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ELET3: descubra se vale a pena comprar ações da Eletrobrás

ELET3

A Eletrobrás (ELET3) atua no setor elétrico, sendo considerada a maior empresa brasileira do setor elétrico.

As ações da Eletrobrás (ELET3) integram a bolsa de valores com participação de 0,65% no Ibovespa. Portanto, é possível que os investidores interessados nas oportunidades desse segmento comprem papéis da empresa na bolsa de valores.

O que é a Eletrobrás (ELET3)?

Em primeiro lugar, a Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (ELET3) é uma empresa controlada pelo Governo Federal. A companhia foi criada pela Lei nº 3.890-A, de 1962, realizando seu IPO no ano 1998.

É possível negociar as ações da empresa na B3, mediante a utilização dos tickers ELET3, ELET5 e ELET6. Além do Brasil, seus papéis são negociados nos Estados Unidos e na Espanha.​​

A empresa possui mais de 601.142.455 ações gerenciadas, sendo 38,32% destas em free float.

Além da Eletrobrás, outras organizações também direcionam seus serviços para o setor elétrico como, por exemplo, Neoenegia (NEOE3) e a Engie Brasil (EGIE3).

  1. Neoenergia: a empresa centraliza suas atividades na geração, transmissão, distribuição e venda de energia elétrica. Além disso, a companhia possui 17 parques eólicos, 7 hidrelétricas e uma usina térmica e gás natural;
  2. Engie Brasil: a companhia atua no setor privado de energia elétrica, promovendo geração, transmissão e venda de energia. Possui 61 usinas, com capacidade de 10.211 MW.

Dessa forma, diante da importância da Centrais Elétricas Brasileiras (ELET3) para esse setor do mercado, é relevante entender sua história e modelo de negócio.

Sendo assim, os investidores poderão utilizar as informações mais relevantes sobre a companhia para realizar aplicações de forma segura e assertiva.

O que faz a Eletrobrás (ELET3)?

A principal atividade da Eletrobrás é a geração, transmissão e distribuição de energia elétrica para todo o Brasil.

Dessa forma, a empresa tem como atribuição também, por exemplo, a promoção de estudos, projetos de construção e operação de usinas de geração e linhas de transmissão e distribuição de energia elétrica.

A companhia é responsável ainda pela administração de programas de governo voltados para o desenvolvimento do setor elétrico, como:

  • Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica);
  • Luz para Todos (Programa Nacional de Universalização do Acesso e Uso da Energia Elétrica);
  • Proinfa (Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica).

Sendo assim, é possível perceber como a empresa organiza seus programas.

Como a Eletrobrás (ELET3) atua?

A Eletrobrás (ELET3) atua em todo o Brasil e tem uma capacidade geradora equivalente a cerca de um terço do total da capacidade instalada de produção de energia elétrica no Brasil.

A empresa tem 48 usinas hidrelétricas, 12 termelétricas a gás natural, óleo e carvão, duas termonucleares, 62 usinas eólicas e uma usina solar.

Cerca de 89% da malha de linhas de transmissão de energia do Brasil são linhas corporativas do sistema Eletrobrás, por exemplo.

Além disso, cerca de 96% da capacidade instalada da companhia vem de fontes com baixa emissão de gases de efeito estufa (“GEE”), como solar, nuclear, eólica e hidráulica.

Esse fato faz da Eletrobrás uma das maiores do mundo em geração de energia limpa e renovável. Ainda, ela é responsável pela matriz elétrica brasileira ser a segunda mais limpa e renovável do mundo.

Dada a sua participação na matriz elétrica do País, em 2019, do total instalado que vem de fontes com baixa emissão de GEE, 42% pertencem à Eletrobrás.

As ações da Eletrobrás (ELET3): onde e como são negociadas?

O ticker da Eletrobrás (ELET3) é negociado na bolsa de valores brasileira. É possível negociar seus papéis por meio de plataformas digitais. A intenção é facilitar os investimentos, além de zelar pela segurança de todos os investidores.

A companhia possui ações preferenciais de classes diferentes (ELET5 PNA e ELET6 PNB). Elas costumam variar de acordo com a empresa emissora da ação.

As ações preferenciais favorecem acionistas no recebimento de dividendos e em caso de liquidação da empresa.

Por último, a Eletrobrás também tem ações ordinárias (ELET3 ON). Essas, por sua vez, garantem direito de voto ao acionista.

Sendo assim, para que o investidor possa adquirir ações da Eletrobrás, ele deve realizar a abertura de uma conta em uma corretora de valores que preferir.

Vale lembrar que a corretora precisa ser credenciada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Depois, é preciso fazer uma transferência TED, com o valor direcionado para realizar os aportes. Em seguida, é possível escolher ações do banco pelos tickers ELET5, ELET6 ou ELET3.

Características das ações da Eletrobrás (ELET3)

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Considerada uma Large Cap, a Eletrobrás (ELET3) tem como seu sócio majoritário o Governo Federal, com mais de 50% das ações gerenciadas. Além disso, o banco participa do IBOV (Índice Ibovespa) com 0,65%.

A classificação setorial da Eletrobrás (ELET3) através dos dados divulgados pela B3, é: Utilidade Pública / Energia Elétrica / Energia Elétrica.

