Depreciação: saiba como um bem perde valor com o tempo

Na hora de comprar um bem é preciso se precaver quanto a depreciação do mesmo. Algumas lojas e vendedores já alertam sobre o tempo de vida útil e depreciação. No caso de um carro, a situação mercadológica dele ajuda a formar opinião sobre a depreciação do mesmo.

A depreciação funciona a partir de um cálculo do fator desgaste, tempo e mercado. Essa variação leva em conta cada tipo de bem, algo difícil de prever com precisão.

Portanto, a depreciação é a representação da desvalorização ou perda de valor de um bem ao longo de um tempo e do seu uso.

A depreciação é um conceito econômico muito relevante para a educação financeira, ajudando o consumidor a saber qual bem é mais vantajoso a partir da sua perda de valor periódica.

Como funciona a depreciação?

Após a compra de algum bem, ao longo do tempo, o valor total dele é reduzido. A depreciação ou desvalorização, ocorre com os bens que sofrem:

  • Desgaste natural;
  • Obsolescência diante ao mercado;
  • Uso e estilo de uso, por exemplo, um táxi tem um desgaste maior que um carro comum.

A partir da aquisição e até mesmo os bens que não são usados, apresentam uma taxa de depreciação constante, ou seja, valor mercadológico menor, por já ter saído da loja ou fábrica.

Os tipos de bens depreciáveis

Entre os tipos de bens depreciáveis, os carros e os bens de uso pessoal são os mais comuns, porém, é possível medir uma perda de valor em diversos bens:

  • Edifícios;
  • Máquinas e equipamentos;
  • Móveis e utensílios;
  • Instalações;
  • Computadores e aparelhos eletrônicos;
  • Todo tipo de veículo automotivo.

Os métodos de depreciação e os seus respectivos cálculos

Todo bem apresenta um tempo de vida útil e isso é levado em conta no cálculo da depreciação. Porém, fatores como período de uso e jornada de produção, podem alterar essa velocidade de desgaste.

Outro fator importante é: o gasto com manutenções e o valor de revenda das peças, itens ou bens.

Por exemplo, quando um bem chega no limite de sua vida útil, é comumente vendido como sucata ou até mesmo se estiver bem preservado, por um valor proporcional.

Então, esse bem ainda apresenta um valor mesmo tendo chegado a sua vida útil, nem que seja para venda de peças ou partes que possam ser reaproveitadas, até mesmo ressignificação.

Agora, na questão dos métodos de depreciação existe duas modalidades:

  • Depreciação linear e anual;
  • Depreciação acelerada;
  • Depreciação acumulada.

A depreciação linear e anual

A depreciação linear é muito utilizada no cálculo da depreciação de veículos. Essa modalidade leva em conta que a cada ano existe um desgaste linear referente a um bem.

Todo ano uma empresa deverá calcular a despesa com desgastes. A fórmula para o cálculo da depreciação linear é:

  1. Será tomado como base o valor inicial do bem ou produto = Vo;
  2. Depois, será subtraído o valor inicial ao o valor final ou residual do qual o bem valerá no momento, sendo Vr= valor residual ou final;
  3. E por fim, será dividido o montante pelo tempo de vida útil, sendo vida útil = Vu;
  4. Ou seja, a depreciação anual (DA) = (Valor ou custo originário do bem – Valor residual ou valor de sucata) / Tempo de vida útil;
  5. DA = Vo – Vr / Vu.

Para exemplificar melhor, imagine a compra de uma máquina de impressão rotativa para um jornal. Seu valor inicial foi de R$150.000, seu valor residual é de R$95.000 e o tempo de vida útil é de 15 anos. Portanto:

  • DA = (150.000 – 95.000) / 15 -> DA = R$ 3.666,66;
  • Dessa forma, será preciso reconhecer como despesa anual o valor de R$3.666,66.

Outra maneira de calcular a depreciação anual é através da porcentagem, por exemplo:

  1. Adote “A/N”, sendo “A” = ano ou anos;
  2. Dividido por N que será o tempo de vida útil;
  3. Dessa maneira se for calcular apenas um ano será adotado o seguinte: 1/15 ou 6,666% em porcentagem;
  4. Agora, será aplicado essa porcentagem sobre a subtração de Vo – Vr;
  5. Portanto, 150.000 – 95.000 = 55.000;
  6. Logo, 55.000 * 6,666% = R$3.666.

A depreciação acelerada

Na depreciação acelerada os bens que são utilizados por períodos ou jornadas mais extensas, tendem a se depreciar mais rapidamente.

Por isso, é previsto por lei uma porcentagem para cada período de 8 horas decorridas e que será aplicado ao cálculo.

  • Apenas um turno de 8 horas: 1,0 de coeficiente;
  • 16h ou dois turnos de 8 horas: 1,5 de coeficiente;
  • 24h ou três turnos de 8 horas: 2,0 de coeficiente.

A depreciação acumulada

A depreciação acumulada é uma modalidade de cálculo que leva em consideração o preço do bem desde o dia de sua compra até o momento atual.

Dessa forma, se o bem tem um desgaste anual de R$2.000 e valor de compra R$20.000, durante um período de 5 anos, ele terá uma depreciação acumulada de R$10.000, mas isso não quer dizer que o valor mercadológico dele será definido assim.

O valor de um bem é sempre definido pelo mercado, ou seja, o valor de compra e venda na atual circunstancia mercadológica, irá ditar o preço do bem.

Mas, com a depreciação acumulada, é possível ter um valor em teoria do que será depreciado. Porém, imagine o seguinte, um imóvel ao longo do tempo tende a ter seu preço valorizado, ou seja, a depreciação nunca será maior que o valor original de compra.

Por fim, entender sobre depreciação, auxilia na hora de fazer um relatório de despesas para o Imposto de Renda e até mesmo no momento de averiguar quanto um bem será valorizado ou desvalorizado com o tempo. Inscreva-se no nosso Whatsapp para mais conteúdos.

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Arthur Dantas Lemos

Arthur Dantas Lemos

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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