GOVE11: saiba tudo sobre o ETF de governança

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Um dos critérios bastante relevantes na hora de analisar uma empresa é a Governança Corporativa. Ela, por sua vez, também pode ser usada como fator de índice para os ETFs. Esse é o caso do GOVE11.

ETF de renda variável, o GOVE11 é um fundo de índice que usa como referência o Governança Corporativa Trade (IGCT).

Como o GOVE11 funciona?

O GOVE11 é um ETF. Assim como todo Exchange-traded fund, ele se trata de um fundo que reúne um conjunto de ativos que buscam obter retornos referentes ao benchmark em questão.

Como dito, o Índice de Referência do GOVE11 – criado em 2011 –  é o IGCT. Portanto, o ETF busca ter desempenho igual ou maior ao desempenho que ele. Vale ressaltar também que quem gere e administra o fundo é o Itaú Unibanco.

Para atingir o seu objetivo, o fundo permite investir pelo menos 95% de seu patrimônio em ações que fazem parte IGCT, seja qual for a proporção, ou em posições compradas no mercado futuro do Índice, de forma a refletir a variação e rentabilidade do IGCT.

Quanto aos 5% que sobram na carteira, o fundo pode deter ações e outros ativos que não estão no IGCT, desde que estes constituam investimentos permitidos pelas regras do fundo.

Além disso, o fundo adota o método de otimização da composição da carteira. Logo, procura reduzir custos transacionais, facilitar o processo de integralização e resgate de cotas, assim como diminuir a participação de papeis com baixa liquidez.

Algumas características relevantes sobre o GOVE11 são, por exemplo:

  • Nome: It Now IGCT Fundo de Índice;
  • Índice de referência: IGCT;
  • Taxa de Administração: 0,5% ao ano;
  • Classe do ativo: ações;
  • Ano de criação: 2011;
  • Gestor do fundo: Itaú Unibanco.

Governança Corporativa Trade (IGCT)

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O Índice de Governança Corporativa Trade, de sigla IGCT, reúne ativos de todas as empresas com governança corporativa diferenciada. Ele é um índice de retorno total.

O IGCT surgiu a partir do IGC. O IGC, por sua vez, é um indicador de desempenho de ações de empresas, que, de forma voluntária, adota padrões de governança corporativa diferenciados.

O objetivo do IGC é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas listadas no Novo Mercado ou nos Níveis 1 ou 2 da B3. Da mesma forma, esses segmentos fazem parte do IGCT.

Por essa razão, vale entender o que representa cada um desses três segmentos:

  • Novo Mercado: esse conduz as empresas ao mais elevado padrão de governança corporativa. As empresas listadas nesse segmento podem emitir apenas ações com direito de voto, as chamadas ações ordinárias (ON);
  • Nível 1: já as empresas que estão nessa configuração devem adotar práticas que favoreçam a transparência e o acesso às informações pelos investidores;
  • Nível 2: por fim, esse tipo é o menos exigente. Além de algumas informações adicionais ao que se exige legalmente, ele permite a garantia de 25% dos ativos em circulação no mercado.

Além disso, vale ressaltar que o IGCT é composto por ações e units. Para compor o IGCT, o ativo precisa estar entre os 99% com mais negociações na B3.

A carteira teórica do índice tem uma vigência de quatro meses, sendo reavaliada ao final de cada quadrimestre.

Por fim, o rebalanceamento da carteira do índice envolve despesas de corretagens e emolumentos em função da compra e venda das ações que compõem o índice.

Composição do GOVE11

Existem alguns critérios para participar do GOVE11, mas o destaque maior vai para a governança corporativa e a liquidez. Dessa forma, algumas das empresas que fazem parte do fundo e do índice com maior expressão são, por exemplo:

  • Vale (VALE3);   
  • Itaú Unibanco (ITUB4)   ;
  • Petrobrás (PETR4);        
  • B3 (B3SA3);       
  • Bradesco (BBDC4);         
  • Magazine Luiza (MGLU3);
  • Weg (WEGE3);
  • Suzano S.A (SUZB3)       
  • Itaúsa (ITSA4); 
  • Grupo Natura (NTCO3);
  • Banco do Brasil (BBAS3);            
  • JBS (JBSS3);       
  • Localiza (RENT3);            
  • Lojas Renner (LREN3);  
  • Banco BTGP (BPAC11);
  • Bradesco (BBDC3);         
  • Raia Drograsil (RADL3).

Rentabilidade do GOVE11

Desde a criação do GOVE11, ele acumula uma rentabilidade de 181.566%, sendo um pouco menor que a do próprio índice, de 184.609%. Contudo, a performance anterior não deve servir como única base para avaliar o fundo.

Como investir no GOVE11?

De forma bastante semelhante as ações, os ETFs de renda variável podem ser negociados na B3. Sendo assim, podem ser adquiridos pela internet, através da plataforma de acesso à bolsa de valores, home broker.

Em primeiro lugar, é preciso que o investidor já tenha uma conta em uma corretora de valores de sua preferência, pois é lá que ele iria procurar o ticker GOVE11 para comprar.

Como declarar ETFs (GOVE11) no Imposto de Renda? 

Apesar de serem negociados no mesmo local, existem algumas diferenças entre a declaração do Imposto de Renda de ETFs e de ações que são importantes de se entender antes.

Por exemplo, os ETFs não têm dividendos e nem juros sobre capital próprio, assim como não permitem a isenção na venda de até R$ 20 mil por mês.

Tendo isso em mente e com base nos controles de compra e venda de cotas dos ETF e do histórico de apuração de lucros e recolhimento de impostos, é válido entender o passo a passo para declarar ETFs no IR.

Vantagens e desvantagens do GOVE11

Uma das principais vantagens do GOVE11 é a possibilidade de segurança, afinal, as empresas que participam do fundo precisam atender a pré-requisitos de governança e liquidez sólidos.

Sendo assim, essa é uma forma de filtrar ações de companhias que apresentam boa prestação de contas e responsabilidade corporativa.

Além disso, a taxa de administração do GOVE11 é considerada bastante baixa (0,5%) em relação a outros fundos que chegam a 2%.

Investir no GOVE11 também representa buscar diversificação, já que se compra com apenas um ativo, mais de 100 papéis.

Por fim, ainda existe o fator de praticidade e simplicidade para quem não quer se preocupar. Além de fácil de investir, é uma terceirização do investimento.

Do outro lado, entretanto, existem também alguns pontos negativos sobre investir nesse ETF. Em primeiro lugar, está a ausência de uma análise fundamentalista dentro do fundo.

Isso significa que, embora haja um filtro quanto à governança e liquidez, não quer dizer que as ações que constam no índice possuem um bom potencial de rentabilidade.

Junto a isso, existe o fato de que embora baixas, ainda existem taxas que podem afetar o retorno a longo prazo. Por fim, existe uma questão que atinge diversos ETFs: se uma ou mais empresa tiver um desempenho ruim, isso afeta a rentabilidade como um todo dele.

Portanto, cabe ao investidor analisar se faz sentido ou não para seus objetivos financeiros comprar cotas do GOVE11.

Qual a taxa de administração do GOVE11?

A taxa de administração do GOVE11 é de 0,5%.

Qual índice do GOVE11?

O GOVE11 se baseia no Índice de Governança Corporativa (IGCT).

Qual a composição do GOVE11?

Algumas empresas que fazem parte do GOVE11 são, por exemplo, Banco BTGP (BPAC11), Bradesco (BBDC3) e Raia Drograsil (RADL3).

Acesso rápido

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Arthur Dantas Lemos

Arthur Dantas Lemos

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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