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Indicadores Financeiros: conheça os principais!

indicadores financeiros 1

Os resultados de operações de empresas são fundamentais para o resultado de investimentos. Para que eles sejam analisados, é preciso conferir os indicadores financeiros.

Os indicadores financeiros são responsáveis por demonstrarem os índices fundamentais do setor financeiro do negócio.

Portanto, são os indicadores financeiros que demonstram o desempenho de uma empresa com capital aberto na Bolsa de Valores, por exemplo.

Consequentemente, eles são muito importantes na hora de realizar investimentos.

O que são indicadores financeiros?

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Os indicadores financeiros são, basicamente, métricas de performance de empresas, derivadas dos demonstrativos financeiros envolvidos com o empreendimento.

Eles servem para transmitir informações necessárias para a análise de performance organizacional.

No ramo dos investimentos, eles são fundamentais para a tomada de decisões sobre qual investimento é o melhor para se fazer.

Com esses dados em mãos, fica possível entender qual empresa tem mais chances de dar mais lucro para suas aplicações.

Qual a importância dos indicadores financeiros?

Todo investimento tem como objetivo a geração de rentabilidade, que varia de acordo com as características do ativo.

Nesse sentido, entender os índices financeiros de uma empresa é importante para, além de entender o quanto ela vale no mercado, se ela é segura para investir.

Ou seja, se tem boas perspectivas de desenvolvimento e permanência no mercado.

Quais os indicadores financeiros existentes?

Dentro da análise financeira, os indicadores estão em diferentes categorias. Confira como elas funcionam:

Indicadores de liquidez

Avaliar a liquidez de uma empresa significa entender quais os recursos que ela possui disponíveis para o uso quase imediato.

Como exemplo disso, temos itens de estoque, que apresentam uma menor liquidez se comparados com o dinheiro gerado pelo fluxo de caixa no dia a dia.

O cálculo da liquidez pode ser feito através da seguinte equação:

LC = AC / PC

Onde:

  • LC: Liquidez Corrente;
  • AC: Ativo Circulante;
  • PC: Passivo Circulante.

O cálculo deve ser feito em função de certa periodicidade. Mas, ainda assim, é necessário compará-lo com outros índices para se obter uma melhor avaliação do contexto da empresa.

Valor presente líquido (VPL)

Para medir o comportamento e expectativas entre risco e retorno de um investimento, o VPL costuma ser um dos índices mais usados.

Para que um negócio demonstre continuidade, o VPL deve ser maior que zero.

O cálculo de valor presente líquido é um pouco complexo, mas muito importante para garantir o retorno sobre uma aplicação.

Junto a ele, é importante que seja calculada a Taxa Mínima de Atratividade (TMA), que avalia a melhor taxa de aplicação de capital de acordo com o grau de risco.

Índice Benefício/Custo (IBC)

O IBC avalia quanto se projeta ganhar com cada unidade dos recursos investidos em um negócio.

Seu cálculo consiste na média entre o valor dos benefícios esperado e o fluxo de investimentos necessários:

IBC = VPFB / VPFI

Se o resultado for maior que 1, a aplicação pode valer a pena. Caso contrário, pode ser melhor deixá-la de lado.

Taxa Interna de Retorno

A TIR é um indicador que compara o investimento inicial e as despesas futuras de um projeto.

Isso tudo de acordo com o potencial retorno que ele pode oferecer.

Para isso, ela se baseia em fluxos de caixa do empreendimento, ou seja, nas entradas e saídas de capital.

Assim, conseguindo indicar se o investimento é vantajoso ou não.

Por exemplo: se um negócio possui TIR de 20% e seus fluxos de caixa anuais e estáveis, o retorno anual do investimento seria, portanto, próximo à essa porcentagem de 20%.

Para calcular a Taxa Interna de Retorno, basta utilizar a seguinte fórmula:

941ca2fa0

Onde:

  • T: período que ocorre o fluxo de caixa (mensal, bimestral, semestral ou anual);
  • FCt: fluxo de caixa do período t;
  • N: número total de períodos analisados;
  • Σ: somatório dos fluxos de todos os períodos.

Payback

O payback ou “retorno” se trata de um indicador utilizado pelas empresas para o cálculo do período de retorno de investimento de um projeto.

Nesse sentido, o payback representa o tempo de retorno desde o investimento inicial até o momento em que os rendimentos acu mulados se tornam iguais ao valor da aplicação.

Ou seja, dá ao gestor a estimativa de quanto tempo vai levar até a recuperação do investimento inicial.

O cálculo do payback envolve uma fórmula simples, mas que exige cuidado com algumas variáveis.

É preciso incluir todos os custos relacionados aos investimentos, como:

  • Equipamentos;
  • Funcionários;
  • Despesas administrativas;
  • Despesas operacionais.

Por meio do demonstrativo de resultados, se define o resultado médio mensal do fluxo de caixa, considerando um certo período, como o de um ano (12 meses), por exemplo.

A fórmula, portanto, é a seguinte:

PB = investimento inicial / resultado médio do fluxo de caixa

Ponto de Fisher

O Ponto de Fisher identifica o momento em que um projeto passa a ficar melhor que o outro para o investidor.

Para isso, ele considera uma determinada Taxa Mínima de Atratividade (TMA), para que os VPLs (Valor Presente Líquido) se tornem equivalentes.

A Taxa de Ficher ocorre se houver um cruzamento entre duas curvas em um determinado momento, sendo esse ponto abaixo ou acima da TMA.

Por exemplo:

Uma empresa pode trabalhar com o projeto A, com investimento de R$10.000 e o projeto B, com investimento de R$20.000.

Fazendo uma projeção do fluxo de caixa em um determinado período, fica possível, a partir da comparação dos percentuais (taxas) obtidos, entender qual oferece mais vantagens.

Analisar indicadores financeiros vale a pena?

Os indicadores são muito utilizados na gestão de empresas e também pelos investidores que desejam entender melhor a situação e contexto da empresa pela qual eles desejam investir.

Assim, conseguindo se livrar de prejuízos financeiros com empresas com baixa perspectiva de crescimento no mercado.

Por conta disso, aprender a observar indicadores financeiros ou contar com a ajuda de um profissional especializado pode auxiliar o sucesso de suas aplicações.

Escrito por

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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