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Freemium: entenda como funciona esse modelo de negócio!

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Alguns negócios online trabalham com a perspectiva freemium. Existe um serviço ou produto que tem duas versões: uma paga (premium) e uma gratuita. Nesse caso, ele é baseado em uma forma total ou parcial do premium.

Então, o freemium funciona como uma concessão gratuita e temporária de serviços considerados premium. Ou seja, uma espécie de “amostra grátis” com o intuito de estabelecer uma quantia de clientes e posteriormente, converter ou transacionar para um serviço pago.

Portanto, o freemium é uma modalidade de oferta muito recorrente em lançamentos (em que se desconhece aquele tipo de produto ou serviço). Consiste, portanto, em conceder um produto premium (aprimorado) de forma gratuita (free) por um tempo determinado.

O modelo de negócios freemium vale a pena?

O modelo freemium almeja clientes que são divulgadores do produto ou serviço prestado.

Por isso, permitem que esses consumidores testem o serviço premium ou tenham acesso ao produto completo por tempo determinado e posteriormente, se tornem compradores.

O modelo de negócios, portanto, pode conter um serviço gratuito com algumas ou todas as funcionalidades de um serviço pago.

Mas para obter maior sucesso ao implementar o freemium, deverá conter as seguintes premissas:

  • Uma proposta de valor muito simples e direta: quando as pessoas assinarem pelo serviço ou produto, ele precisa ser o mais prático e usual possível. É desejável, inclusive, que se reduza a necessidade de suporte (para não demandar mais um gasto);
  • Muitos clientes potenciais para poder funcionar: o modelo freemium requer um número de acesso à base e clientela muito grande, uma vez que apenas uma pequena parcela no futuro, será convertida em compradores reais;
  • O custo para atender a um usuário adicional deve ser insignificante: como o freemium é uma modalidade de negócio pautada em um número grande de assinantes, o custo por novo cliente agregado deve ser quase irrisório ou irrelevante para a empresa.

Além do freemium, existem outros modelos de negócios:

  • Free trial to paid: é um tipo modelo baseado em conceder um breve período de testes Sendo assim, depois de passado o período de teste, o usuário progride automaticamente (deve deixar isso explícito) para uma forma paga do mesmo serviço;
  • Paid only business: é o tipo de modelo baseado em assinatura ou pagamento para usufruto desde o inicio. Sendo assim, somente o usuário que pagar, poderá usufruir do produto ou serviço (não é eliminada a possibilidade de concessões ou descontos).

Todo negócio não necessita seguir apenas um tipo de modelo.

Existem hibridismos e, além disso, algumas progressões que acontecem justamente para aproveitar: as táticas implementadas no inicio do negocio e/ou o fator circunstancial do mercado.

Quais são os maiores exemplos de freemium?

O serviço free ou serviço grátis é comum no ambiente virtual, especialmente quando a empresa ou novo negócio pretende gerar um público específico.

Nesse caso, o freemium atuará como uma progressão, não como um bussiness plan (plano de negócio) eterno.

Nessas novas entradas ou criação de nichos, é comum, o desenvolvimento freemium. Por isso, entre os maiores exemplos de freemium bem sucedidos no digital, estão:

  • Dropbox: plataforma de armazenamento de dados em nuvem. Diversos usuários utilizam gratuitamente a plataforma para backups e compartilhamento. Objetivo long run (longo prazo) e com um plano premium de aumento de espaço de armazenamento;
  • Netflix: plataforma de streaming audiovisual. Iniciou com um serviço premium para usuários durante um período de testes extenso (freemium). Assim, fidelizando a clientela pela comodidade, serviço diferenciado e vasta disponibilidade de conteúdo;
  • Spotify: plataforma de streaming de música. Iniciou com os três tipos de modelos de negócio freemium, free e premium. Dessa forma, agregou uma vasta clientela e regrou as concessões/descontos de acordo com o estágio de desenvolvimento da empresa;
  • Tinder: plataforma de relacionamento. Iniciou com um serviço freemium e depois progrediu para um modelo premium, com novas funções, assinatura e tipos de compra no app. Contudo, manteve o serviço free, assim, continuou agregando novos clientes;
  • Windows 10: um sistema operacional lançado como software gratuito. Seu objetivo era permitir que as pessoas migrassem e utilizassem de seu sistema completo, agregando assim, antigos e novos usuários em sua nova plataforma Windows.

Quais os riscos e vantagens do freemium?

O freemium pode ser um modelo muito atrativo para alguns empreendedores.

Contudo, sua utilização deve ser regada de cuidados e aplicabilidades, pois é um modelo de desenvolvimento em longo prazo e que requer um esforço para conseguir uma clientela sólida.

Pensando nisso, entre as vantagens do freemium estão:

  • Atração orgânica de novos usuários e viralidade do digital (consequentemente menor gasto para adquirir clientes);
  • Vantagem competitiva pela grande distribuição;
  • Aumento da percepção de valor de marca ou construção de branding;
  • Refinamento do serviço ou produto, por ser um momento oportuno para recebimento de feedbacks e implementação de melhorias.

Em contrapartida os riscos do freemium se configuram em:

  • Dificuldade em acertar o equilíbrio entre as funções que serão gratuitas, quais serão pagas e qual será o momento certo de começar a cobrar por elas;
  • Baixa conversão de usuários (se não trabalhada de forma excepcional) em comparação com a base de clientes;
  • Retorno apenas em longo prazo (retirando casos excepcionais), de uma forma geral, a grande maioria dos programas freemium obtém retorno apenas em longo prazo, o que não é viável para alguns negócios.

Por fim, cabe à desenvolvedora ou empreendedor de um negócio avaliar se o freemium é uma forma viável de seguir ou não. Por isso, é crucial um planejamento em detalhes com pesquisas e métricas embasadas testes, assim, diminui o “achismo” e a eventuais falhas decorrentes. Mais conteúdos? Inscreva-se no nosso whatsapp.

Escrito por

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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