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EGIE3: vale a pena investir nas ações da Engie?

EGIE3

A Engie Brasil Energia (EGIE3) direciona sua atuação para a geração de energia do Brasil. Além disso, ela é considerada uma das maiores produtoras de energia elétrica em território nacional.  

As ações da Engie (EGIE3) fazem parte da bolsa de valores, integrando também o índice Bovespa (Ibovespa). Elas são comercializadas por investidores que consideram os investimentos no setor de energia oportunidades vantajosas. 

O que é a Engie (EGIE3)?

A Engie (EGIE3) detém em torno de 90% de sua capacidade proveniente de fontes renováveis, além de emitir um quantitativo baixo de gases do efeito estufa.

Além disso, as principais fontes de geração de energia da empresa referem-se a hidrelétricas, termelétricas, biomassa, eólica e solar. 

A organização possui origem belga, mas começou a atuar no Brasil em 1996, sendo considerada uma das maiores geradoras de energia. As ações da empresa são comercializadas na B3, mediante o ticker EGIE3.

Em suma, a Engie atua no segmento de energia desde o ano de 1994, por meio da Criação da Nacional Energética. A empresa possui mais de 815.927.740 milhões de ações gerenciadas, sendo 21,3% destas em Free Float

Além da Engie, outras organizações integram o setor de energia, como a Taesa (TAEE11) e a Alupar (ALUP11).

  1. Taesa: A Transmissora Aliança de Energia Elétrica S.A, ou simplesmente Taesa atua como grupo privado de transmissão elétrica. Direcionando o foco para a construção, operação e manutenção de ativos de transmissão.
  2. Alupar: A Alupar Investimentos S/A possui atuação no setor de energia elétrica. Além disso, ela opera no segmento de transmissão e geração. Ressalta-se que a empresa é uma holding de controle nacional privado. 

Sendo assim, diante da expressividade da Engie (EGIE3) para o mercado financeiro, é relevante considerar analisar a trajetória e o modelo de negócio da empresa. 

Dessa maneira, através das informações adquiridas será possível efetuar os investimentos de maneira mais consciente e assertiva.

O que faz a Engie (EGIE3)?

EGIE3 1

A principal atividade da Engie está associada a geração de energia elétrica

Dessa maneira, dentre as formas de geração de energia que a empresa utiliza estão: 

  1. Biomassa;
  2. Eólica;
  3. Hidrelétrica;
  4. Termelétrica;
  5. Energia Solar.

Diante dessa questão, observa-se que a companhia explora o setor de fontes renováveis. Diversificando assim, as fontes de geração. 

Como atua a Engie (EGIE3)?

A Engie (EGIE3) é considerada uma das maiores empresas de geração de energia em território nacional, contando com mais de 31 plantas geradoras de energia operadas pela empresa. 

Além disso, a companhia possui presença em mais de 70 países. Contando com 11 hidrelétricas, 3 termelétricas, 3 biomassa, 9 eólicas, 2 centrais de hidrelétricas e 2 solares.   

Sendo assim, a Engie conta com 1.800 clientes de Energia Solar e 1.000 grupos empresariais de clientes. 

Além do mais, a empresa possui 103 Gigawatt de capacidade instalada no mundo, sendo a maior produtora independente do planeta.  

As ações da Engie: onde e como são negociadas?

O ticker da Engie (EGIE3) é negociado na bolsa de valores brasileira, a B3 (Brasil, Bolsa e Balcão).

Sendo assim, as ações da companhia podem ser adquiridas por meio de plataformas digitais, que objetivam tornar o processo mais descomplicado através do sistema de negociação dos investidores, além de zelar pela segurança dos mesmos. 

A companhia possui ações ordinárias (EGIE3 ON) que ofertam direito ao voto durante as assembleias da empresa.

Por isso, para efetuar a aquisição de ações da Engie é necessário realizar a abertura de uma conta numa corretora de valores.

Sendo fundamental também, realizar uma transferência TED com o valor direcionado para o investimento. 

Por fim, será possível selecionar ações da Engie, mencionadas como EGIE3. 

Características das ações da Engie (EGIE3)

As ações da Engie são negociadas na B3 e possuem as seguintes características:

A classificação setorial da Engie (EGIE3), segundo as informações disponibilizadas na B3, é: Utilidade Pública / Energia Elétrica.

Além disso, o segmento de listagem da Engie na bolsa de valores é o Novo Mercado, que preferência empresas com boa governança corporativa e alta transparência.

Suas ações oferecem Tag Along de 100% ON, além de Free Float de 21,3%.

