Discriminação de preços: entenda a estratégia por trás desse conceito

discriminacao de precos

Para otimizar suas receitas e atingir diferentes públicos alvos, muitas empresas apostam na discriminação de preços como estratégia de vendas.

Ou seja, para empresas que buscam estratégia de maximização dos seus resultados, é fundamental entender como funciona a discriminação de preços e como ela é frequentemente executada no empreendedorismo.

O que é a discriminação de preços?

A discriminação de preços é uma estratégia que busca maximizar o faturamento das empresas através da diferenciação de preços cobrados aos consumidores.

Essa prática vale a pena quando o lucro obtido através da segmentação de públicos é superior ao lucro advindo das vendas do mesmo produto por um único preço, sem diferenciação de mercado.

Como muitas vezes, para um mesmo produto, a empresa vende para diferentes grupos de consumidores.

Essa estratégia pode ajudar o negócio a achar os preços que otimizam seus resultados, a depender do público que estará comprando.

Basicamente, ao discriminar preços a empresa estará cobrando diferentes preços para um mesmo produto ou serviço, a depender das características dos consumidores.

É Importante ressaltar que a discriminação de preços é comumente praticada pelos comércios, não se configurando como uma prática econômica ilegal.

O dumping, que é a diminuição brusca dos preços cobrados visando derrubar a concorrência.

Por sua vez, é uma prática econômica ilegal e pode ser confundida com a discriminação de preços.

Graus de discriminação de preços

Dentro do estudo da microeconomia, observando também o que vinha sendo praticado pelas empresas, são definidos 3 graus de discriminação de preços.

  • Discriminação de primeiro grau – Discriminação perfeita;
  • Discriminação de segundo grau – Discriminação por quantidade;
  • Discriminação de terceiro grau – Discriminação por tipo de consumidor.

Discriminação de primeiro grau

A discriminação perfeita ou de primeiro grau ocorre quando a empresa cobra o máximo possível por unidade vendida.

Neste caso, a empresa cobra ao consumidor o máximo que ele está disposto a pagar para obter o produto.

Ou seja, essa discriminação ocorre de forma que o negócio aproveita toda a demanda pelos seus produtos.

Esse tipo de discriminação é mais teórico do que os demais, já que é difícil de encontrar empresas que operem exatamente dessa forma.

Entretanto, um bom exemplo de discriminação de primeiro grau é o processo de barganha entre um vendedor e um comprador, onde o negócio é firmado quando a negociação chega a um preço que o consumidor está disposto a pagar.

Discriminação de segundo grau

A discriminação por quantidade ou de segundo grau ocorre quando a empresa cobra diferentes preços para diferentes quantidades consumidas.

A discriminação de segundo grau, por sua vez, é bastante comum entre as empresas reais, não sendo uma situação limitada à teoria econômica.

Por exemplo, em uma loja de roupas, é comum encontrarmos “na compra da primeira peça, a segunda tem 20% de desconto”.

Discriminação de terceiro grau

A discriminação por tipo de consumidor ou de terceiro grau ocorre quando a empresa cobra diferentes preços para diferentes grupos de consumidores.

Assim, como a discriminação por quantidade, a discriminação de terceiro grau é uma estratégia de maximização de faturamento bastante adotada pelas empresas.

Por exemplo, um cinema pode diferenciar seus clientes entre adultos, idosos e crianças, e desta forma, para o mesmo filme, cobrar diferente preços.

Esse é o caso muito comum, e acontece de forma similar no Brasil, onde os ingressos para o cinema podem ser divididos entre inteira e estudante.

Por fim, as estratégias de discriminação de preços, se adotadas de maneira eficiente e inteligente, podem levar os negócios a maximização dos seus faturamentos.

Acesso rápido

Compartilhe:

Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no email
Arthur Dantas Lemos

Arthur Dantas Lemos

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

Comentários:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Últimos artigos