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Modelo de Precificação de Ativos: saiba tudo sobre o CAPM!

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Os investidores possuem diversas alternativas para avaliar o investimento em um ativo financeiro. Um modelo de precificação de ativos bastante conhecido é o CAPM.

O CAPM, ou Modelo de Precificação de Ativos de Capital, leva em conta o risco de mercado e é uma maneira de encontrar uma taxa de retorno por meio do coeficiente Beta.

O que é o CAPM?

O CAPM, ou Capital Asset Pricing Model, é um modelo de precificação de ativos financeiros (MPAF) que analisa a relação entre o risco e o retorno que é esperado de um investimento.

Esse cálculo é bastante utilizado nas finanças para precificar títulos de risco e gerar retornos esperados para os ativos financeiros.

Para isso, o CAPM calcula um equilíbrio entre o risco e a rentabilidade e determina a taxa de retorno teórica apropriada para certo ativo em relação a uma carteira de investimentos diversificada.

Além do investimento em ativos financeiros, o CAPM também permite identificar o valor de um projeto, como em um processo produtivo, por exemplo.

Como o CAPM pode ser usado?

modelo de precificação de ativos

O Modelo de Precificação de Ativos de Capital pode ser utilizado para estimar o custo do capital próprio de uma empresa.

Como o custo de capital de uma empresa é composto pela junção entre o capital de terceiros e o capital próprio, o CAPM serve para estimar o custo do capital próprio.

Isso significa que ele mede o retorno que os acionistas esperam obter a partir do dinheiro aplicado na companhia.

Como funciona esse modelo de precificação de ativos?

O CAPM se baseia em suposições sobre o comportamento de investidores, distribuição de risco e retorno e fundamentos de mercado.

Dessa forma, o indicador do Capital Asset Pricing Model é calculado a partir de uma fórmula que serve para avaliar se uma ação é valorizada quando seu risco e o valor do dinheiro no tempo são comparados a seu retorno esperado.

Como é calculado o CAPM

O cálculo do CAPM leva em consideração a parte dos riscos do investimento, com a parte livre de riscos.

Isso é feito a partir da seguinte formula:

capm formula 1

Sendo E(R) o retorno esperado que o modelo CAPM busca calcular, e os outros componentes:

  • Rf: taxa de juros livre de risco;
  • β: Índice Beta, que indica o risco associado ao investimento;
  • Rm: taxa de remuneração do mercado.

Para a taxa livre de risco é considerada uma taxa de rendimento de um investimento sem risco, como a poupança ou o Tesouro Selic, por exemplo.

Nesse sentido, esse valor representa o retorno mínimo esperado para a aplicação.

O modelo também utiliza a rentabilidade do mercado como um todo. Por conta disso, é possível utilizar a rentabilidade do Índice Bovespa no período selecionado.

Exemplo de cálculo

Para uma taxa Selic, considerada como a livre de risco, de 4,5%, com uma taxa de remuneração do mercado de 12%, e um Beta de 1,2, temos:

E(R) = 0,045 + 1,2 x (0,12 – 0,045) = 0,093

Ou seja, o retorno esperado para o investimento deve ser de 9,3% dentro das condições estabelecidas.

Modelo de precificação de ativos: Beta

O Beta é um fator bastante relevante para o funcionamento do cálculo do CAPM. Ele representa o grau de volatilidade de um ativo em análise.

E para a análise de risco, essa informação é fundamental, já que quanto mais volátil um ativo, mais riscos ele oferece ao investidor.

Isso não significa que o investimento seja bom ou ruim, somente que possui comportamentos menos controlados em relação ao mercado – algo que exige uma melhor taxa de retorno.

Quando o Beta for zero, não existe risco no investimento. Para valores maiores que zero, a regra é a seguinte:

  • β <1: se o Beta é menor que 1, trata-se de um ativo de baixo risco, mas que também apresenta um retorno potencial inferior ao mercado;
  • β =1: se o Beta é exatamente 1, trata-se de um ativo cujo retorno é equivalente ao mercado;
  • β >1: se o Beta é maior que 1, trata-se de um ativo de alto risco, mas que permite taxas de retorno acima do mercado.

Como avaliar o resultado do CAPM?

Como dito anteriormente, o cálculo CAPM informa o retorno esperado para o ativo ou projeto em avaliação.

Ao encontrar uma rentabilidade esperada para uma determinada aplicação, os investidores conseguem entender com clareza se vale a pena ou não colocar dinheiro naquela situação.

Assim, essa ferramenta serve para permitir comparativos entre diversas alternativas, como qual empresa investir ou qual projeto dar continuidade.

Porém, embora seja uma ferramenta muito usada, o CAPM não deve ser a única alternativa para que os investidores tomem suas decisões de investimento.

Assim como qualquer cálculo, ele possui suas limitações, já que o mercado traz questões mais complexas que envolvem a composição de risco de uma empresa.

Além disso, o CAPM somente leva em conta acontecimentos passados, e não previsões. Portanto, esse modelo de precificação de ativos deve ser usado junto a outros indicadores e ferramentas de análise, como o Método Empreender Dinheiro para Investir em Ações, por exemplo.

Escrito por

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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