Empreendedorismo por necessidade: porque ele é tão comum no Brasil

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Com a crescente taxa de desemprego e a necessidade de desenvolver meios de captar recursos financeiros, muitos brasileiros estão recorrendo ao empreendedorismo por necessidade. No entanto, essa ação pode trazer algumas complicações.

Quem enfrenta o empreendedorismo por necessidade acaba se cansando ainda mais de uma rotina que, na maior parte do tempo, é composta por altos e baixos. Além disso, muitas pessoas não gostam dessas oscilações de trabalhar empreendendo.

Ou seja, quem por falta de escolha entra no mundo do empreendedorismo por necessidade, se não tiver as ferramentas necessárias, pode acabar mais perdendo do que ganhando. Por isso, é preciso estar atento a alguns fatores.

Empreendedorismo por necessidade no Brasil: como lidar com essa realidade?

Diversas pessoas que acabaram iniciando um empreendimento por necessidade criam aversão a palavra empreendedorismo. Isso acontece porque surgem diversos sentimentos que desaprovam esse meio de trabalho.

O sentimento de impotência ou até mesmo encarar o empreendedorismo como algo “romantizado” pode ser comum a quem teve que encarar essa realidade sem querer ou até mesmo querendo, mas não possuindo os recursos necessários.

Quando é falado de recurso, não refere-se apenas aos recursos financeiros. Eles são muito importantes para conseguir desenvolver um negócio, mas não são os únicos elementos necessários.

O empreendedorismo por necessidade no Brasil é comum porque muitas pessoas estão fora do padrão de vagas de emprego, seja por características sociais, educacionais, geográficas ou até mesmo físicas.

Ou seja, o que “sobra” é encontrar meios de desenvolver a própria oportunidade de trabalho.

O trabalhador autônomo é uma das representações desse movimento que não encontrando a oportunidade, faz a sua própria vaga.

Empreender por necessidade: o que isso significa?

Nem todas as pessoas desejam empreender, algumas pessoas se sentem melhores e mais confortáveis trabalhando para outras pessoas do que tocando o seu próprio negócio.

Mas na falta de empregos, acabam se desenvolvendo outras maneiras de ganhar dinheiro.

Por exemplo, é muito comum encontrar pessoas nas grandes periferias que empreendem por necessidade. Seja vendendo um picolé, água, montando a própria loja de roupas ou até mesmo abrindo um bar.

Muitos acabam desenvolvendo paixão pelo empreendedorismo e buscam cada dia mais desenvolver o próprio negócio, mas outros sentem exaustão.

Imagine uma pessoa que mora em uma periferia, possui uma renda baixa e incerta devido a oscilação de vendas no seu próprio negócio. Seja ele de produto ou prestação de serviço.

Se não houver uma boa manipulação das ferramentas existentes e a elaboração de novas ferramentas para otimizar o tempo e o empreendimento, pode ser mais ganho de energia e recursos financeiros do que propriamente o lucro para a subsistência.

Mas não é apenas nas regiões periféricas que essa realidade acontece.

Para conseguir ter uma maior probabilidade de empreender e obter sucesso, é preciso ter paixão pelo o que se quer, sua real vontade e saber como utilizar os instrumentos do empreendedorismo.

Qual a solução para quem empreende por necessidade?

Não existe uma fórmula mágica, muitas pessoas mesmo possuindo as ferramentas e os outros recursos necessários não conseguirão obter um bom retorno em seus trabalhos.

Empreender é um eterno processo de tentativa e erro que também exige consistência.

Mas quem empreende por necessidade pode tirar bons ensinamentos e benefícios dessa situação.

  • Aprender a lidar com situações adversas;
  • Desenvolver oportunidades;
  • Gerenciar o próprio dinheiro;
  • Investir tempo em melhorias pessoais e profissionais.

O empreendedorismo por necessidade pode ser uma realidade complicada, principalmente para quem não tem aproximação com o formato de negócio. Mas pode ser uma boa oportunidade para aprender coisas novas e se desenvolver.

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Arthur Dantas Lemos

Arthur Dantas Lemos

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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