Ainda, seu segmento de listagem na bolsa de valores é Nível 1. Nesse tipo, os únicos requisitos são apresentar algumas informações adicionais as exigidas pela lei e garantir o mínimo de 25% das ações em circulação no mercado.

Por fim, suas ações oferecem tag along de 80% ON E 0% PN. Além disso, seu free float é de 38,32%.

História da Eletrobrás

A história da Eletrobrás começa em 1954. Nesse ano, a criação da Centrais Elétricas Brasileiras S.A. é proposta em 1954 pelo então presidente Getúlio Vargas. No entanto, o projeto enfrenta intensa oposição no Congresso Nacional.

Sete anos depois, em 1961, o presidente da época, Jânio Quadros, assina a Lei 3.890-A, que autorizava a União a constituir a Eletrobrás.

Em seguida, em 1962, no governo de João Goulart, a empresa recebe a atribuição de realizar pesquisas e projetos de usinas geradoras.

Além disso, também tem como papel fazer linhas de transmissão e subestações, suprindo a crescente demanda de energia elétrica enfrentada pelo Brasil.

É em 1963 que a entra em operação a primeira unidade da hidrelétrica de Furnas (MG). Já no período militar, a partir de 1964, a empresa se firma como uma agência planejadora e financiadora, além de holding de outras empresas federais.

A partir de 1990, as reformas institucionais e as privatizações na década provocam a perda de algumas funções da estatal e mudanças no perfil da Eletrobrás. A companhia realiza a Oferta Pública Inicial no ano de 1998.

Nesse período, a companhia passa a atuar também, por determinação legal, na distribuição de energia elétrica, por meio de empresas nos Estados de Alagoas, Piauí, Rondônia, Acre, Roraima e Amazonas.

Já no século 21, em 2004, a Eletrobrás é excluída do PND (Programa Nacional de Desestatização), permanecendo uma empresa estatal.

Por último, em 2018, o presidente Michel Temer envia ao Congresso Nacional o projeto de lei que dispõe sobre a privatização da Eletrobrás. Além disso, nesse ano também, a empresa encerra suas atividades no setor de distribuição em 2018.

Linha do tempo da Eletrobrás

  • 1954: Primeiros passos da Eletrobrás. A Eletrobrás é proposta em 1954 pelo então presidente Getúlio Vargas;
  • 1961: Jânio Quadros assina a Lei 3.890-A, que autorizava a União a constituir a Eletrobrás;
  • 1962: No governo de João Goulart, a empresa recebe a atribuição de realizar pesquisas e projetos de usinas geradoras, entre outras funções;
  • 1963: Nesse ano entra em operação a primeira unidade da hidrelétrica de Furnas (MG);
  • 1964-1985: No período militar, a empresa se firma como uma agência planejadora e financiadora, além de holding de outras empresas federais;
  • 1990: A partir desse ano, as reformas institucionais e as privatizações na década provocam a perda de algumas funções da estatal e mudanças no perfil da Eletrobrás.;
  • 1998: Realização da IPO;
  • 2004: Eletrobrás é excluída do PND (Programa Nacional de Desestatização), permanecendo uma empresa estatal.
  • 2018: Michel Temer envia ao Congresso Nacional o projeto de lei que dispõe sobre a privatização da Eletrobrás. Ainda, a empresa encerra suas atividades no setor de distribuição em 2018.

Como ganhar dinheiro com as ações da Eletrobrás (ELET3)?

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Existem algumas maneiras de ter lucros com as ações da Eletrobrás (ELET3). O acionista pode, por exemplo, ganhar dinheiro através da venda de suas ações por um valor mais alto do que o custo de compra delas.

Essa segunda postura é típica de um trader. No entanto, ele não atua como um sócio, acionista ou investidor, já que ele busca lucro em curto prazo. Por essa razão, vale definir o seu perfil do investidor e os seus intuitos financeiros.

Desse modo, é importante que o investidor perceba algumas questões que influenciam na realização de investimentos com segurança e consciência.

Sendo assim, dentre as questões, por exemplo, o investidor pode considerar a busca pela diversificação da sua carteira de ativos, realizando aportes em renda fixa e renda variável.

Se recomenda, portanto, que o acionista analise a segurança, a liquidez e a rentabilidade das ações que integram a bolsa, antes de fazer uma compra.

Dessa forma, priorizar alta liquidez ou rentabilidade vai depender de cada investidor. Isso porque ele pode comprar ações para o curto, médio ou longo prazo de tempo.

Vale a pena investir na Eletrobrás (ELET3)?

Considera-se a Eletrobrás a maior empresa do setor elétrico do País. Como ponto positivo, a Eletrobrás se destaca pelo seu modelo de produção sustentável. Por exemplo, a companhia recebeu o título de Carbon Clean 200 e de Empresa mais inovadora do país – Eletrobrás Furnas.

No entanto, é possível considerar a participação do Governo brasileiro como sócio majoritário na empresa uma desvantagem. Isso porque, dessa forma, ele pode ter maior participação nas decisões em assembleias.

Desse modo, antes de realizar a compra de ações da Eletrobrás, se deve realizar uma análise fundamentalista.

Assim, será possível acompanhar seus investimentos e conferir se eles estão sendo feitos de maneira prudente. Isso vale tanto para a Eletrobrás (ELET3) como para outra empresa da bolsa de valores.

Escrito por

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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