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Para que os fundos de inflação servem?

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A busca pela proteção do dinheiro contra os efeitos da inflação pode ser um objetivo de quem investe. Por isso, vale conhecer os fundos de inflação e como eles ajudam nesse processo.

Os fundos de inflação investem em ativos que refletem o comportamento de títulos públicos, que têm a rentabilidade atrelada à inflação.

Ainda, os fundos de inflação são conhecidos no mercado como Fundos IMA-B ou Fundos de Renda Fixa de Índice.

Entendendo os fundos de inflação

Os fundos de inflação formam uma categoria dentre os fundos de renda fixa. Por essa razão, eles investem em aplicações com regras definidas de rentabilidade.

A gestão do fundo de renda fixa é de responsabilidade de um gestor profissional. Sendo assim, a composição de portfólio do fundo, bem como a escolha da alocação dos recursos é feita por esse gestor.

A carteira desse tipo de fundo é formada por aplicações com rendimento corrigido por índices de inflação, como o IPCA ou o IGPM.

Além disso, as principais aplicações desse tipo são o Tesouro IPCA e os títulos de renda fixa associados a esses indicadores.

Vale ressaltar que esse tipo de investimento costuma ter mais volatilidade e, portanto, é um pouco mais arriscado no curto prazo, afinal, não há como prever e controlar totalmente a inflação.

Como consequência, também é mais difícil projetar a rentabilidade dos investimentos que se associam a ela.

Os fundos de inflação se aproveitam dessas características para montar uma carteira de investimentos de renda fixa que possibilite uma rentabilidade superior.

Ao mesclar títulos seguros com outros mais arriscados, ou seja, com prazo de vencimento mais longo, eles conseguem um equilíbrio que permite alcançar esse rendimento.

Tipos de fundos de inflação

Existem diferentes estratégias de investimentos para os fundos de inflação. Uma dessas é o vencimento dos títulos na carteira do fundo. Dessa forma, existem:

  • Fundos de IMA-B 5: títulos com vencimento menor que cinco anos;
  • Fundos de IMA-B 5+: títulos com vencimento acima de cinco anos.

Os Fundos de IMA-B 5+ estão sujeitos a uma instabilidade maior. No entanto, eles também oferecem oportunidade de uma rentabilidade mais alta para os investimentos no longo prazo.

Como os fundos de inflação funcionam?

Assim como todo fundo de investimento, os fundos IMA-B têm cobrança de taxa de administração. Ela pode variar entre 0,5% e 2%.

Além disso, alguns fundos de inflação podem fazer a cobrança de uma taxa de performance sobre rentabilidade que exceder o IMA-B.

Considera-se a rentabilidade do fundo de inflação híbrida. As Notas do Tesouro Nacional (NTN) que o fundo carrega são compostas por 2 tipos de remuneração:

  • Juros fixo e pré-determinado no momento da compra.
  • Inflação. Nesse caso ela, o IPCA é quem mede, por isso, seria pós-fixada.

Vantagens e desvantagens dos Fundos de Inflação

É importante ter em mente quais são as vantagens de investir nos fundos de inflação.

Vantagens

Um dos benefícios dos fundos da inflação é que ele é renda fixa com potencial de variável. Isso significa dizer que o retorno desse fundo mais se assemelha a um fundo de renda variável do que de renda fixa.

Por isso, em anos de queda da taxa de juros, esses fundos podem entregar excelentes resultados.

Em segundo lugar, está a liquidez. Como esses fundos aplicam em títulos públicos, um dos mercados mais negociados do País, eles conseguem oferecer grande rapidez no momento de um resgate urgente e inesperado.

Além disso, ele também oferece um baixo investimento inicial pela mesma razão que gera sua liquidez.

Portanto, é fácil encontrar bons fundos de inflação com um custo inicial pequeno. Isso favorece, por exemplo, a entrada de pequenos investidores iniciantes.

No geral, os fundos de inflação prometem baixos custos. Como é um fundo de renda fixa com pequena complexidade operacional, as taxas de administração costumam ser baixas. Além disso, eles não costumam ter taxa de performance.

Por último, também pode se considerar a gestão profissional uma vantagem básica de qualquer fundo de qualidade.

Ela é benéfica para pessoas que querem ganhar dinheiro com a especulação de títulos públicos, mas ainda não se sentem seguros para fazer isso de forma autônoma.

Desvantagens

fundos de inflacao 2

Contudo, também existem pontos negativos de investir nesse mercado.

A primeira desvantagem, que também pode ser uma vantagem, é justamente porque eles se tratam de uma renda fixa com potencial de variável.

Se você não está pronto para oscilações no valor do seu patrimônio financeiro, esse investimento pode ser algo negativo. Afinal, é possível ter prejuízos em um curto prazo.

Vale lembrar que o curto prazo é também uma outra questão. Se você precisa do dinheiro rápido, os fundos de inflação podem não ser a melhor opção para se arriscar.

Por último, a marcação de mercado também é uma desvantagem. Quando você compra um título e ele começa a se desvalorizar, você tem sempre a opção de mudar o planos de resgate.

Dessa forma, você pode buscar garantir a rentabilidade fixa combinada no momento da aplicação. No entanto, em um fundo de inflação, quem toma essa decisão é o gestor.

Por essa razão, como o valor das cotas do fundo se atualiza diariamente, pode acontecer do resgate acontecer em um momento que não seja muito favorável para você.

Quando vale a pena investir em fundos de inflação?

De forma simples, se pode dizer que quando a taxa de juros cai o preço dos títulos sobe. Da mesma forma, quando a taxa de juros sobe, o preço dos títulos caem.

Vale lembrar que a performance desses fundos varia de acordo com a inflação. Por conta disso,  se costuma procurar bastante esse tipo de fundo de investimento em períodos que a taxa Selic está mais baixa.

A taxa Selic é a taxa básica de juros. Ela reflete o custo do dinheiro no mercado e impacta diretamente as operações de crédito e investimentos.

Isso acontece porque ela permite uma rentabilidade um pouco mais alta em comparação aos fundos mais conservadores.

No entanto, não vale a pena fazer movimentos de curto prazo se não for possível acompanhar com frequência o mercado financeiro.

Por último, indica-se fundos de inflação para investidores que estão dispostos a correr riscos mas esperar pelas valorizações de longo prazo, já que os fundos podem gerar rendimentos muito maiores que os da renda fixa tradicional aos cotistas.

Escrito por

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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