História da Engie (EGIE3)

No ano de 1994 ocorre a Criação da Nacional Energética, pelo Banco Nacional, sendo uma instituição financeira privada. 

Foi em 1995 que a Tractebel Electricity and Gas International, considerada o braço direito da companhia belga Tractebel, veio para o Brasil e começou a estabelecer parcerias. 

Ainda durante o ano de 1995, a Furnas e a Nacional Energética formaram uma parceria público-privada objetivando concluir as obras da Usina Hidrelétrica Serra da Mesa, localizada no Rio Tocantins e que estava paralisada.

Em 1996, a Tractebel abriu seu 1° escritório no Brasil. Sendo assim, no ano posterior, ocorreu o registro oficial da Tractebel Brasil Ltda, na cidade do Rio de Janeiro. 

Concessões da Engie

Além disso, no ano de 1998, ocorreu a concessão da Usina Hidrelétrica Cana Brava, além da aquisição, em um leilão de privatização, da companhia estatal Gerasul.

Foi em 2000 que a empresa assinou seu primeiro contrato de venda direta de energia elétrica a um consumidor livre. Ainda, nesse mesmo ano, entrou em operação a última unidade geradora, durante o racionamento de energia elétrica que foi instituído pelo Governo Federal.

Por isso, em 2001, em resposta ao apagão, como ficou conhecido, a Engie colocou em operação a Usina Termelétrica William Arjona, tornando-se a primeira a utilizar gás natural do Gasoduto Bolívia-Brasil. 

Sendo também, o primeiro projeto do Plano Prioritário de Termelétricas (PPT) do Governo Federal a entrar em operação.  

No ano de 2002, iniciam-se as operações da Usina Hidrelétrica Cana Brava, no Rio Tocantins, além de ter começado a operação da Usina Hidrelétrica Machadinho, no Rio Uruguai. 

Ainda, foi em 2002, que a companhia promoveu o primeiro leilão de venda de energia elétrica no País. 

Em 2003, inicia-se a operação da Unidade de Cogeração Lages (SC), sendo a primeira usina a ser registrada pela empresa no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo da ONU. 

Foi no ano de 2004 em que ocorreu a consolidação da participação de mercado livre de energia elétrica. 

No ano seguinte, especificamente em 2005, efetua-se a entrada em operação da Usina Hidrelétrica Ponte de Pedra, no Rio Correntes. Além disso, os contratos da empresa com grandes consumidores industriais superam 1.000 MW médios. 

Neste ano também, a Engie Brasil Energia passou a integrar o Novo Mercado da Bolsa de Valores. A empresa também foi selecionada para compor o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE).

Aquisições da Engie

Além do mais, em 2007, ocorre a aquisição da totalidade do capital social de Ponte de Pedra Energética S.A, que possui a concessão da hidrelétrica Ponte de Pedra. Aprova-se a aquisição da coligada Engie Brasil Energia da Companhia Energética São Salvador, localizada no Rio Tocantins. 

Em 2008, inicia-se a construção da Usina Termelétrica Ibitiúva, movida a biomassa. 

No ano de 2010, a Engie desenvolveu no Brasil o sistema Maestro, uma solução leve, flexível e segura para ser utilizado nos centros de controle e coordenação, sendo utilizado para a vigilância e supervisão de áreas urbanas. 

No ano posterior, consuma-se a combinação entre os ativos da GDF SUEZ e da inglesa International Power. 

Foi em 2013 que a empresa efetuou a entrada em operação do Complexo Eólico Trairi, localizado no Ceará. Além disso, ela ingressou no segmento de eficiência energética via empresa EMAC- Cofely. 

Em 2014 entra em operação a Usina Cidade Azul, sendo a primeira da Engie de geração fotovoltaica centralizada no Brasil. 

Sendo assim, no ano de 2016, a empresa efetiva sua entrada no segmento de Geração Fotovoltaica Distribuída. Ressalta-se também que a empresa começa a adotar a marca Engie em todo o mundo. 

A Engie realizou a aquisição das usinas hidrelétricas Jaguara e Miranda, ambas localizadas em Minas Gerais, em relicitação de ativos da CEMIG. Além disso, a empresa começou a fazer parte do segmento de varejo de energia. 

Sendo assim, em 2018, a empresa entrou no segmento de monitoramento de energia com a aquisição empresa ACS. Ainda, ela realizou a aquisição da empresa GV Energy.

Nesse mesmo ano, a empresa entrou no segmento de iluminação pública por meio da empresa Sadenco. 

Por fim, em 2019, a Engie passou a integrar o segmento de transporte de gás natural por meio da aquisição da Transportadora Associada de Gás (TAG).

