DIVO11: tudo sobre o ETF de dividendos

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Entre o universo de ETFs, o It Now IDIV Fundo de Índice (DIVO11) é uma conhecida opção. Esse fundo busca refletir a performance do IDIV, importante índice da bolsa.

Para muitos, investir em empresas que são boas pagadoras de dividendos é uma ótima oportunidade. E é justamente isso que o DIVO11 reúne: companhias com resultados consistentes e histórico de pagamento de proventos.

Como o DIVO11 funciona?

Em primeiro lugar, vale entender o que são ETFs. Eles se tratam de uma forma de investir muito comum entre os iniciantes.

Todo ETF é um Fundo de Ações que se baseia um índice de referência.  No caso do DIVO11, é no Índice Dividendos. O DIVO11 foi criado em 2014, tendo como administrador, gestor e custodiante o Itaú Unibanco S.A.

Negociado na bolsa brasileira, o DIVO11 funciona como um “ETF das pagadores de dividendos”. Por essa razão, ele performa de acordo com o desempenho das empresas com os maiores Divideld Yield.

Pela sua natureza, o DIVO11 investe pelo menos 95% do patrimônio em ações de empresas que compõem o índice ou posições do índice no mercado futuro.

Já os outros 5% do patrimônio, por sua vez, podem ser aplicados em ações que não fazem parte do índice, desde que cumpram algumas exigências do fundo.

Com essa configuração, o ETF busca ter desempenho igual ou maior ao desempenho do IDIV. Algumas características relevantes sobre o DIVO11 são, por exemplo:

  • Nome: It Now IDIV Fundo de Índice;
  • Índice de referência: IDIV;
  • Taxa de Administração: 0,5% ao ano.
  • Classe do ativo: ações;
  • Ano de criação: 2014;
  • Gestor de fundo: Itaú Unibanco.

Índice Dividendos (IDIV)

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O IDIV é uma carteira teórica de ativos, com objetivo de indicar o desempenho médio das cotações dos ativos que se destacaram em termos de remuneração dos investidores, seja sob a forma de dividendos ou juros sobre o capital próprio.

Além disso, se trata de um índice de retorno total, composto por ações e units exclusivamente de ações de companhias listadas na B3 que atendem aos critérios de inclusão.

Por exemplo, para compor o índice, os ativos devem estar dentro dos 33% de ativos com os maiores DY nos últimos 36 meses. Além disso, os ativos devem ter a soma dos Dividend Yields de cada 12 meses maior que zero nos últimos 3 anos.

Ainda, BDRS e companhias em recuperação judicial ou extrajudicial não podem fazer parte desse início. Junto a isso, ficam excluídas empresas em regime especial de administração temporária e intervenção.

Composição do DIVO11

As empresas que fazem parte do DIVO11 e, logo, do IDIV, são de diferentes áreas. No entanto, o ETF é composto em maior parte por ações dos setores de energia elétrica, bancos e seguradoras.

Conheça empresas que compõem o DIVO11:

Rentabilidade do DIVO11

No geral, o IDIV apresenta um desempenho melhor que o do principal índice da bolsa, o Ibovespa.

  • 2013 – DIVO11: 12,64% x IBOV: -14,98%;
  • 2014 – DIVO11: 2,33% x IBOV: -32,53%;
  • 2015 – DIVO1: 19,09% x IBOV: -24,74%;
  • 2016 – DIVO11: 39,65% x IBOV: 37,04%;
  • 2017 – DIVO11: 16,44% x IBOV: 0,53%;
  • 2018 – DIVO11: 48,83% x IBOV: 22,81%;
  • 2019 – DIVO11: 76,02% x IBOV: 37,83%;
  • 2020 – DIVO11: 121,48% x IBOV: 56,51%.

No entanto, vale lembrar que a performance passada não serve como indicação do desempenho futuro. Além disso, não deve ser o único fator em consideração ao selecionar um produto.

DIVO11 X BBSD11

O BBSD11 é um ETF que também foca em empresas boas pagadoras de dividendos. No entanto, ele é menos conhecido que o DIVO11.

