Curva ABC: saiba como usar esse conceito na gestão de um negócio!

curva abc 2

O descontrole nos estoques pode diminuir o lucro efetivo e ainda virar um prejuízo, devido ao acumulo de mercadoria que não terá, de fato, saída. Para remediar essa situação, existem algumas metodologias que podem auxiliar com essa problemática, sendo uma delas a curva ABC.

A curva ABC funciona por meio de uma divisão de estoque baseado na classificação de produtos pelo impacto, importância e influência dos mesmos no negócio. Sendo, dessa forma, classificado os essenciais e os complementários.

O que é a curva ABC?

Então, a curva ABC é um modelo de gestão de estoque que auxilia de forma direta em expor dados e categorizar produtos pela sua ordem de relevância.

Através da curva ABC, é possível impactar exponencialmente alguns negócios, melhorar a percepção de lucro e gestão de estoque, modificar a forma como se oferta alguns produtos e, até mesmo, mostrar a necessidade de se adquirir produtos complementares.

Como surgiu a curva ABC?

A classificação ABC surgiu de uma modalidade de divisão conhecida como 80/20 que foi concebida e desenvolvida pelo economista Vilfredo Pareto.

Diferente da perspectiva social que o estudo de Pareto apresentava, a metodologia ABC é focada na formatação de estoque e distribuição para maximização de ganhos.

Portanto, baseado no princípio de Pareto, o método ABC classifica que todo estoque deverá ser dividido entre 80% e 20%, sendo os oitenta respectivos aos produtos de maior grau de importância (economicamente falando) e os 20% aqueles que são complementares.

Como fazer uma curva ABC?

Na hora de aplicar a curva ABC para gestão de negócios, se faz necessário levantar alguns preceitos prévios.

Por isso, um bom exemplo de curva ABC apresenta os seguintes tópicos:

  1. Uma listagem de todos os produtos e serviços ofertados;
  2. Disposição de todos os valores unitários respectivos (para cada produto);
  3. As respectivas quantidades que foram vendidas (de cada produto);
  4. Somar todos os valores totais por produto para gerar o Valor Total de Vendas, cada produto terá sua somatória e será respectiva ao total vendido no período demarcado;;
  5. Depois de estabelecido o valor total de vendas (VTV), se calcula a participação percentual de cada item em relação ao VTV;
  6. O cálculo da porcentagem funciona da seguinte forma: Valor total do produto ÷ VTV;
  7. Com as porcentagens de cada produto, categorize as maiores no inicio da lista de forma decrescente;
  8. A partir daí é possível fazer a porcentagem acumulada (PP), que é a soma da porcentagem do item anterior pelo item seguinte, acumulando exponencialmente;
  9. Ou seja, Porcentagem do Produto 1 + Porcentagem do Produto 2 = Porcentagem Acumulada no item 2. Já para o item 3: PP1 + PP2+ PP3, e segue a formula contemplar todos os produtos;
  10. Com a porcentagem acumulada se classifica quais são os produtos que somados formam 80% em relação ao Valor Total de Vendas, esses são os produtos que não podem faltar, os essenciais, classificados como “A”;
  11. Os produtos “B” correspondem a 15% do VTV, pode ser aqueles produtos considerados como complementares dos produtos A;
  12. Já os produtos “C” equivalem a 5% do VTV e apesar de parecer periféricos, podem impactar o valor do ticket médio.

Existem vários exemplos de curva ABC que, ao serem implementados, permitiram que os gestores aumentassem as vendas e percebessem quais produtos são mais preciosos para o negócio.

Contudo, essa metodologia não deve ser tomada como solucionadora de todos os problemas. É preciso utilizar os dados ao favor do negócio.

Por exemplo, se uma farmácia vende muitas fraldas e foi observado que isso impacta exponencialmente o negócio, talvez buscar vender produtos como mamadeiras e derivados do mesmo universo pode ser uma boa opção.

Em contrapartida, um erro comum de algumas empresas é aplicar a curva ABC e passar a vender apenas os produtos com mais saída. Ao relegar os demais produtos, pode ocorrer uma diminuição da atratividade da loja ou até mesmo a perca de oportunidades de venda.

Por fim, a curva ABC é uma forma simples de organizar os estoques e pode, quando bem utilizada, auxiliara a transformar visões sobre determinado negócio. Mas, além dela, um bom planejamento financeiro e organização melhoram a saúde financeira da empresa e auxiliam na busca por melhores prospecções de negócio. Para mais dicas como essa, assine nossa newsletter no WhatsApp!

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Arthur Dantas Lemos

Arthur Dantas Lemos

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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