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ETFs Bovespa: conheça os fundos de índices da Bovespa

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Os fundos de índices da bolsa de valores brasileira (ETFs Bovespa) podem ser ótimas opções de investimentos na renda variável 

No entanto, é importante entender o que são os ETFs (Exchange Traded Funds).   

O que são os ETFs?

Os Exchange Trade Funds, também conhecidos como os fundos de índices, são investimentos de renda variável muito indicados para quem está começando a investir. 

Esses fundos são compostos por diversas empresas listadas na bolsa de valores, tentando replicar o rendimento das ações da B3 

Ibovespa normalmente é o indicador utilizado para que os fundos de índices referenciem seus resultados.  

O objetivo é conseguir um rendimento igual ou superior ao resultado do índice Bovespa em determinado período.  

Na verdade, existem vários ETFs, cada um com a composição feita de acordo com a percepção de mercado do gestor do fundo 

O objetivo do gestor do ETF é sempre otimizar a rentabilidade do índice, de forma que ele supere o indicador usado como referência.   

Como dito anteriormente, a performance dos ETFs, no Brasil, normalmente é referenciada pelo Ibovespa  

Em contrapartida, nos EUA, por exemplo, os ETFs buscam acompanhar o rendimento do S&P 500, principal índice das bolsas americanas (NYSE e NASDAQ).  

Quais são os principais ETFs da Bovespa?

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Para quem quer aproveitar as ótimas oportunidades de rentabilidade da bolsa de valores brasileira, os ETFs podem ser ótimas opções.   

Com eles, é possível investir em dezenas de grandes empresas, automaticamente diversificando o investimento e atingindo rentabilidades interessantes.   

Por isso, é interessante que o investidor brasileiro conheça os principais ETFs do Brasil  

  • BOVA11;
  • SMAL11;
  • IVVB11.

BOVA11  

O BOVA11 é o código de um dos principais ETFs disponíveis no mercado de capitais brasileiros.   

Este fundo de índice é um dos que consegue se aproximar com maior êxito do resultado do IBOVESPA.  

Portanto, para quem acredita que o futuro da bolsa de valores brasileira será positivo e quer investir em um ETF que consegue espelhar bem a evolução da Bovespa (B3), o BOVA11 pode ser o investimento ideal.  

Claro, por ser um investimento de renda variável, esse ETF está sujeito a volatilidade, assim como qualquer outro ativo na bolsa.  

No entanto, é possível classificar essa aplicação como segura ou, ao menos, moderada.  

Esse índice é composto por aproximadamente 50 empresas. Todavia, as que tem maior peso são:  

  • Itaú; 
  • Vale; 
  • Bradesco; 
  • Petrobras; 
  • B3.  

É importante lembrar que os ativos da carteira do ETF e os seus pesos estão sujeitos a alterações.  

SMAL11 

Assim como o BOVA11, o SMAL11 é composto por ações de empresas listadas na bolsa de valores brasileira. 

Contudo, este investimento possuí um foco claro: as Small Caps. 

As Small Caps são empresas listadas na bolsa que possuem um valor de mercado relativamente menor, se comparado com as Blue Chips (gigantes da bolsa). 

Desta forma, a SMAL11 é conhecida popularmente como a ETF das small caps 

É importante lembrar que as small caps, apesar de serem menores do que as principais empresas da bolsa, podem ser empresas sólidas com alto potencial de valorização.  

Entre as principais empresas que compõem o ETF SMAL11, temos: 

  • Estácio; 
  • Via Varejo; 
  • CVC; 
  • Fleury; 
  • MRV. 

Ou seja, esse ETF é uma possibilidade de investir em empresas com alto potencial de crescimento.  

No entanto, quem optar pela SMAL11, deve aprender a lidar bem com a volatilidade do ativo

Esse investimento pode ser considerado mais arriscado que o BOVA11.  

IVVB11 

Este ETF, diferente dos demais citados, é referenciado no S&P 500, indicador das principais bolsas de valores americanas.  

Além disso, a composição desse índice é formada predominantemente por empresas americanas.  

Porém, o IVVB11 pode ser comprado por investidores brasileiros na própria B3.  

Ou seja, esse ETF é uma boa forma de investir nas maiores empresas do mundo com diversificação e segurança. 

As principais empresas que fazem parte da composição do ETF IVVB11 são as seguintes: 

  • Apple; 
  • Microsoft; 
  • Amazon; 
  • Facebook; 
  • Berkshire.  

Portanto, este ETF é uma ótima oportunidade de investir nas maiores empresas do mundo, pagando pouco e com ainda mais segurança.  

Vantagens e desvantagens de investir em ETFs na Bovespa 

Como dito anteriormente, os ETFs são ótimas oportunidades de investir em várias empresas concomitantemente.  

Esse fato, por si só, traz uma série de vantagens e desvantagens que merecem ser destacadas para o investidor, sobretudo aqueles que estão começando. 

Entre as principais vantagens de investir em ETFs, estão: 

  • Segurança na renda variável; 
  • Possibilidade de ótimos retornos; 
  • Simplicidade, não exige muito estudo;  
  • Taxas relativamente baixas se comparada com outros fundos de investimentos (com exceção de alguns).  

Por outro lado, não só benefícios a alta diversificação desse investimento traz.  

Por conta disso, também é possível listar algumas desvantagens de investir em ETFs 

  • Rentabilidade diluída em ações que não tiverem bom rendimento; 
  • Cobrança de taxas de administração e de performance; 
  • Se a bolsa estiver instável, alta volatilidade e risco.  

Se você estiver disposto a estudar o mercado financeiro e as ações listadas na bolsa, provavelmente escolher os seus ativos seria mais interessante.  

No entanto, é possível que a sua carteira de investimentos perca em rentabilidade para a Bovespa no curto prazo.   

Para que a rentabilidade seja maior, você precisará estudar e se dedicar muito. 

Para quem não quer ou não tem tempo para tal esforço, investimentos em ETFs podem ser interessantes. 

Afinal, é interessante direcionar parte dos seus investimentos para a renda variável, para conseguir rentabilidades mais interessantes.  

Por fim, é importante dizer que a performance de um ETFs Bovespa no passado não tem relação com a sua performance no futuro. Logo, é recomendado estudar o mercado e analisar as melhores opções disponíveis. 

Escrito por

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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