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ENEV3: saiba tudo sobre as ações da Eneva!

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A Eneva (ENEV3) é uma empresa integrada de energia. Sendo assim, tem negócios complementares em geração de energia elétrica e exploração e produção de hidrocarbonetos no Brasil.

Os papéis da Eneva (ENEV3) fazem parte da bolsa de valores brasileira, a B3. Dessa forma, os investidores que têm interesse nesse setor podem avaliar a empresa para decidir se vale a pena ou não investir nela.

O que é a Eneva (ENEV3)?

Dentro do setor de Energia e Saneamento, a Eneva S.A (ENEV3) possui 11% da capacidade de geração térmica do País com um parque de produção térmica de 2,8 GW.

Criada no ano de 2001, a empresa realizou sua oferta pública inicial (IPO) no ano de 2007. A empresa está listada na B3 e pode ser comprada pelo ticker ENEV3. Além disso, a empresa possui cerca de 315,7 milhões de ações gerenciadas, sendo 43,5% destas em Free Float.

Assim como a Eneva, existem outras empresas que também atuam no setor de energia. São elas, por exemplo, a Neoenergia (NEOE3) e a Eletrobrás (ELET3):

  • Neoenergia: holding do Grupo Neoenergia, responsável pelas distribuidoras Elektro, Coelba, Celpe e Corsern;
  • Eletrobrás: holding composta por empresas como Eletrobras Chesf, Eletrobras Eletronorte, Eletrobras Eletronuclear, com foco na integração energética na América do Sul.

Devido à importância da Eneva (ENEV3) para o setor energético brasileiro, é interessante entender mais sobre o seu histórico e funcionamento.

O que a Eneva (ENEV3) faz?

A principal atividade da Eneva (ENEV3) é o fornecimento de energia elétrica. De forma geral, a Eneva possui cinco ativos principais, sendo eles:

  • Complexo Parnaíba;
  • Projeto Integrado Azulão-Jaguatirica II;
  • Itaqui;
  • Pecém II;
  • Usina Fotovoltaica Tauá,

Como a Eneva (ENEV3) atua?

A Eneva (ENEV3) atua na geração de energia elétrica a gás natural com contratos de Comercialização de Energia Elétrica no Mercado Regulado.

Além disso, ela também atua com um contrato de comercialização de Energia no Ambiente de Contratação Livre.

Já no segmento de Geração Térmica a Carvão, atua com carvão mineral importado com contrato de Comercialização de Energia Elétrica no Mercado Regulado.

A Eneva também atua na área de upstream, que é a exploração e produção de hidrocarbonetos. Essa atividade se dá em uma concessão de cerca de 40 mil km² na Bacia do Parnaíba, no Maranhão.

Por fim, a empresa ainda atua na venda de contratos de energia no Ambiente de Contratação Livre.

Ações da Eneva (ENEV3): como e onde negociar?

É possível comprar e vender ações da Eneva (ENEV3) na bolsa de valores brasileira, através de plataformas digitais, como é o caso do home broker.

A companhia possui apenas ações ordinárias (ENEV3 ON), as quais ofertam direito ao voto durante as assembleias da empresa.

Dessa forma, para efetuar a aquisição de papéis da Enev, é necessário realizar a abertura de uma conta em uma corretora de valores.

É importante, também, fazer uma transferência TED com o valor direcionado para o investimento. Só assim, então, será possível selecionar ações da empresa, referidas como ENEV3.

Características das ações da Eneva (ENEV3)

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Considerada uma Small Cap, a empresa tem como maior acionista o Banco BTG Pactual, detentor de mais de 22% das ações ordinárias da empresa. Além disso, a Eneva participa do SMLL (Índice Small Cap), com 4,69%.

A classificação setorial da Eneva (ENEV3), segundo as informações disponibilizadas na B3, é: Utilidade Pública / Energia Elétrica.

Além disso, o segmento de listagem da Eneva na bolsa de valores é Novo Mercado, que prioriza empresas com boa governança e alta transparência. Por fim, a empresa apresenta um Tag Along de 100%, além de um free float de 43,5%.

História da Eneva

Apesar da empresa ter nascido em 2001, seus grandes feitos começam em 2007, com o IPO de R$ 2 bilhões, ainda como MPX. Já em 2009, começa o interesse em 7 blocos exploratórios terrestres na bacia do Parnaíba. No ano seguinte, em 2010, tem início a campanha de perfuração. Além disso, ocorre a compra de 50% no bloco PNT-102.

Em 2012, ocorre a aquisição de projetos de eólica – greenfield. Em 2013, acontece o investimento primário da Cambuhy na OGX Maranhão.  Por fim, nesse ano, ocorre a primeira produção de gás comercial.