Pela sua configuração, o fundo deve possuir no mínimo 95% de seu capital alocado nos ativos que componham o índice S&P Dividendos Brasil, calculado pela S&P Opco, LLC – S&P.

Como investir no DIVO11?

É possível comprar um ETF na bolsa de valores. O patrimônio do fundo se divide em cotas e preço delas varia de acordo com a variação dos papéis.

A compra do DIVO11 é igual à compra de uma ação. Portanto, é preciso apenas buscar o ticker do fundo de índice no home broker da corretora e investir naquele ativo.

No entanto, vale ressaltar que o DIVO11 não paga dividendos. Isso porque, assim como os outros fundos de índice, os dividendos são reinvestidos automaticamente, ou seja, eles não caem diretamente em sua conta e você escolhe o que fazer com eles.

Quais as vantagens do DIVO11?

Entende-se que para uma empresa pagar muitos dividendos, ela deve obter relativo lucro em sua operação.

Dessa forma, é esperado que essas empresas sejam mais saudáveis e previsíveis em termos financeiros, ou seja, que tenham menos dívidas e mais recorrência de lucros.

Portanto, escolher ações com base nos dividendos pode ajudar o investidor se proteger de empresas muito endividadas, com pouca geração de caixa e que não dão lucro.  Além disso, as vantagens do DIVO11 também estão associadas ao fato de serem ETFs.

Praticidade da aplicação

Em primeiro lugar, os ETFs são conhecidos por sua praticidade. A forma de aquisição de uma cota do DIVO11 é idêntica à de uma ação.

Basta buscar o ticker do fundo de índice no home broker da corretora de valores e investir. Ainda, uma grande comodidade do ETF é que os dividendos pagos pelas ações são automaticamente reinvestidos no fundo.

Diversificação de ativos

Em segundo lugar, investir em uma cesta de ações faz com que o ETF seja uma forma eficaz de variar investimentos na bolsa.

Sendo assim, em vez de investir todo o dinheiro em uma empresa, você pulveriza seus investimentos. Diversificar ativos pode reduzir riscos, por exemplo.

Menores taxas

O custo baixo também é um outro atrativo dessa forma de investimento. Um dos motivos da remuneração do gestor ser baixa é porque trata-se de uma gestão passiva.

A gestão passiva, por sua vez, não se preocupa em ultrapassar o desempenho do benchmark.

O gestor de um fundo com esse tipo de estratégia busca “replicar” a performance de um índice de referência. Como consequência, o DIVO11 cobra taxa de administração de 0,5% ao ano.

Quais são as desvantagens do DIVO11?

Por outro lado, também existem desvantagens nos fundos de índice DIVO11.

Rotatividade de ativos

A carteira do fundo de índice atualiza-se a cada quatro meses. Essa regra gera uma rotatividade de papéis dentro do fundo.

Por essa razão, o DIVO11 pode deixar de investir em uma empresa que está pagando menos dividendos por investir em projetos mais rentáveis.

Ou seja, o fundo perde de aplicar dinheiro em uma companhia que está ampliando o seu potencial de crescimento porque o seu critério de maior peso são os Dividend Yields.

Existências de taxas e tributos

Embora as taxas sejam menores que as dos Fundos de Investimentos, elas ainda continuam existindo.

Além disso, ao vender uma cota do ETF, você pagará obrigatoriamente uma alíquota de 15% sobre os rendimentos.

Portanto, como os dividendos das ações são reinvestidos no fundo e valorizam a cota, essa remuneração também é tributada de forma indireta.

Critérios quantitativos

Por fim, seleciona-se as ações do ETF levando em conta a liquidez e o valor de mercado dos papéis disponíveis para negociação.

Em linhas gerais, isso significa dizer que a carteira do ETF segue critérios estritamente quantitativos. Logo, não é possível investir em uma ação por critérios como potencial de valorização, o que poderia ampliar retornos no longo prazo.

O objetivo do DIVO11 é apenas seguir o IDIV. Portanto, o fundo pode ter na carteira uma ação que se desvalorizou porque seu risco aumentou, mas continuou a pagar dividendos.

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Arthur Dantas Lemos

Arthur Dantas Lemos

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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