Mercado a termo: o que é, como funciona e quais suas operações?

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Quem deseja investir tem a sua disposição diferentes mercados financeiros. Entre essas modalidades de negociação, existe o mercado a termo.

O mercado a termo costuma ser utilizado para a negociação de ativos não-financeiros, como as commodities. No entanto, também serve para a negociação de ações, moedas e títulos.

O que é o mercado a termo?

mercado a termo

O mercado a termo é o ambiente onde ocorrem as negociações de contratos futuros de ativos.

Portanto, é nele onde os acordos de compra e venda de ativos em uma data futura são feitos entre contrapartes, transação chamada de derivativos.

Essa compra a prazo de ativos no mercado a termo é envolvida de juros. Isso porque o comprador aceita o pagamento dos ativos adquiridos em uma data posterior, além de uma compensação pelo crédito.

Para que esse contrato ocorra, é preciso que um investidor queira vender seu ativo e outro tenha interesse no mesmo tipo de ativo.

Assim, a partir da convergência de interesses, as duas partes chegam em um acordo para o preço da compra e venda em uma data futura, feitas obrigatoriamente ao chegar o prazo.

Como funciona o mercado a termo?

Em uma compra de um produto a prazo, quando não há o valor completo, à vista, o comprador pode parcelar a compra com o pagamento de juros.

É exatamente assim que funciona as transações no mercado a termo.

Nele, caso uma ação custe, por exemplo, R$30 na data de negociação, ela pode ser vendida em um prazo futuro com a inclusão de uma determinada taxa de juros, geralmente próxima à Selic.

Quando a data acordada chega, o comprador faz o pagamento total referente ao ativo adquirido. Mas antes, é preciso realizar o depósito de uma margem de garantia.

É com essa margem que o comprador faz a compra a termo, dando início à operação.

Portanto, no exemplo citado acima, o papel vendido custaria R$30 + taxa de juros.

A vantagem disso para o comprador é que, caso a ação tenha se valorizado entre o dia de montagem do termo e o dia de seu encerramento, o pagamento é feito baseado no valor inicial, e não o atual.

Por outro lado, caso haja a desvalorização, quem sai na vantagem é o vendedor, recebendo um valor maior que a cotação atual de seu ativo.

Porque operar no mercado a termo?

Mesmo que o mercado a termo pareça ser um ambiente complexo, existem algumas razões para que vários investidores continuem optando por suas operações.

Poucos recursos

Inicialmente, ele se mostra uma alternativa interessante para que não possui recursos financeiros no momento para comprar uma ação que considere interessante.

Para esse tipo de investidor, realizar uma compra a termo será uma operação que atenderá seus objetivos em um período futuro.

Alavancagem

Outra intenção pode ser a alavancagem, que oferece, além de altos riscos, um ótimo potencial de retorno para os investimentos.

Nesse caso, é investido um valor maior que o disponível nas ações desejadas, com a esperança de que elas chegarão ao resultado esperado.

Para isso, basta pagar apenas uma margem de garantia.

Renda fixa

Um modo interessante de se investir no mercado a termo é receber rendimentos como em renda fixa.

Para isso, basta ser o vendedor da ação em um termo logo após comprá-la.

Assim, não ocorrerão prejuízos e o investidor estará ganhando os juros acordados no contrato:

Preço a termo = Preço à vista + Juros.

Como realizar uma operação à termo?

A forma mais comum de realizar uma operação a termo é através do chamado “Termo Tradicional”.

Seu funcionamento corresponde ao explicado anteriormente, onde um investidor decide comprar ações em uma data futura, pagando o preço atual somado à uma taxa de juros combinada com o vendedor.

A duração do termo tradicional é definida entre as contrapartes, respeitando o limite mínimo de 16 dias e máximo de 999 dias, determinado pela B3, antiga BM&F Bovespa.

No entanto, outra forma disponível para realizar essa operação é através do “Termo Flexível”, onde as condições acordadas são um pouco diferentes.

Ao contrário do que ocorre na modalidade tradicional, é possível trocar o ativo-objeto negociado.

Ou seja, a venda do ativo-objeto na operação do mercado a termo não implica o seu vencimento antecipado.

Assim, caso o investidor faça um termo de 90 dias em um ativo e, após 10 dias, venda essas ações, ele não será obrigado a pagar o valor acordado com o vendedor.

Basta, ao invés disso, comprar uma outra ação com o dinheiro resultante da operação.

O limite de duração do Termo Flexível é de 16 a 90 dias.

Encerramento de operação

Existem três formas de finalizar um termo tradicional:

  1. Venda do Ativo-Objeto: venda antecipada das ações acordadas, demandando o pagamento do valor que seria entregue no vencimento;
  2. Liquidação Antecipada: pagamento antecipado ao vendedor, ou seja, antes de decorrido o prazo do contrato;
  3. Decurso de Prazo: pagamento feito apenas na data de vencimento do contrato.

É importante lembrar que, no caso de liquidação antecipada ou venda do ativo-objeto, não existe abatimento sobre juros.

Por conta disso, a quitação antecipada não gera nenhuma economia.

Quais as vantagens do mercado a termo?

O maior benefício do mercado a termo são as suas negociações em um período futuro, que possibilitam que investidores possam comprar ativos mesmo sem todos os recursos necessários.

Assim, tornando o investimento mais acessível.

Já para quem vende as ações, há a vantagem do recebimento de uma taxa de juros, além da reposição de prejuízos após uma possível desvalorização do papel.

E isso faz com que a possibilidade de ganhos maiores do que os da venda à vista seja bem maior.

Portanto, o mercado a termo oferece pontos positivos para ambas as partes envolvidas em suas operações.

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Arthur Dantas Lemos

Arthur Dantas Lemos

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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