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Fundos DI: entenda tudo sobre esses investimentos!

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Os Fundos DI são tipos de fundos de investimento bastante vantajosos para certos investidores, já que possuem o objetivo de dar liquidez e estabilidade aos investimentos

Mesmo bastante utilizada, a nomenclatura Fundos DI deixou de existir oficialmente em outubro de 2015, quando a Ambima colocou em vigor a nossa classificação para os fundos.

Mesmo assim, o conceito dos Fundos DI (ou fundos de renda fixa referenciados DI) continua o mesmo.

O que são Fundos DI?

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Os chamados Fundos DI são fundos de investimento que possuem, em média, 95% das aplicações em títulos atrelados à Taxa Selic, sendo eles públicos ou privados.

Ou seja, quando o investidor compra uma cota (ou participação) do fundo, os administradores fazem a compra e venda dos ativos seguindo essa divisão.

O objetivo desse fundo é buscar a maior rentabilidade possível atrelada ao baixo risco, sendo o motivo para que a grande maioria dos investimentos sejam em renda fixa.

Para isso, a maioria das aplicações é feita em ativos com rentabilidade próxima ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI), que acompanha a taxa básica de juros Selic.

No entanto, um ponto negativo para isso é a cobrança da taxa de administração, que pode acabar prejudicando a rentabilidade desse investimento.

Nova classificação Anbima

Como falado anteriormente, houve uma mudança nas regras de classificação dos fundos de investimento pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais).

Em vigor desde 2015, ela fez com que os Fundos DI deixassem de ter uma denominação oficial própria.

O resultado disso foi a sua incorporação à classe de fundos de renda fixa, que possibilitou a criação de subcategorias pelas gestoras dos fundos., sendo elas:

  • Fundos de Renda Fixa Baixa Duração Soberano: de curto prazo, onde 100% das aplicações são investidas em títulos públicos federais do Brasil;
  • Fundos de Renda Fixa Baixa Duração Grau de Investimento: também de curto prazo, com pelo menos 80% da carteira nos títulos públicos federais.

A característica principal que difere esse tipo de investimento, seja ele em qualquer subcategoria, é a sua concentração em papeis pós-fixados ou indexados à Selic.

Já outros fundos de renda fixa costumam alocar seus recursos em aplicações prefixadas ou atreladas a índices de preços, como o IPCA, que mede a inflação.

Para quem é destinado o Fundo DI?

O Fundo DI costuma ser recomendado para pessoas que desejam aplicar seus recursos com foto no curto prazo e baixo risco.

Ou seja, o perfil desses investidores é, sem dúvidas, o conservador.

Geralmente, ele serve para a parcela considerada o “colchão de liquidez” da carteira de investimentos, já que possibilita o acesso à quantia a qualquer momento.

Por isso, ele pode ser benéfico para quem deseja criar uma reserva de emergência.

No entanto, se você tiver um objetivo de longo prazo, essa forma de aplicação também pode ser positiva, já que segue a evolução da economia.

No entanto, existem outras opções com maior rentabilidade para esses casos, como os CDBs.

Qual é a rentabilidade dos Fundos DI?

Ao investir em títulos públicos de renda fixa, como o Tesouro Selic, a rentabilidade pode chegar em até 100% dessa taxa.

No entanto, existem outras aplicações onde o parâmetro utilizado para medir os rendimentos é o CDI, que é baseado na média de empréstimos feitos entre os bancos.

Esses títulos são pós-fixados, ou seja, a sua rentabilidade pode aumentar ou diminuir ao longo do tempo de acordo com a variação de suas taxas.

Mas vale lembrar que, mesmo diferentes, os percentuais da Selic e do CDI costumam ser bastante próximos.

Porém, o único momento em que o investidor consegue analisar quanto seu título rendeu é no final de seu prazo de vencimento.

Como escolher um bom Fundo DI?

Para escolher qualquer produto financeiro é preciso ter certeza sobre o seu perfil de investidor.

Isso porque qualquer aplicação envolve alguns riscos e condições, como prazos de vencimento, liquidez e rentabilidade.

Ao entender isso, o investidor consegue comparar os custos, riscos e a rentabilidade dos Fundos DI entre diferentes instituições ou até opções de investimento.

Só assim você conseguirá entender qual será o retorno do seu investimento ao longo do tempo e se sua característica combina com seus objetivos financeiros.

Fundos DI vs outros investimentos: qual o mais vantajoso?

É provável que, ao analisar o Fundo DI, você deseje compará-lo com outras opções de investimento.

Por isso, confira se ele é realmente a opção mais vantajosa:

Fundos DI ou Poupança?

Assim como qualquer outro investimento, o Fundo DI acaba sendo mais vantajoso que a Poupança, já que possui ganhos acima da inflação.

Mesmo sendo a opção preferida dos brasileiros, a Caderneta vem, cada vez mais, se mostrando uma opção ruim de investimento.

Isso ocorre, pois seus rendimentos abaixo da inflação acabam diminuindo o poder de compra dos investidores.

