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Dólar: entenda como funciona!

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O dólar é conhecido por todo o mundo. Alguns investidores, até investem diretamente nessa moeda. Além disso, as oscilações na sua valorização podem influenciar até investimentos que não possuem relação direta.

Isto é, mesmo que alguém realize investimentos em outras modalidades, o dólar pode interferir na performance das suas aplicações.

O que é o dólar?

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Antes de tudo é preciso esclarecer sobre o que é o dólar. Essa é uma moeda criada pelo governo norte-americano e sua utilização é vigente não apenas nos Estados Unidos – a maior economia mundial, mas também em outros países. Por exemplo, existe o dólar canadense.

E, apesar de os telejornais falarem constantemente sobre a valorização ou desvalorização dessa moeda, são poucos os investidores que entendem como esse movimento funciona.

E também, não entendem quais são as estratégias possíveis para evitar perdas de rentabilidade a partir disso. Seja na renda variável ou até mesmo na renda fixa.

Pensando de um ponto de vista óbvio, basta lembrar de que, pela grande maioria das transações internacionais serem feitas nessa moeda, isso causa um impacto para diversas economias. Com o Brasil, não é diferente.

Como a variação do dólar afeta o Brasil?

De maneira geral, tanto a valorização quanto a desvalorização do dólar afeta o país. Claro, dependendo do contexto a volatilidade, beneficia alguns pontos e outros, são prejudicados.

Por exemplo, quando o dólar sobe, as exportações se tornam mais baratas e as importações, mais caras. E além disso, algumas matérias-primas respondem quase que automaticamente às variações do câmbio.

Um exemplo disso, é o petróleo. Se existe uma alta, o preço do combustível sofre um aumento para o consumidor final. Afetando, assim, outros setores que precisam de realizar transportes para comercializar outras matérias-primas.

Ou seja, a alta do dólar afeta a vida das pessoas comuns porque ‘puxa’ a inflação para cima. Isso significa dizer que a gasolina fica mais cara, o feijão, o macarrão e até mesmo o pão.

Como o dólar afeta o investidor brasileiro?

Empresas brasileiras que são afetadas pelo dólar podem sofrer desvalorizações dentro da Bolsa de Valores, por exemplo. Mas esse não é um problema para quem tem uma carteira de investimentos diversificada.

Ou seja, o investidor que quer garantir a sua rentabilidade nos investimentos e assegurar o seu poder de compra, precisa pensar nesses fatores internos e externos.

Câmbio

O câmbio é a relação de uma moeda (dólar, por exemplo) com outra moeda (como, o real). Ou seja, quantos reais são necessários para comprar $1 dólar. Muitas coisas podem afetar essa variação de câmbio, entre elas, a balança comercial.

A balança comercial nada mais é do que o valor das exportações de um país menos o valor das importações.

Se o número das exportações superar o número das importações, existe um déficit nessa balança.

Em resumo, o dólar se valoriza em relação ao real. Ou, o real se desvaloriza em relação ao dólar. A partir disso, que acontecem essas volatilidades tanto para empresas, quanto para consumidores e investidores.

Como o preço é definido?

O dólar é um ativo e a sua composição relacionada ao preço funciona de acordo com as expectativas para o futuro.

Por exemplo, se uma pessoa quiser comprar uma casa que hoje vale R$100.000 e ficar sabendo que daqui há uma semana essa mesma casa valerá R$50.000, obviamente a pessoa não compraria hoje, e sim, na semana seguinte.

Então, o vendedor dessa casa, sabendo que essa pessoa não compraria a casa hoje, antecipa a redução dos preços. Assim, as expectativas sobre o valor futuro, refletem no preço atual. Com o dólar, funciona da mesma forma.

Se as pessoas acham que o preço dessa moeda subirá no futuro, esse preço subirá no momento atual.

O dólar e o investimento

Partindo para a prática, não são todos os investimentos que serão afetados positivamente com a alta do dólar, assim, como não são todos que são afetados negativamente com a sua baixa.

Por exemplo, um investidor da moeda pode conseguir grande rentabilidade se existe uma oscilação para mais. No entanto, ainda assim, é preciso acompanhar as suas tendências para identificar o melhor momento de compra e venda.

A renda fixa e a poupança, por exemplo, não sofrem diretamente com essas variações. Com a moeda em queda, fica mais fácil controlar a inflação. Mas, os juros também podem cair, ou seja, existirá uma negativa em cima de rendimentos de investimentos como Tesouro Selic, CDB e afins. Dependendo também se é um investimento prefixado, pós ou híbrido.

No caso das ações, o câmbio pode impactar diretamente nas aplicações, mas nem sempre isso é visível para o investidor.

Porque, se o dólar sofre variações para baixo, a economia nacional cresce. Ou seja, existe uma tendência de que as ações das empresas do Brasil melhorarem o seu desempenho. Mas essa não é uma via de regra.

Onde investir com a queda do dólar?

Para quem quer investir especificamente em fundo cambiais, comprar ações com a queda do dólar faz com que esses papéis estejam mais baratos. Ou até mesmo comprar contratos futuros de câmbio podem ser uma alternativa nesse momento. E assim, o investidor pode diversificar a carteira de acordo com sua estratégia de investimento.

Mas, é importante lembrar que, nem todos os investidores se saem bem nesse momento. Tudo depende do perfil, dos vieses do investidor e dos planos para os seus investimentos em curto, médio e longo prazo.

O ideal é fazer um estudo aprofundado sobre as possibilidades de aplicações que conversam com o que se pretende. Estudar sobre o tema é fundamental!

Onde investir com a alta do dólar?

Muitas pessoas têm como caminho comum a compra da própria moeda quando existe uma valorização. Mas não é apenas essa alternativa que pode ser tomada para aumentar as chances de rendimento com a alta do dólar.

Algumas opções, a depender se os planos são de curto, médio ou longo prazo, podem ser:

Ou seja, o dólar, assim como qualquer outra moeda, possui suas particularidades. E é preciso que o investidor esteja atento às suas variações para proteger o seu patrimônio.

Escrito por

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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