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Investir na poupança: entenda como funciona!

investir na poupança

Investir na poupança ainda é a opção favorita de grande parte dos brasileiros. Figurando em torno de 88% dos brasileiros, que ainda guardaram dinheiro na poupança, no ano de 2018, segundo dados da Associação Brasileiras das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais – ANBIMA.

Além disso, investir na poupança costuma ser a porta de entrada para o mundo dos investimentos, visto que, é um investimento mais conservador e tradicional, porém com uma rentabilidade baixa se comparada a outros investimentos também considerados conservadores.

O que é a poupança?

A poupança, também conhecida como “caderneta de poupança” é uma conta bancária, regulada pelo Banco Central, criada para as pessoas pouparem dinheiro, realizando poucas retiradas para que o capital possa render.

Para abrir uma conta poupança, são necessários os seguintes documentos:

  • Comprovante de identidade (RG);
  • Comprovante de residência;
  • CPF.

É possível abrir uma conta poupança em qualquer banco sem necessidade de comprovar renda ou pagamento de taxa de abertura.

Outro ponto importante é que os bancos são proibidos de cobrar taxa ou tarifa de manutenção para clientes que possuem apenas a caderneta de poupança.

Como investir na poupança?

investir na poupança 2

Para investir na caderneta de poupança é preciso se atentar para algumas regras de rendimento, isto é, a porcentagem de quanto o investidor vai ganhar por deixar o dinheiro na poupança.

Geralmente, a poupança rende 0,5% mais a TR (Taxa Referencial) ao mês apenas quando a taxa do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (SELIC) for maior que 8,5% ao ano, logo, em caso de percentual inferior, a rentabilidade é calculada como sendo 70% do valor da Selic mais a variação da taxa referencial (TR).

Como a poupança foi criada para poupar, o número de movimentações permitidas é mais limitado, com apenas: 2 transferências, 2 saques e 2 extratos mensais.

Além disso, um ponto muito importante para investir na poupança é saber a data de aniversário, ou seja, dia que foi realizado o depósito do dinheiro. Todos os meses, no dia do aniversário, o dinheiro irá render. Caso seja realizada uma movimentação antes da data de aniversário, não terá a rentabilidade do mês.

Vale a pena investir na poupança? Confira os pontos negativos!

Para a maioria dos brasileiros a poupança é um investimento prático e seguro, porém toda essa praticidade transforma a caderneta de poupança em um investimento de baixíssima rentabilidade.

  1. Inflação

Para começar, é importante entender que a inflação é caracterizada pelo aumento geral dos preços na sociedade, aumentando o custo de vida das pessoas. Essa elevação de preços resulta na desvalorização da moeda. No Brasil, o principal índice da inflação é o IPCA.

Por isso, a inflação é a maior inimiga da poupança, já que, conforme ocorrem mudanças no IPCA, o rendimento da caderneta de poupança pode ser muito baixo, provocando até a perda do “poder de compra”. Como resultado, o capital poupado acaba perdendo valor diante das situações do mercado.

Assim, é válido lembrar que um dos objetivos dos investimentos é fugir da inflação, aumentando seu poder de compra para ganhar mais dinheiro.

  1. Liquidez

Em suma, a poupança seria uma boa forma de investir, visto que, a liquidez é imediata. Possibilitando resgatar o valor poupado na caderneta a qualquer momento.

Porém, quando o dinheiro é resgatado antes do “aniversário da poupança” o investidor não ganha nada referente ao mês da movimentação.  Por exemplo:

Se você aplicou R$ 500,00 na poupança no dia 15 de março, ela só renderá no dia 15 de março. Caso o dinheiro seja resgatado dia 14 de março, não haverá rendimento.

Além disso, investir na poupança pode ser arriscado para indivíduos que possuem pouco controle de suas finanças, visto que, a realização de movimentações constantes prejudica a rentabilidade.

Quais investimentos possuem uma rentabilidade maior que a poupança?

Comparando a poupança a outros investimentos, todos eles possuem rentabilidade maior, seja ele de renda fixa ou variável.

Diante disso, cabe ao investidor decidir se vale a pena investir na poupança, posto que, outros tipos de investimentos possuem a mesma segurança da caderneta de poupança e ainda possibilitam uma rentabilidade maior.

Alguns investimentos são mais populares entre investidores mais conservadores e possuem rentabilidade maior que a poupança, são eles:

Tesouro Direto

O Tesouro Direto (TD) é um título público emitido pelo Governo Federal. Implementado em 2002, possui o objetivo de democratizar o acesso de pessoas físicas a compras e vendas de títulos públicos, assim, o Governo obtêm recursos para projetos nacionais, ou seja, o investidor está emprestando dinheiro aos cofres públicos.

Os investimentos realizados no tesouro direto podem ser considerados um dos mais seguros, dado que, o emissor desses títulos públicos é o Governo, ele garante a rentabilidade.

Dentre os títulos disponíveis, estão:

  1. Tesouro Prefixado: A rentabilidade desse título é conhecida antes do vencimento, ou seja, o investidor sabe quanto receberá após o prazo de vencimento do título;
  2. Tesouro IPCA: A remuneração irá variar de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ou melhor, a inflação. O IPCA é muito recomendado para momentos que pode haver aumento de preços na economia brasileira;
  3. Tesouro Selic: É a opção mais conservadora dentre os títulos ofertados pelo tesouro, sua rentabilidade varia de acordo com a taxa básica de juros da economia, a Taxa Selic.

Além disso, pode-se começar a investir no Tesouro Direto a partir de R$30.

Títulos Atrelados ao CDI

O Certificado de Depósito Interbancário, ou CDI, funciona como um empréstimo realizado entre diversas instituições financeiras.

Foi criado após a determinação do Banco Central, no qual, os caixas dos bancos precisam estar positivos no final do dia.

Assim, instituições que detêm de mais capital, emprestam para as que estão precisando.

Alguns investimentos estão atrelados ao CDI, dentre eles:

  1. Certificados de créditos bancários (CDB): quando você resolve investir no CDB estará emprestando para um banco, que posteriormente devolverá o valor do empréstimo, com juros combinados;
  2. Letras de Créditos Imobiliários (LCI): serve para investidores que desejam financiar setores imobiliários;
  3. Letras de Crédito de Agronegócio (LCA): título criado com intenção de investimentos direcionado ao agronegócio.

Dessa forma, antes de investir na poupança é válido pesquisar outras possibilidades que possam proporcionar bons rendimentos no decorrer do tempo e que possam se adequar ao seu perfil investidor.

Escrito por

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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