Legalização da maconha: conheça uma das indústrias que mais crescem

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Um novo tipo de investimento tem provocado uma onda de euforia no mercado diante das notícias positivas (que advieram da legalização da maconha).

Alguns investidores ganharam mais de 2.000% em poucos meses após os avanços da legalização da maconha e as empresas de capital aberto na bolsa de valores, o que, claro, chamou a atenção de quem ficou de fora. A nova moda em Wall Street é investir em cannabis sativa (maconha).

O que a legalização da maconha tem a ver com os investimentos?

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A maconha tem deixado muitos investidores nas alturas com suas diferentes oportunidades de investimento, do uso medicinal ao recreativo.

Em 2018, o Canadá se tornou o segundo país a legalizar a maconha para uso recreativo, depois do Uruguai. A cannabis medicinal, por sua vez, já é liberada em dezenas de países.

Mesmo com a descriminalização da maconha, a produção é controlada por todos os governos, mesmo onde o consumo já é legalizado. Ainda assim, especialistas do setor projetam faturamentos bilionários.

Análise do mercado e dos investidores

Segundo a Deloitte, as vendas de maconha no Canadá devem chegar a US$ 4,3 bilhões, tal fato tem atraído instituições financeiras gigantes para investirem no setor, entre eles estariam: Goldman Sachs, JPMorgan Chase e Credit Suisse Group.

Bilionários, como Warren Buffett, estão buscando investir na área. No caso do oráculo de Omaha, o objetivo é fazer negócio com estruturas que melhoram o aproveitamento do espaço para a produção da erva.

No mês passado, a Constellation Brands, fabricante da cerveja Corona, controlada pelo grupo Ambev, anunciou que vai aumentar sua participação na Canopy Growth, produtora de maconha canadense.

A Lagunitas, divisão de cerveja artesanal da Heineken, lançou uma marca especializada em bebidas não alcoólicas com THC, o ingrediente psicoativo da maconha.

Um dos produtores mais famosos do setor; é o playboy do Instagram e jogador de pôquer, Dan Bilzerian, o qual fundou sua produtora de Cannabis “Ignite International” há mais de um ano. Segundo o empresário, já se tem planejamento para abrir capital em Wall Street.

Diversas empresas que produzem e comercializam maconha têm ações listadas em bolsa  e muitas têm valorizado de forma expressiva, apesar dos altos e baixos. A Canopy Growth viu, em três anos, suas ações valorizarem em 2.125%, saindo de US$ 2,45 para US$ 54,50.

Uma das gigantes do setor, a Aurora Cannabis viu suas ações saírem de US$ 6,09 em agosto para US$ 13,71 em dois meses, uma alta de 87,5% desde a mínima de agosto.

Já a Tilray, umas das mais famosas do mercado, disparou 398% do seu IPO em julho até outubro, batendo o nível dos US$ 148,30.

Comércio da Cannabis no Brasil

O Brasil é considerado como um dos mercados potencialmente significativos para a cannabis.

Porém, apesar de uma movimentação global para legalização da erva uma pesquisa feita pelo Datafolha de 2018 mostra que apesar do apoio à legalização, dois em cada três brasileiros acham que fumar maconha deve continuar sendo proibido.

Caso legalize a cannabis o Brasil movimentaria, ao ano, R$ 5,7 bilhões, com perspectiva de gerar uma arrecadação tributária de R$ 5 bilhões, segundo estudo elaborado pela Câmara dos Deputados, estimativa feita comparando com o mercado no exterior.

Como a proibição da maconha ainda é vista no mundo

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O governo federal americano ainda proíbe a cannabis, mas, como as empresas estão sediadas no Canadá, elas conseguem a listagem nos mercados dos Estados Unidos.

Dos cinco maiores produtores de maconha no Canadá, todos vendem seus produtos para fins medicinais, enquanto no mercado recreativo ainda há grande dificuldade de produção e relativo tabu.

Qual cenário da cannabis na visão dos investidores?

Para investir no setor de cannabis no exterior basta possuir conta em uma corretora que negociem ações do exterior, as chamadas BDRs.

Empresas como a Tilray Inc (TLRY), de maconha medicinal, teve valorização em 3 meses de mais de 350%. (Vale lembrar que isso não é recomendação de investimento)

Além da opção de o investidor comprar ações diretamente das empresas ele também pode comprar um ETF do setor, como por exemplo, o HORIZNS MARIJUNA LF CL A UNT ETF (HMMJ), que já atingiu valorização de mais de 100%.

Os analistas têm dificuldade de calcular o valuation das empresas ligadas ao setor da maconha, dadas as novidades desse mercado.

A maior parte destas companhias ainda não conseguiu dar lucro e não se sabe quando (e se) isso irá acontecer.

Portanto, é cedo para dizer se suas ações já ficaram caras, se não valem a pena ou se ainda existem oportunidades.

Apesar disso, historicamente em Wall Street, várias empresas já tiveram valorização de mais 1.000% em poucos meses.

Todavia, geralmente, foram bolhas que, no fim, deixaram investidores no prejuízo (como no caso da crise econômica imobiliária dos Estados Unidos).

Por isso, ao pensar sobre investir na cannabis, busque fundamentos e valuation, nunca invista por conta da aprovação social e/ou especulações sobre a valorização (como é o caso do bitcoin).

Por fim, tenha em mente que a legalização da maconha e quebra de alguns paradigmas, podem ser fatores determinantes para os avanços desse setor, com avanços nesse sentido, se torna evidente que esse é um mercado em potencial.

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Arthur Dantas Lemos

Arthur Dantas Lemos

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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