Custo Médio Ponderado do Capital: como calcular o WACC?

custo médio ponderado do capital

O conceito de Custo Médio Ponderado do Capital, também chamado de WACC, é muito discutido e utilizado para medir retornos de um investimento.

O Custo Médio Ponderado do Capital representa a taxa de desconto ou o custo de capital utilizado em uma análise de retorno.

O que é o Custo Médio Ponderado do Capital?

O Custo Médio Ponderado de Capital, ou Weighted Average Capital Cost (WACC) é a média do custo de capitais alheios e o custo de capitais próprios, as fontes de financiamento de uma empresa.

Ele aumenta à medida que o beta e a taxa de retorno sobre o patrimônio (ROI) aumentam. Isso acontece, pois o aumento nessa taxa indica uma diminuição na avaliação e aumento no risco.

Todas as fontes de capital, incluindo ações ordinárias, ações preferenciais, títulos e qualquer outra dívida de longo prazo, todos estão incluídos no cálculo da taxa de desconto.

O WACC é usado para duas funções principais na gestão financeira. São elas:

  1. Calcular o valor de uma empresa quando usado como taxa de desconto de fluxo de caixas futuros;
  2. Analisar se um novo projeto vale a pena da perspectiva financeira, funcionando como taxa mínima a ser ultrapassada para justificar um novo investimento.

Como calcular o Custo do Capital (WACC)?

A fórmula para calcular o Custo Médio Ponderado do Capital é:

formula wacc

Nela,

  • E = valor do capital próprio;
  • D = valor do capital alheio;
  • Re = custo do capital próprio;
  • Rd = custo do capital alheio;
  • T = taxa de imposto.

O cálculo se resume a encontrar a proporção de capitais próprios e alheios no total do ativo, a taxa de custo do capital alheio, a taxa de custo do capital próprio e a taxa efetiva de imposto.

O custo do capital próprio (Re) pode ser um pouco mais difícil de ser calculado. Isso porque o capital social de uma empresa não possui tecnicamente um valor explícito.

O motivo para isso é que, quando as empresas pagam sua dívida, o valor que desembolsam tem uma taxa de juros pré-determinada, que depende do tamanho e da duração da mesma.

Já o patrimônio não tem preço concreto, o que não significa que não haja um custo de capital próprio.

Isso porque todo acionista de empresa espera receber certo retorno de seu investimento. Sendo assim, a taxa de retorno exigida pelos acionistas é um custo da perspectiva da empresa.

Portanto, o custo do capital é o valor que a empresa deve gastar para manter um preço de mercado que satisfaça seus investidores.

Modelo de Gordon: o que é?

O Modelo de Gordon é um modelo de atualização do preço de ações. Ele serve para calcular o custo de capital com base numa projeção dos dividendos pagos aos acionistas de uma empresa.

Essa projeção depende do valor do dividendo pago no momento e da taxa de crescimento esperada para os dividendos no futuro.

A fórmula do Modelo de Gordon é:

FormulaGordon

 

O princípio desse modelo indica que o valor de uma ação é equivalente ao valor atual dos fluxos de caixa dos dividendos futuros que serão pagos.

Trata-se de uma variação do modelo de análise de fluxos de caixa descontados que pressupõe o crescimento de dividendos a uma taxa constante.

Por isso, vale a pena para empresas com crescimento constante ao longo do tempo, sendo consideráveis estáveis e com previsões e crescimento em seus dividendos em uma taxa g constante.

O modelo pressupõe também que a taxa de retorno desejada continue constante, e que a expectativa de retorno sobre o patrimônio líquido k seja maior que g.

Onde o Custo Médio Ponderado do Capital é aplicado?


O WACC é bastante utilizado por analistas de mercado para avaliar o valor dos investimentos e entender quais deles são mais vantajosos.

Por isso, os investidores podem usar essa fórmula como um método simplificado para decidir se um investimento vale a pena ou não.

Por exemplo, na análise de fluxo de caixa descontado, é possível usar a taxa de desconto para fluxos de caixa futuros para derivar o valor líquido atual de uma empresa.

Nesse sentido, o WACC serve como uma taxa mínima aceitável de retorno em um investimento numa ação.

Porém, mesmo sendo uma ferramenta bastante útil para os investidores, o Custo Ponderado do Capital nunca deve ser usado como única forma de precificação a ser analisada antes de uma aplicação.

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Arthur Dantas Lemos

Arthur Dantas Lemos

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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