresa.

Portanto, essa área da cultura é a mais difícil de ser mudada, já que está presente no dia-a-dia da empresa, de forma quase que inconsciente.

Entre os exemplos de pressupostos de uma organização, estão:

  • Histórias da empresa e dos seus membros;
  • Linguagem usada;
  • Símbolos e rituais adotados.

Tipos de cultura organizacional

Os valores da empresa e a sua cultura são particulares, variando muito de organização para organização.

Contudo, existem alguns padrões que tornaram possível a definição de alguns tipos de cultura organizacional., são eles

  • Cultura do poder;
  • Cultura de papéis;
  • Cultura de tarefas;
  • Cultura de pessoas.

Cultura do poder

Empresas com a cultura do poder, geralmente, se dá por aqueles que concentram a liderança e decisões em uma pessoa, normalmente, o fundador ou diretor.

Esta cultura, geralmente, são mais comuns em empresas pequenas, o que pode ser negativo, já que diminui a autonomia e proatividade dos colaboradores.

Portanto, nesses casos, a eficiência da empresa dependerá muito da assertividade de uma só pessoa.

Cultura dos papéis

A cultura dos papéis tem como característica mais forte, a função bem definida a ser seguida por cada membro da empresa.

Por um lado, se todos atuarem bem nas suas respectivas funções, o negócio pode conseguir andar bem.

Entretanto, quando a empresa é estruturada dessa forma, a mobilidade é quase inexistente, engessando os esforços e criatividade de cada membro apenas para um área da empresa.

Esse tipo de cultura é muito comum em organizações e repartições públicas, que normalmente seguem um organograma estabelecido.

Cultura de tarefas

Empresas com a cultura de tarefas tendem a valorizar muito a criatividade e a proatividade.

Isso porque, para o trabalho dessas empresas, as atividades são ditadas a partir dos acontecimentos.

Cada funcionário é destinado a tarefas, não sendo fixado em apenas uma função dentro da empresa.

Portanto, diferente da cultura do poder e dos papéis, os colaboradores não estão engessados e têm mais flexibilidade para encontrar soluções.

Cultura das pessoas

Empresas com cultura das pessoas tendem a valorizar em primeiro lugar todos membros da equipe.

Normalmente, são ambientes de trabalho confortáveis para cada colaborador, que visam, também, enriquecer cada vez mais seu capital humano.

É normal que, em empresas com a cultura organizacional das pessoas, tenha muitos indivíduos com relativa autonomia em suas atividades e que estão preparados para assumir posições importantes.

A cultura da pessoas é a mais comum de ser adotada por startups, em que há menos hierarquização e mais trabalho coletivo.

Importância da cultura organizacional

Enfim, é necessário destacar que a cultura organizacional é algo que toda empresas têm.

Porém, nem todas as empresas valorizam e trabalham esse fator, justamente, por não entender a importância da cultura organizacional

Entre a lista extensa de benefícios da cultura organizacional, bem estruturada, e compatível com a realidade da empresa, estão:

  • Maior engajamento da equipe;
  • Sentimento positivo em relação ao ambiente de trabalho;
  • Retenção de profissionais importantes;
  • Escolha mais precisa de novos integrantes;
  • Maior produtividade.

Portanto, é fácil perceber que a cultura organizacional é um dos fatores mais determinantes em relação ao sucesso e crescimento de uma empresa, já que ela diz respeito ao ambiente de trabalho e a todos que estão envolvidos nas atividades. Receba ainda mais conteúdos gratuitos assinando nossa newsletter no WhatsApp!

Escrito por

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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