É no ano de 2014 que acontece a venda de 50% de Pacém II pra E.ON por R$ 408 milhões. Além disso, é feito um acordo de Parnaíba II com a ANEEL pra adiar PPA até 2016. Nesse ano também, acontece a apresentação de recuperação judicial e um novo conselho e diretoria executiva.

2015-2020

No ano seguinte, em 2015, é injetado um capital de R$ 3 bilhões por meio de contribuição de ativos, além de mudanças significativas na estrutura acionária. Por fim, é feito um investimento adicional da Cambuhy, de R$ 350 milhões.

Em 2016 se alcança a produção de 8,4 milhões de metros cúbicos por dia. Além disso, Parnaíba Gás Natural (PGN) e Eneva se fundem e tem início da operação comercial de Parnaíba II.

Por fim, a Eneva finaliza a recuperação judicial em 1,5 anos. É no ano de 2017 que se compra 5 blocos terrestres na Bacia de Parnaíba e tem a aquisição do Campo Terrestre de Azulão. Por fim, ocorre uma nova IPO, arrecadando R$ 900 milhões.

Já em 2018 ocorre a liquidação antecipada da dívida de Itaqui e Pecém II e a aquisição de participação da Uniper em Pecém II. Ainda, o Projeto Parnaíba V vence Leilão A-62018. Por fim, se conclui a reestruturação dos segmentos de gás natural.

No ano seguinte, em 2019, o Projeto Parnaíba VI vence o Leilão A-6. Além disso, é feita uma oferta secundária de ações com sucesso. Por último, em 2020, ocorre a venda total da participação da Eneva na Seival Sul Mineração e a conclusão da 4ª emissão de debêntures.

Linha do tempo da Eneva

  • 2007: IPO da empresa, ainda como MPX;
  • 2010: Campanha de perfuração e compra de 50% no bloco PNT-102;
  • 2012: Aquisição de projetos de eólica – greenfield;
  • 2013: Investimento primário da Cambuhy na OGX Maranhão;
  • 2014: Venda de 50% de Pacém II pra E.ON por R$ 408 milhões e apresentação de recuperação judicial;
  • 2015: Injeção de um capital de R$ 3 bilhões por meio de contribuição de ativos, além de mudanças significativas na estrutura acionária;
  • 2016: Alcance da produção de 8,4 milhões de metros cúbicos por dia. PGN e Eneva se fundem;
  • 2017: Aquisição do Campo Terrestre de Azulão e nova IPO, que arrecada R$ 900 milhões;
  • 2018: Projeto Parnaíba V vence Leilão A-6 e é concluída a reestruturação dos segmentos de gás natural;
  • 2019:Projeto Parnaíba VI vence o Leilão A-6 e ocorre uma oferta secundária de ações com sucesso;
  • 2020: Venda total da participação da Eneva na Seival Sul Mineração e a conclusão da 4ª emissão de debêntures.

Como lucrar com as ações da Eneva (ENEV3)?

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Em primeiro lugar, é importante entender que no mercado acionário existem várias formas de conseguir lucro através da ações da Eneva (ENEV3) na bolsa de valores.

Sendo assim, uma das formas que o investidor pode incluir é o pagamento de dividendos. Isso é possível porque a empresa possui em seu histórico um pagamento recorrente de proventos.

Além disso, o investidor pode adquirir capital com a venda de suas ações por um valor mais alto que o adquirido de início. No entanto, é importante se atentar a alguns fatores que podem afetar direto na conquista de seus objetivos financeiros.

Por essa razão, o investidor pode considerar realizar a diversificação da sua carteira de ativos, criando uma carteira que detenha renda fixa e renda variável.

Vale a pena investir na Eneva (ENEV3)?

Em 2019, a Eneva (ENEV3) foi a segunda maior operadora de gás natural do Brasil, com uma capacidade de produção de 8,4 milhões de m³ por dia. Por essa razão, tem se apresentado como uma empresa de grande possibilidade de crescimento.

Como ponto positivo, ainda, estão a dívida sob controle e uma boa governança. No entanto, a empresa não tem um histórico recorrente de pagamento aos seus acionistas, o que pode ser um ponto negativo para quem investe com esse objetivo.

Além disso, o fundador da empresa, Eike Batista, é envolvido com escândalos de corrupção, o que também pode ser prejudicial para imagem da empresa.

Sendo assim, antes de tomar uma decisão no mercado acionário, é importante realizar uma análise fundamentalista. Através dessa análise, será possível conferir se seus investimentos são efetivos, seja com a Eneva (ENEV3) ou com outra empresa que integre a bolsa de valores.

Escrito por

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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