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Moeda corrente: entenda sua funcionalidade

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Os indivíduos que lidam com a economia de um país estão ligados diretamente a moeda corrente. Além disso, o papel-moeda é responsável por transações monetárias, devido ao dinheiro ser o meio de troca mais utilizado no mundo.

Sendo assim, cada país possui uma nomenclatura própria para a moeda corrente de seu território. Libra, euro, dólar, real são exemplos conhecidos.

O que é a moeda corrente?

A Moeda corrente pode ser definida como o dinheiro utilizado em um território. Ou seja, é o tipo de dinheiro que vale dentro de um país.

Por cada um deles utilizarem nomenclaturas diferentes, então, a moeda adotada no Brasil não vale o mesmo quantitativo da moeda utilizada nos Estados Unidos.

No entanto, existem exceções, pois alguns países que fazem parte da União Europeia podem utilizar a mesma moeda. Lá, o Euro é a moeda corrente que circula em diversos territórios.

Por isso, é permitido também que um país consiga comercializar mais de um tipo de moeda, porém, isso pode gerar uma desestabilização no comércio.

Função da moeda corrente como instrumento econômico

A moeda serve para calcular o valor relativo de algum serviço ou riqueza. Esse ativo é utilizado tanto para resolver dívidas, quanto para realização imediata da compra de bens de consumo.

No entanto, existem diversas definições para esse ativo financeiro:

  • Moeda bancária ou estrutural (admitem-se em circulação);
  • Moeda corrente (que circula em todo território nacional);
  • Peça metálica;
  • Dinheiro que constitui notas (geralmente as de maior valor em papel);
  • Tudo que pode ser aceito em troca de bens e serviços.

Geralmente, emite-se o dinheiro de um país que o governo controla. Este, é o único órgão no qual detém o poder de controlar seu valor unitário.

No entanto, por fatores econômicos, a moeda corrente precisou ter seu sentido ampliado. Então, alguns títulos foram criados para agregar o mesmo valor monetário que a peça física possui.

  • M1: papel-moeda e moedas em circulação e de poder público;
  • M2 + M1 fundos mútuos do mercado monetário, contas de depósito no mercado monetário, depósitos de poupança e depósitos a prazo de menor valor;
  • M3 + M2 fundos mútuos do mercado monetário (pessoas jurídicas) + depósitos a prazo de grande valor + acordos de recompra + eurodólares;
  • M4: abrange o M1, o M2 e o M3, mais os títulos públicos para captação de recursos através de Letras do Tesouro Nacional, câmbio e depósitos a prazo.

Qual é a moeda corrente nacional do Brasil?

A moeda corrente do Brasil é o real, no entanto, essa moeda circula no mercado financeiro a pouco tempo. Ela só existe em território brasileiro há 26 anos.

Mas, antes disso, utilizaram-se outras moedas como o “cruzeiro” na tentativa de controlar o mercado. Porém, acabaram por ocasionar uma hiperinflação, que é quando a economia de um país eleva-se a um aumento de preços agressivo. Dessa forma, a taxa de inflação já não pode mais controlar a situação.

Então, a moeda corrente com a nomenclatura de “real” surge na tentativa de controlar a hiperinflação.

História da moeda brasileira 

As primeiras cédulas brasileiras surgiram no período do real império, entre os anos de 1822 a 1888, dado isso, baseiam-se no sistema monetário português.

Além disso, conhecia-se a moeda da época como réis. 

Entretanto, a partir da Proclamação da República, a moeda manteve-se como o real, por meio da produção de novas cédulas. Visto que, mil réis era a denominação da moeda, ou seja, significando que ela valia mil referente aos antigos réis do império.

Já no ano de 1942, criou-se o cruzeiro com o objetivo de substituir o mil réis, que durante a época surgiam confusões devido aos milésimos. 

Além do mais, o cruzeiro realizou a instituição da moeda com centavos, tornando as transações mais fáceis. 

Assim, um cruzeiro ficou equivalente a mil réis. 

No ano de 1967, surge o cruzeiro novo no qual utilizava cédulas iguais as do cruzeiro, entretanto, possuíam um carimbo para mostrar o novo valor. 

Década de 70

Após três anos, especificamente, em 1970. A moeda voltou a se denominar cruzeiro, com novas cédulas. 

Apesar disso, o valor não sofreu alterações em relação ao novo cruzeiro.

Entretanto, com o passar do tempo a moeda sofreu uma desvalorização e cédulas de valor mais alto surgiram. 

Entre os anos de 1986 a 1989 o padrão das cédulas mantiveram-se os mesmos na transição, porém a moeda da época perdeu três zeros, passando a valer 1 cruzado. 

Assim, no início do período da mudança, carimbaram-se as cédulas antigas de cruzeiro com o valor referente aos cruzados. 

Dessa forma, em 1989, o cruzado novo surge para substituir o cruzado, durante a segunda reforma monetária do governo do presidente Sarney. 

No ano de 1990, a moeda recebeu o nome de cruzeiro pela terceira vez, entretanto, manteve o valor do antecessor, o cruzado novo. 

Durante o ano de 1993 foi instituído o cruzeiro real. 

E, no ano seguinte, criou-se a moeda utilizada até os dias atuais, o real. As cédulas apresentavam animais da fauna brasileira e a efígie da república. 

Moeda corrente de outras nacionalidades

Assim como o real, o dólar e a libra são moedas correntes de países estrangeiros. Confira como elas funcionam:

  • Libra: está é a moeda corrente oficial do Reino Unido. Além disso, considera-se a moeda mais antiga do mundo. Devido à flexibilidade de sua taxa de câmbio, negocia-se por quem vende e compra sem tantas burocracias.
  • Dólar: O dólar americano é a moeda oficial dos Estados Unidos, no entanto, está disponível também em outros países. Supervisiona-se sua emissão pela Reserva Federal dos Estados Unidos. Considera-se a moeda mais desejada do mundo.

Levando em consideração o sistema econômico e monetário, a moeda corrente é um importante meio para realização de transações econômicas dentro e fora de um país.

Quais as moedas correntes existentes?

Libra, euro, dólar e real são algumas das mais conhecidas.

Qual é a moeda corrente do Brasil?

A moeda corrente do Brasil é o real.

Quando surgiu o real?

O real surgiu em 1994.

 

Escrito por

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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