Comparada com outras opções como o LCI, LCA ou CDB, por exemplo, ela acaba sendo tão segura quanto, mas oferecendo uma menor rentabilidade.

Fundos DI ou Tesouro Direto?

Para quem deseja ter uma maior liberdade na escolha de seus ativos financeiros, o Tesouro Direto acaba sendo a opção mais vantajosa.

Além disso, ele consegue ser ainda mais acessível que o Fundo DI, já que possibilita aportes iniciais a partir de R$30, dependendo do título escolhido.

Outro ponto positivo pode ser a isenção de algumas taxas, como a de administração, já que a aplicação é gerida apenas pelo investidor.

Já no caso da proteção, mesmo também não sendo protegido pelo FGC, o Tesouro Direto é emitido pelo Tesouro Nacional.

Portanto, o risco atrelado à essa opção de investimento é quase nulo.

Como funciona a tributação do Fundo DI?

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O Fundo DI conta com a tributação do Imposto de Renda (IR) através de uma tabela regressiva. Isso significa que, quanto maior for o tempo da aplicação, menor o percentual cobrado de seu investimento.

Para entender melhor, confira a tabela regressiva do IR:

Até 180 dias22,50%
181 até 360 dias20,00%
361 até 720 dias17,50%
Acima de 720 dias15,00%

É importante lembrar que esse tributo é pago apenas no momento do resgate da sua aplicação. Além disso, a sua incidência ocorre apenas sobre o rendimento do valor investido.

Além disso, para aplicações com prazo de até 30 dias, é cobrado o IOF (Imposto Sobre Operações Financeiras).

Após esse período, não há mais a incidência desse tributo.

Come-cotas nos Fundos DI

Uma característica bastante relevante no Fundo DI é a cobrança dupla do Imposto de Renda, como um tipo de adiantamento.

Ele é feito duas vezes ao ano, nos meses de maio de novembro.

Como não existe um rendimento exato, o IR deduz a quantia correspondente ao percentual de seus cotas, sendo o motivo para a nomenclatura dessa ação.

No entanto, quando houver o resgate da aplicação e sua efetiva tributação, os valores pagos no come-cotas serão descontados.

Como investir em Fundos DI?

Se, após analisar os pontos positivos e negativos do DI, você desejar investir através desse fundo, é preciso antes abrir uma conta em uma corretora de valores.

Um ponto altamente importante nesse momento é que não existe a melhor corretora, somente a mais adequada para cada perfil de investidor.

Muitas vezes, ao escolher uma opção apenas pela sua popularidade, você poderá estar pagando por serviços que nem deseja utilizar.

Por isso, para saber a mais adequada para você, pesquise sobre as principais e compare as taxas e tarifas cobradas em cada uma delas.

Após a abertura da conta, você deverá transferir para ela o valor que você deseja investir, por meio de TED ou DOC.

Nesse momento, você deve ir para as opções de fundos de investimento disponíveis e escolher o Fundo DI ou fundos de renda fixa referenciados DI.

Lembre-se que, nesta etapa, a atenção aos mínimos detalhes do produto financeiro escolhido é fundamental para evitar surpresas desagradáveis.

Para isso, leia os termos e condições que são disponibilizados antes de fazer a aplicação.

Dúvidas comuns sobre os Fundos DI

É comum surgirem algumas dúvidas quando os investidores estão buscando mais informações sobre os Fundos DI.

Para contribuir com seu aprendizado e melhorar suas escolhas financeiras, confira algumas informações sobre essa forma de investimento:

Qual o valor mínimo para investidor no Fundo DI?

O Fundo DI é um fundo criado para ser bastante acessível para o grande público investidor.

Mesmo variando de instituição para instituição, a média de aporte inicial exigida costuma ser de R$500.

O Fundo DI é realmente seguro?

Existe muito pouco risco envolvido nessa modalidade de investimento, já que ela é vinculada a títulos de renda fixa.

No entanto, não há proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para essa aplicação.

Quais são as vantagens do Fundo DI?

Além do baixo risco, outra vantagem bastante relevante dos Fundos DI é a sua liquidez diária.

Isso significa que, a qualquer momento, o investidor pode sacar o dinheiro aplicado.

Outro ponto importante é o baixo valor inicial exigido para o aporte inicial, se comparado à outros fundos de investimento.

Por fim, temos a possibilidade de diversificação da carteira de investimentos, já que é possível adquirir vários títulos com diferentes prazos e rentabilidades.

Quais são as desvantagens do Fundo DI?

Um ponto bastante negativo nesse fundo é a falta de cobertura do FGC, o que pode ser essencial para alguns investidores.

Além disso,  temos uma característica comum a fundos, que é a impossibilidade de escolha dos ativos a serem utilizados.

Isso ocorre, pois essa é uma responsabilidade dos gestores responsáveis por cuidar do fundo.

Portanto, para quem deseja uma maior liberdade e independência financeira, os Fundos DI podem não ser a melhor opção.

Escrito por

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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