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Fluxo circular de renda: o que é e como funciona?

fluxo circular de renda

Você já ouviu falar em fluxo circular de renda? Este é um importante conceito econômico.

O fluxo circular de renda foi desenvolvido, sobre uma série de hipóteses, para demonstrar o ciclo de renda da atividade econômica.

No fluxo circular de renda é através do emprego do trabalho das famílias e da compra de produtos e serviços que a economia se retroalimenta.

O que é o fluxo circular de renda?

Para que você entenda, pelo menos de maneira simples, como funciona a economia, sem dúvidas, conhecer o fluxo circular de renda é imprescindível.

Esse simples conceito econômico introduz a ideia que a economia se sustenta a partir de trocas, onde as famílias e negócios devem estar envolvidos.

Desta forma, as famílias geram renda podendo gastar com o consumo de bens e as empresas, por sua vez, geram receita podendo empregar fatores de produção.

Como é estruturado o fluxo circular de renda?

fluxo circular de renda

Agora que você já entende o que é o fluxo circular de renda e o que ele busca demonstrar, é importante conhecer a estruturação deste argumento econômico.

Basicamente, o fluxo circular de renda simples é subdividido sobre a ótica de dois principais mercados:

  • Fatores de produção;
  • Bens e serviços.

Mercado de fatores de produção

Primeiramente, é importante definirmos o que são fatores de produção.

Fatores de produção é tudo aquilo que deve ser empregado a fim de gerar produção e, consequentemente, renda.

Os principais fatores de produção econômicos são trabalho, capital e terra.

No caso do fluxo circular, os fatores de produção são ofertados pelas famílias e demandados pelas firmas.

Dessa forma, a firma paga o indivíduo em troca de trabalho, e o indivíduo, por sua vez, gasta seus recebimentos com produtos, fomentando a atividade da firma.

Mercado de bens e serviços

A ótica do mercado de bens e serviços é um pouco diferente do mercado de fatores de produção.

É neste mercado que as empresas ofertam bens necessários para as famílias, que, por sua vez, compram esses bens, gerando renda para a empresa.

As empresas, em contrapartida, para produzir seus produtos, necessitam empregar indivíduos e os pagam para auxiliar na produção dos bens que serão consumidos pelas famílias.

Fluxo circular de renda real x fluxo circular de renda monetário

Analisar sobre a ótica apenas dos mercados, pode tornar o entendimento um pouco confuso.

Afinal, em ambos os casos, os agentes econômicos estão buscando gerar renda para atingir objetivos individuais.

As famílias ofertam trabalho para poder consumir todos os produtos e serviços que desejam.

Já as firmas demandam mão de obra para produzir seus produtos e gerar receitas.

No entanto, existem duas formas de analisar o fluxo de renda tornando o entendimento mais preciso:

  • Fluxo monetário;
  • Fluxo real.

Monetário

O fluxo monetário observa as trocas envolvidas sobre o ponto de vista nominal, ou seja, referenciando-se em moeda ou em outra unidade monetária.

Portanto, quando estamos analisando o ciclo sobre essa ótica, é preciso representar os valores das transações, sendo mais importante do que o próprio objeto da troca.

Portanto, os fatores envolvidos no fluxo monetário de renda, são:

  • Despesas;
  • Receitas das empresas;
  • Pagamento de fatores de produção;
  • Receitas das famílias.

Renda real

Por outro lado, no fluxo de renda real, o mais importante não é o valor das negociações, mas o que está sendo negociado essencialmente.

Portanto, para a composição dessa etapa do ciclo, levamos em consideração a economia real. Ou seja, o trabalho, os produtos e tudo mais palpável que esteja envolvido no processo.

Neste caso, os  fatores envolvidos, são:

  • Oferta de bens e serviços;
  • Demanda de fatores de produção;
  • Oferta de fatores de produção (terra, trabalho ou capital);
  • Demanda por bens e serviços.

Hipóteses do modelo

Como sabemos, a economia que convivemos é muito mais complexa do que a representada acima.

Por exemplo, nem toda renda das famílias é convertido em consumo. Grande parte é destinada para impostos e poupança, por exemplo.

Por isso, para elaborar o fluxo circular foi necessário admitir uma série de hipóteses simplificando o funcionamento da economia.

As principais hipóteses do modelo, são:

  • Economia fechada;
  • Economia sem governo;
  • Únicos agentes econômicos são firmas e famílias;
  • Economia é composta apenas por mercado de bens e serviços e de fatores de produção;
  • Empresas geram bens e serviços através do emprego de fatores de produção ofertados pelas famílias;
  • Famílias consomem das firmas, o que gera a receita das empresas.

Por que o fluxo circular de renda é importante?

O fluxo circular de renda é muito importante para o conhecimento econômico.

Mesmo que o mundo apresentado pelo fluxo não seja exatamente como funciona a economia real, as contribuições são extremamente válidas.

Portanto, a grande importância do fluxo circular de renda é demonstrar como existe a retroalimentação econômica constituída entre firmas e famílias.

Ambos os agentes tem igual importância para a manutenção e desenvolvimento da nossa economia, provando assim o real papel do emprego dos trabalhadores e da produção das firmas para a saúde econômica.

Por isso, o fluxo circular de renda é extremamente útil, sendo utilizado como base para infinitas contribuições econômicas, sobretudo no campo da macroeconomia.

Escrito por

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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