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Horizonte de investimento: saiba qual é o prazo certo para se investir

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Definir o horizonte de investimento correto é um ótimo passo para ter sucesso com as aplicações financeiras.

O horizonte de investimento pode ser de curto, médio, ou longo prazo. Isso tudo vai depender da sua estratégia e dos seus objetivos.

O que é o horizonte de investimento?

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O horizonte de investimento é o prazo em que o investidor deseja manter os seus investimentos. Definir esses prazos é uma tarefa essencial para construir uma carteira de investimento diversificada e consistente.

Quando é definido um prazo para um investimento, deve ser pensado qual o objetivo para aquela aplicação financeira.

Cada prazo de investimento tem seu papel em uma carteira de investimento. Portanto, para formar uma carteira diversificada e eficiente, você deve estar atento aos melhores investimentos para cada prazo.

Horizonte de investimento de curto prazo

Se o investidor pretende aplicar parte dos seus recursos com o objetivo de resgate de curto prazo, ele deve buscar um horizonte de investimento de curto prazo.

Investimentos de curto prazo são considerados aqueles que tem objetivos voltados para um período de até um ano.

Esse tipo de investimento pode ser interessante para, além de objetivos próximos, formar uma reserva de emergência.

Normalmente, as aplicações financeira ideais de curto prazo são de maior liquidez (maior facilidade de resgate), mas com menor rentabilidade.

Além disso, é interessante que esses investimento sejam de baixo risco, já que no curto prazo é mais difícil recuperar uma desvalorização.

Para investir no curto prazo, existem algumas aplicações que se enquadram melhor no perfil descrito.

Horizonte de investimento de médio prazo

Os investimentos de médio prazo são aqueles com objetivos focados em um período entre 1 a 5 anos.

Para essas aplicações, existem várias opções. Elas podem buscar uma rentabilidade maior que a do curto prazo e uma liquidez maior que a do longo prazo.

investimentos de renda fixa podem ser indicados para investidores mais conservadores. Eles ainda apresentam benefícios por terem maior prazo, por conta da tabela regressiva do imposto de renda.

Outras aplicações que podem ser boas para investir no médio prazo, são:

Horizonte de investimento de longo prazo

Investimentos de longo prazo normalmente são tidos como aqueles que visam um período acima de 10 anos. Entretanto, podem ser definidos também como aqueles que não tem data para o resgate.

Normalmente, para os investimentos de longo prazo, é indicado que o investidor evite preocupações com as flutuações ao longo do tempo, focando no resultado do longo prazo.

Por ser um investimento com um maior período de tempo, os investidores podem assumir mais riscos, já que eventuais perdas podem ser recuperadas ao longo do tempo.

Além disso, esses investimentos podem ter baixa liquidez, já que apresentam maior rentabilidade.

Para objetivos mais conservadores, existem algumas opções que podem ser beneficiadas pela tabela regressiva do imposto de renda.

  • Tesouro IPCA+;
  • Planos de previdência privada.

Entretanto, o mais indicado é buscar ativos que gerem renda passiva e que apresentem uma maior rentabilidade.

Os investidores terão mais benefício ao investir em mercado de capitais, como:

  • Ações;
  • Fundos imobiliários.

Por fim, vale a pena ressaltar a importância da sincronização entre o objetivo e o prazo do investimento. Definir o horizonte de investimento é essencial para quem deseja obter sucesso com suas aplicações financeiras.

Como construir uma carteira pensando no horizonte de investimento?

Como visto até o momento, os horizontes de investimentos representam objetivos e características distintas dentro da carteira de investimento.

Se por um lado os investimentos de curto prazo são eficientes em dar a liquidez necessária para a o investidor, os investimentos de longo prazo apresentam uma melhor rentabilidade, principalmente quando falamos de renda variável.

Por isso, para o desenvolvimento de uma carteira de investimentos de qualidade, é imprescindível levar em consideração o seu perfil de investidor. 

O peso que os investimentos de determinado horizonte vão ter em sua carteira, dependerá bastante do seu perfil de investidor e, evidentemente, da sua situação financeira.

Pessoas um patrimônio maior tendem a colocar uma maior parte dos seus recursos em investimentos de longo prazo, já que estes podem fazer uma maior renuncia a liquidez.

