Financiamento de imóvel sem entrada: como funciona? Vale a pena?

imovel sem entrada

Realizar o sonho da casa própria é um desejo de grande parte da população brasileira, mas, para realizar esse feito, é necessário planejamento e organização. Além disso, em alguns casos se torna viável optar por consórcios ou até mesmo o financiamento de imóvel sem entrada.

O imóvel sem entrada: funciona como uma forma de financiamento, ou seja, pagar parcelado por um bem, porém, sem ter que adiantar uma porcentagem do valor total logo no início (a entrada). Esse valor é comumente cobrado por parte das instituições ou bancos.

Portanto, o imóvel sem entrada atua como financiamento que apresenta ausência ou redução no preço pago inicialmente através da entrada do financiamento. Geralmente, essa prática está ligada a programas governamentais ou utilização de fundos para quitar essa entrada requerida.

É possível comprar apartamento sem entrada?

A oferta de comprar apartamento sem entrada é restrita para um público específico. A maioria dos programas presentes no Sistema Financeiro de Habitação no Brasil são provenientes de programas governamentais que buscam um aumento do índice habitacional.

Para comprar imóvel sem entrada, é preciso buscar o financiamento por meio de algum projeto governamental ou utilizar o Fundo de Garantia por Tempo e Serviço (FGTS).

No caso do programa Minha Casa, Minha Vida é possível financiar até 90% do valor total.

Além disso, é possível abater a taxa de entrada por comprar um imóvel com alto valor de avaliação. Esse valor é medido por avaliadores do financiamento e pode ser usado para abater desde a taxa de entrada até mesmo os valores gastos com a documentação do imóvel.

Como financiar imóvel com zero de entrada?

O financiamento de imóvel sem entrada depende das condições financeiras de uma pessoa ou família, já que para utilizar o FGTS ou participar do Minha Casa Minha Vida (MCMV) se faz necessário atender a alguns requisitos prévios.

Utilizar o FGTS como entrada de um imóvel

Comprar imóvel sem entrada não é necessariamente eliminar a obrigação de pagamento, mas sim, utilizar os recursos presentes no FGTS para quitar essa entrada.

Por ser um fundo que apresenta dificuldade em sua compensação, resgatá-lo assim pode ser algo mais viável.

Para utilizar o FGTS como entrada de financiamento de imóveis:

  • É permitido apenas para quem tem três anos de trabalho com carteira assinada;
  • O imóvel deve custar até 1,5 milhão;
  • Não é permitido ter outro financiamento imobiliário em andamento;
  • O solicitante não pode ter outra propriedade ou bem imobiliário em seu nome;
  • O imóvel deve ser para uso residencial.

Como funciona e como participar do programa Minha Casa Minha Vida?

O programa Minha Casa Minha Vida tem como premissa permitir que famílias de baixa renda tenham condições de adquirir um imóvel residencial.

Por meio dele, o governo permite financiar imóvel sem entrada e até mesmo subsidiar 90% do valor total do imóvel.

Para se tornar um beneficiado do Minha Casa Minha Vida é necessária inscrição prévia, aptidão diante os requisitos do programa Minha Casa Minha Vida e a participação de um sorteio para contemplação.

Requisitos para o programa Minha Casa Minha Vida

Para obter imóvel com zero de entrada no Minha Casa Minha Vida, é preciso ser um integrante da primeira faixa. Mas, de uma forma geral, para participar do programa requer:

  • Nunca ter sido beneficiado por algum programa de habitação do governo;
  • Não possuir outros imóveis registrados;
  • Se enquadrar em uma das faixas apresentadas no programa:elas são definidas pela renda e têm variação até R$9.000, também pelo preço do imóvel.

Faixas do programa Minha Casa Minha vida

Primeira ou Faixa 1: renda familiar mensal de até R$1.800. Poderá ter subsídio de até 90% do valor do imóvel, possibilidade de abatimento do valor da entrada e um financiamento por 10 anos ou 120 parcelas (com juros menores).

Faixa 1,5: renda familiar mensal de até R$2.600. Poderá ter subsídio de até R$47.500 e restante financiado em até 360 meses (3 anos), com juros mais caros que a faixa um, mas menor que praticado pelo mercado, aproximadamente 5% ao ano.

Terceira ou Faixa 3: renda familiar mensal de R$2.601 até R$4.000 . Poderá ter subsídio de até R$29.000 e restante financiado em até 360 meses (três anos), com juros de aproximadamente 8% ao ano.

Quarta ou Faixa 4: renda familiar mensal de R$4.001 até R$9.000 . Não recebe subsídio, mas pode financiar em até 360 meses (três anos), com juros de aproximadamente 9,16% ao ano. Então, sua vantagem é ter sempre uma taxa de juros menor que a do mercado.

Por fim, o imóvel sem entrada é destinado para pessoas que participam de programas sociais ou para quem detém um bom valor guardado no FGTS. Além disso, é possível realizar investimentos e com o lucro forjar uma reserva para posteriormente, começar o financiamento com o montante necessário ou até mesmo adquirir o bem. Mais conteúdos de educação financeira? Inscreva-se no nosso Whatsapp.

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Arthur Dantas Lemos

Arthur Dantas Lemos

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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