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O que é o fundo comum de um consórcio? Entenda como ele funciona

fundo comum

Na hora de realizar um consórcio, a administradora será responsável por estabelecer o que se conhece por fundo coletivo ou fundo comum.

O fundo comum funciona por meio de uma junção de pessoas que tem o interesse de realizar uma compra por meio do consórcio e, por isso, contribuem para o fundo.

Então, o fundo comum é um tipo de cofre coletivo que armazena as contribuições de todos os indivíduos participantes.

Geralmente, esse fundo está intrinsecamente ligado à prática do consórcio. Inclusive, existem diversos tipos de consórcios e consequentemente, de fundos.

A formação do fundo comum, contribuições e os elementos que o compõem

O fundo de consórcio é composto por um valor que cada consorciado deve contribuir mensalmente.

Esse valor será usado para formação do fundo comum como uma espécie de poupança. Porém, não apresentará rendimento do valor investido, assim não podendo ser considerado um investimento.

É necessário educação financeira para identificar alguns serviços que comumente se “disfarçam” de investimento.

Com isso em mente, a contribuição para o fundo comum atua da seguinte forma:

  • São inicialmente agrupados todos os consorciados no grupo comum (grupo formado por pessoas que tem o mesmo interesse de compra);
  • Algumas administradoras estipulam uma quantidade mínima de representantes para o inicio do grupo. Dessa forma, todo mês poderá sair um montante que cobrirá o valor do item ao qual o consorciado deseja;
  • Além disso, é estabelecido o valor que cada contribuinte irá pagar para o fundo coletivo, isso é composto pelo valor que o bem ou serviço final irá custar e pelo tempo de permanência/pagamento do fundo comum;
  • É comum a prática de uma taxa de administração e seguro a fim de assegurar os consorciados, repassar o fundo para outra empresa em caso de falência e a taxa serve também para manter a própria administradora.

O valor cobrado mensalmente pode variar ou ser corrigido pela influência da inflação anual, mas, não apresenta juros.

Contudo, é de responsabilidade da administradora preservar que o somatório pago seja respectivo ao valor do fundo contratado no consórcio.

Entenda como calcular o fundo comum e a sua utilização

Como calcular o fundo comum? Todo fundo é composto pela contribuição dos consorciados participantes.

Dessa forma, o cálculo é atribuído previamente, levando em conta o valor do bem ou serviço desejado pelos membros e o tempo de permanência no fundo.

Ou seja, para calcular o valor pago ao fundo comum é preciso:

  • Ter um prazo de duração: será estipulado em contrato pela administradora;
  • O valor do bem, item ou serviço: será estipulado pelo consorciado no momento de entrada e aceitação;
  • Além disso, para calcular o fundo, é preciso incluir a taxa administrativa ou taxa de administração: responsável por ajudar a administradora nos seus processos e serviços, deverá constar o valor dela no contrato;
  • Portanto, o valor percentual mensal a pagar, será definido por: valor contratado do bem ou serviço ÷ Duração do fundo . É comum que o valor do bem seja ajustado na medida em que a inflação cresça;
  • Assim, saber o valor de contribuição mensalmente, basta: pegar o valor contratado do bem ou serviço e multiplicar pelo percentual mensal do fundo comum.

A utilização do fundo comum se dá por meio de um sorteio mensal onde um dos consorciados ganha o bem ou serviço.

Posteriormente, o sorteio acontece até esgotamento do fundo pela ordem de contribuição (quem contribui para além do valor cotado durante o mês tem mais direito).

No caso, o sorteado poderá vender sua carta premiada e repassar as faturas restantes para terceiros (com o consentimento da administradora) ou resgatar o bem solicitado e continuar pagando as parcelas do fundo.

Portanto, é possível vender o lugar ou até mesmo a carta de benefício, uma vez que o consorciado ter a sua carta contemplada.

Por fim, o fundo comum formado por um grande número de pessoas pode apresentar uma boa escolha a depender dos valores que irá investir no fundo e sua sorte. Com isso, a chance de ganhar o bem ou serviço, diminui por probabilidade, mas aumenta o número de sorteios devido o tamanho do fundo. Mais conteúdos? Inscreva-se no nosso Whatsapp.

Escrito por

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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