No entanto, o mesmo não ocorre para pessoas que estão começando o seu processo de desenvolvimento de patrimônio. Isto porque, é normal que essas pessoas demandem maior liquidez dos seus recursos para questões de transações ou até mesmo investimentos em empreendedorismo.

Contudo, em relação ao perfil, quando mais conservador for o investidor, mais propenso ele será de preferir ter seus recursos em ativos líquidos e/ou menos voláteis.

Por outro lado, investidores mais arrojados, tendem resistir bem a volatilidade dos ativos, buscando sempre uma boa rentabilidade. Isso ocorre no mercado de ações, que pode ser dito como um investimento de longo prazo, já que, dada a volatilidade das ações, no curto prazo o investidor não tem garantia de rentabilidade positiva.

Portanto, o prazo que o investidor pretende manter seus investimentos depende muito desses dois fatores descritos acima.

Os investimentos e seus horizontes

Para que o investidor saiba quais são os ativos mais apropriados para sua carteira, depois de conhecer seu perfil e realidade financeira, é muito interessante conhecer as opções de investimentos que temos no mercado financeiro nacional.

Por isso, vale a pena debater como os investimentos de diferentes horizontes podem ser realizados dentro das duas grandes categorias do mundo dos investimentos: renda fixa e renda variável.

Renda fixa

Os investimentos de renda fixa são aqueles que tem uma rentabilidade futura conhecida, já que está atrelado a algum índice econômico, como a taxa de juros.

Claro, é possível que o investimento seja pré-fixado, onde a rentabilidade é mais previsível ou pós-fixado híbrido onde o retorno pode mudar graças a marcação a mercado.

Mesmo diante desse fato, é possível afirmar que, no geral, os investimentos de renda fixa desempenham um papel de proteção, já que a maioria entrega, ao menos, um retorno real, que não é o caso da poupança.

É possível afirmarmos que os investimentos de renda fixa podem desempenhar bem o papel para todos os horizontes de investimentos.

No curto prazo, a renda fixa executa muito bem a tarefa de manter a liquidez dos recursos e, ao menos, fazer a correção monetária do recurso, como é o caso do tesouro Selic ou fundos DI de renda fixa.

E, no médio e longo prazo, existem opções de renda fixa que podem entregar boa rentabilidade, coma segurança desejada pelo investidor, como é o caso do tesouro IPCA+, CDB’s e outros títulos de crédito privado.

Renda variável

A renda variável não tem a previsibilidade de retorno característica da renda fixa.

Neste caso, principalmente no curto prazo, o valor dos ativos é definido a partir da oferta e demanda na bolsa de valores, no caso das ações.

Essa oferta e demanda depende da percepção individual de cada investidor em relação a determinado ativo ou em relação a economia como um todo.

Por isso, é possível dizer que a renda variável tem um caráter imprevisível e volátil, sobretudo no curto prazo.

Contudo, no longo prazo, a valorização dos ativos pode ser justificada principalmente pelo desenvolvimento da empresa, equilíbrio financeiro da companhia e o próprio crescimento econômico nacional.

Por isso, no longo prazo, é provável que bons ativo deem retorno positivo e, na grande maioria das vezes, maior que da renda fixa.

No curto prazo, as operações mais conhecidas na renda variável são os famosos trades. Os day-traders e swing-traders são aqueles profissionais que investem em ativos visando retorno de curto prazo.

No entanto, esse tipo de aplicação não é indicada para investidores comuns e, principalmente, iniciantes.

Normalmente, o mais recomendado é o investimento em renda variável para médio e longo prazo.

Para o médio prazo, os fundos de investimentos são mais indicados, já que o ativo é bem diversificado, tornando mais provável retornos positivos de prazo menor.

O investimento direto em ações é mais indicado para o longo prazo, já que leva certo tempo para o investidor diversificar sua carteira e, principalmente, para que a ação entregue o total do seu potencial de retorno.

Na renda variável, o investidor deve estar mais disposto a lidar com o alto risco e volatilidade de curto prazo, para que possa colher bons resultados no futuro.

Por fim, é importante que relembrar que o investidor deve sempre levar em consideração todo horizonte de investimento para a composição da sua carteira de investimentos. Afinal, existem diferentes objetivos para diferentes necessidades financeiras.

 

 

 

 

 

 

Escrito por

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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