Linha do tempo da Engie

  • 1994 – Ocorre a Criação da Nacional Energética;
  • 1995 – A Tractebel Electricity and Gas International vem para o Brasil e começa a estabelecer parcerias;
  • 1995 – A Furnas e a Nacional Energética formam uma parceria público-privada;
  • 1996 – A Tractebel abre seu 1° escritório no Brasil;
  • 1997 – Ocorre o registro oficial da Tractebel Brasil Ltda;
  • 1998 – Efetiva-se a concessão da Usina Hidrelétrica Cana Brava;
  • 1998 – Aquisição da companhia estatal Gerasul;
  • 2000 – A Engie assina seu primeiro contrato de venda direta de energia elétrica a um consumidor livre;
  • 2000 – Entra em operação a última unidade geradora, durante o racionamento de energia elétrica;
  • 2001 – Engie coloca em operação a Usina Termelétrica William Arjona;
  • 2002 – Iniciam-se as operações da Usina Hidrelétrica Cana Brava;
  • 2002 – Iniciam-se as operações da Usina Hidrelétrica Machadinho, além de promover o primeiro leilão de venda de energia elétrica no País;
  • 2003 – Se inicia a operação da Unidade de Cogeração Lages;
  • 2004 – Ocorre a consolidação da empresa na participação de mercado livre de energia elétrica;
  • 2005 – Efetua-se a entrada em operação da Usina Hidrelétrica Ponte de Pedra;
  • 2005 – A Engie Brasil Energia passa a integrar o Novo Mercado da Bolsa de Valores, além de ser a empresa selecionada para compor o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE);
  • 2007 – Ocorre a aquisição da totalidade do capital social de Ponte de Pedra Energética S.A;
  • 2008 – Inicia-se a construção da Usina Termelétrica Ibitiúva, movida a biomassa;
  • 2010 – A Engie desenvolve no Brasil o sistema Maestro;
  • 2011 – Consuma-se a combinação entre os ativos da GDF SUEZ e da inglesa International Power;
  • 2013 – A empresa efetua a entrada em operação do Complexo Eólico Trairi;
  • 2013 – A Engie ingressa no segmento de eficiência energética via empresa EMAC- Cofely;
  • 2014 – Entra em operação a Usina Cidade Azul;
  • 2016 – A empresa consolida sua entrada no segmento de Geração Fotovoltaica Distribuída;
  • 2016 – Engie realiza a aquisição das usinas hidrelétricas Jaguara e Miranda, além de começar a fazer parte do segmento de varejo de energia;
  • 2018 – A empresa entra para o segmento de monitoramento de energia com a aquisição empresa ACS e realiza a aquisição da empresa GV Energy;
  • 2018 – A Engie entra no segmento de iluminação pública por meio da empresa Sadenco;
  • 2019 – A Engie passa a integrar o segmento de transporte de gás natural por meio da aquisição da Transportadora Associada de Gás.

Como ganhar dinheiro com as ações da Engie (EGIE3)?

EGIE3 2

Primeiramente, vale evidenciar que existem diversas formas no mercado financeiro que possibilitam a aquisição de lucro através das ações da Engie. 

Sendo assim, é possível incluir o recebimento de dividendos, dado que a companhia possui em seu histórico uma distribuição contínua de proventos. 

Além disso, por meio da comercialização de ações da Engie por um valor mais elevado que o adquirido anteriormente, é possível obter lucros. 

Dessa forma, recomenda-se ficar atento a questões que podem proporcionar um maior nível de eficácia ao realizar investimentos. 

Logo, vale considerar questões relacionadas a diversificação da carteira de investimentos, gerando uma carteira que detenha ativos de renda fixa e renda variável

Além de analisar a segurança, rentabilidade e liquidez de uma ação, antes de realizar a aquisição. 

Vale a pena investir na Engie (EGIE3)? 

A Engie (EGIE3) é uma das principais empresas brasileiras, atuando na geração de energia elétrica. 

A empresa possui 90% de sua produção, voltada para energias renováveis e sustentáveis. A empresa também coloca práticas sustentáveis como um dos pilares da companhia.  Além disso, a empresa participa do IDIV. 

Entretanto, a empresa possui um alto endividamento. É importante ressaltar que, geralmente, as empresas do setor de energia, contam com endividamentos altos, devido às suas estruturas que exigem um alto nível de investimento. 

Sendo assim, antes de realizar investimentos em uma empresa da bolsa de valores, é importante realizar uma análise fundamentalista.

Dessa forma,  vale verificar se os investimentos estão sendo realizados com consciência e um maior nível de assertividade, seja com a Engie (EGIE3) ou com outra empresa que integre a bolsa de valores.

Escrito por

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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