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DIVO11: como funciona esse fundo?

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Investir em empresas pagadoras de dividendos pode ser uma boa estratégia para quem busca investe em ETFs. Esse é o caso do DIVO11. 

DIVO11 é um fundo de índice que aplica dinheiro em papéis que fazem parte do IDIV (Índice de Dividendos).

Por essa razão, DIVO11 busca ter desempenho semelhante ao do IDIV. 

O que são ETFs? 

Primeiramente, é importante explicar o que são ETFs. Exchange-Traded Funds são fundos que replicam o desempenho de índices.

Além disso, as cotas dos ETFs são negociadas no pregão da bolsa de valores como se fossem ações.

Seu desempenho oscila conforme a performance dos papéis contemplados pela sua carteira. Da mesma forma, também responde à oferta e à demanda pelas cotas no mercado.

Um ETF também pode ser chamado de fundo de índice. A maioria dos ETFs acompanham um índice, como um índice de ações ou índice de títulos. No caso do DIVO11, por exemplo, é o IDIV. 

O que é IDIV? 

O Índice de Dividendos (IDIV) da B3, a bolsa de valores brasileira, é um indicador de desempenho médio dos ativos que melhor remuneram seus investidores através do pagamento de dividendos.  

Por essa razão, o índice funciona como uma carteira de dividendos teórica de ativos que são listados na bolsa. 

O IDIV mede a quantidade de dividendos distribuídos por uma empresa em relação ao preço atual do papel no mercado. 

Para poder compor a carteira teórica, é necessário que as ações atendam a alguns pontos, como: 

  • Fazer parte do um terço dos ativos com maior Dividend Yield (DY) dos últimos 36 meses; 
  • Estar recorrentemente, entre um período de 12 meses, distribuindo dividendos para seus acionistas; 
  • Estar presente em 95% dos pregões no período de 3 carteiras teóricas anteriores. 

As empresas que compõem o Índice Dividendos atuam nos mais diferentes segmentos, como mercado imobiliário, financeiro, papel e celulose, infraestrutura e telefonia.

Vale ressaltar que o IDIV não é um ativo que pode ser negociado diretamente na bolsa de valores.

No entanto, existem duas maneiras de rentabilizar seus investimentos de acordo com a variação dele.

A primeira maneira é comprar todas as ações que participam da composição do Índice de Dividendos, respeitando inclusive a proporcionalidade de cada uma destas ações dentro da carteira teórica do indicador 

É importante salientar que o investidor deve adequar sua carteira de ativos toda vez que o IDIV alterar sua composição. 

A segunda maneira é simplesmente comprar um fundo de índice de ações que tenha por objetivo replicar a rentabilidade do IDIV, como faz o DIVO11. 

Nesse caso, portanto, todo o trabalho de comprar e manter atualizado em carteira todos os ativos componentes do IDIV ficaria a cargo do gestor do ETF. 

Entenda o DIVO11 

O It Now IDIV Fundo de Índice (DIVO11) atua de acordo com o desempenho de um pacote de ações das empresas com os maiores Dividend Yields (DY) – que significa, em português, rendimento de dividendos – representadas no IDIV 

Como o IDIV mede a quantidade de dividendos distribuídos em relação ao preço da ação no mercado, empresas com maiores Dividend Yields estariam mais descontadas com relação ao seu lucro distribuído. 

O desempenho desse ETF é atrelado às empresas de maiores Dividend Yields da bolsa dos últimos 24 meses.  

No entanto, usa-se também esse critério temporal do IDIV para excluir ações com algumas características: 

  • Ações que pagaram dividendos não recorrentes, ou seja, aqueles desvinculados da operação da empresa e que não ocorrerão frequentemente; 
  • Ações que tiveram seu preço elevado significativamente, reduzindo a atratividade do DY. 

Quais as vantagens do DIVO11? 

Entende-se que para uma empresa pagar muitos dividendos ela deve obter relativo lucro em sua operação.  

Dessa forma, é esperado que essas empresas sejam mais saudáveis e previsíveis em termos financeiros, ou seja, que tenham menos dívidas e mais recorrência de lucros. 

Portanto, escolher ações com base nos dividendos pode ajudar o investidor se proteger de empresas muito endividadas, com pouca geração de caixa e que não dão lucro. 

Além disso, as vantagens do DIVO11 também estão associadas ao fato de serem ETFs. 

Praticidade da aplicação 

Em primeiro lugar, os ETFs são conhecidos por sua praticidade. A forma de aquisição de uma cota do DIVO11 é idêntica à de uma ação.  

Basta buscar ticker do fundo de índice no home broker da corretora de valores e investir. Além disso, uma grande comodidade do ETF é que os dividendos pagos pelas ações são automaticamente reinvestidos no fundo. 

Diversificação de ativos 

Além disso, investir em uma cesta de ações faz com que o ETF seja uma forma eficaz de variar investimentos na bolsa.

Assim, em vez de investir todo o dinheiro em uma empresa, você pulveriza seus investimentos. Diversificar ativos pode, por isso, reduzir riscos, mas não obrigatoriamente.

Taxas reduzidas 

O custo baixo também é um outro atrativo dessa forma de investimento. Um dos motivos da remuneração do gestor ser baixa é porque trata-se de uma gestão passiva. 

A gestão passiva, por sua vez, não se preocupa em ultrapassar o desempenho do benchmark.  

O gestor de um fundo com esse tipo de estratégia busca “replicar” a performance de um índice de referência. Como consequência, o DIVO11 cobra taxa de administração de 0,5% ao ano. 

Quais são as desvantagens de investir em DIVO11? 

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Por outro lado, também existem desvantagens nos fundos de índice DIVO11.  

Rotatividade de ativos 

A carteira do fundo de índice atualiza-se a cada quatro meses. Essa regra gera uma rotatividade de papéis dentro do fundo. 

Por essa razão, o DIVO11 pode deixar de investir em uma empresa que está pagando menos dividendos por investir em projetos mais rentáveis.  

Ou seja, o fundo deixa de aplicar dinheiro em uma companhia que está ampliando o seu potencial de crescimento porque o seu critério de maior peso são os Dividend Yelds. 

Existências de taxas e tributos 

Embora as taxas sejam menores que as dos Fundos de Investimentos, elas ainda continuam existindo.  

Além disso, ao vender uma cota do ETF, você pagará obrigatoriamente uma alíquota de 15% sobre os rendimentos. 

Portanto, como os dividendos das ações são reinvestidos no fundo e valorizam a cota, essa remuneração também é tributada de forma indireta. 

Critérios quantitativos 

Por fim, seleciona-se as ações do ETF levando em conta a liquidez e o valor de mercado dos papéis disponíveis para negociação.  

Em linhas gerais, isso significa dizer que a carteira do ETF segue critérios estritamente quantitativos. Logo, não é possível investir em uma ação por critérios como potencial de valorização, o que poderia ampliar retornos no longo prazo.  

O objetivo do DIVO11 é apenas seguir o IDIV. Portanto, o fundo pode ter na carteira uma ação que se desvalorizou porque seu risco aumentou, mas continuou a pagar dividendos.

Escrito por

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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