Destruição criativa: como funciona?

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Devido à grande volatilidade do mundo moderno, avançar no empreendedorismo está cada vez mais complexo, mas, isso não é necessariamente ruim. Agora, existem diversas inovações, por exemplo, negócios e empresas que atuam fora do ambiente físico e é justamente nessa perspectiva de inovação que está inserida a destruição criativa.

A destruição criativa funciona por meio do desenvolvimento de novas tendências e usos. Nesse caso, ao chegar uma nova e potente tecnologia, a tecnologia atual é substituída. Por exemplo, a máquina de escrever que deu espaço para o computador.

O que é destruição criativa?

Esse conceito econômico desenvolvido por Joseph Schumpeter, (renomado cientista e economista austríaco), parte da premissa que tanto o mercado quanto a inovação são cíclicos, e tendem a mudar sempre que uma ideia “destruidora” prevalece sobre uma ideia dominante.

A criação de Schumpeter foi sobre a questão do capitalismo dinâmico, para ele, a economia e o mercado são fatores não estáticos, ou seja, não ficam parados, estão em constante ebulição e inovação.

Como funciona?

A ação da destruição criadora ou destruição criativa de Schumpeter está totalmente ligada ao ser empreendedor e o empreendedorismo moderno, especialmente, atrelada a ideia de inovação e criatividade.

Nessa perspectiva, existem dois conceitos dentro da inovação que categorizam fielmente a prática da destruição criativa, são eles:

  • Disrupção: a ação destruidora disruptiva parte do pressuposto que a criação não está vinculada a um mercado, solução ou produto prévio e com isso, ela consegue explorar um oceano azul, sem muita concorrência direta;
  • Incrementação: parte da ação destruidora incremental que torna obsoleta uma ideia prévia, mas parte de algo já criado. Como é o caso do pen drive e o cartão de memória em comparação com o CD ou disquete.

Como lidar com a destruição criativa?

Impedir a destruição criativa é quase como um erro Crasso, uma atitude de um general Romano que levou a morte de 50 mil soldados incluindo ele, por simplesmente acreditar que sua superioridade numérica era inabalável, e agir sem estratégia.

Por isso, para evitar que esse erro incida sobre as decisões financeiras e empreendedoras, é necessário saber lidar com a destruição criativa, e para isso, vale a reflexão sobre os seguintes princípios:

  • Todo produto é datado de sua época, por isso, ele deve evoluir para se manter atual ou será engolido por uma nova solução que posteriormente se tornará dominante e retroalimentará o círculo;
  • Às vezes, é válido recomeçar ao invés de aprimorar um produto já saturado. É uma decisão economicamente difícil, mas que pode ser a chave para que a empresa permaneça atuante no mercado;
  • É necessário analisar o custo de oportunidade, ou seja, saber que as decisões e escolhas impactam na geração de renda de um negócio e no rumo que ele vai seguir, bem como, os custos implícitos e as alternativas;
  • É preciso administrar a imprevisibilidade, não que isso seja uma tarefa fácil, mas, toda empresa que se mantém firme no mercado, está preparada para lidar com objeções e isso só ocorre, ao questionar a imprevisibilidade.

Por fim, a destruição criativa permite que empresas e empreendedores busquem novas formas de preencher lacunas mercadológicas e criar tendências que prevalecem diante as constantes mudanças tecnológicas e sociais. Assine a newsletter para receber conteúdos gratuitos!

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Arthur Dantas Lemos

Arthur Dantas Lemos

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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