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NEOE3: saiba tudo sobre as ações da Neoenergia

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A Neoenergia (NEOE3) é uma empresa do setor de energia. Sendo assim, ela atua com geração, distribuição, transmissão e comercialização de energia elétrica. Além disso, ela é a segunda maior empresa do setor no Brasil.

As ações da Neoenergia (NEOE3) fazem parte da bolsa de valores brasileira, a B3. Dessa forma, os investidores que têm interesse nesse setor podem avaliar a empresa para decidir se vale a pena ou não investir nela.

O que é a Neoenergia (NEOE3)?

A Neoenergia S.A é a holding do Grupo Neoenergia, com mais de 13,5 milhões de unidades consumidoras atendidas por suas distribuidoras Elektro, Coelba, Celpe e Cosern.

Criada no ano de 1997, a empresa realizou sua Oferta Pública Inicial (IPO) no ano de 2019. É possível comprar e vender papéis da empresa pelo ticker NEOE3. Além disso, a Neoenergia tem mais de 226 milhões de ações em circulação, sendo 19,71% destas em Free Float.

Assim como a Neoenergia S.A, há outras empresas que também atuam nesse setor. São elas, por exemplo, a Eneva (ENEV3) e a Eletrobrás (ELET3):

  • Eneva: uma empresa integrada de energia. Tem negócios complementares em geração de energia elétrica e exploração e produção de hidrocarbonetos no Brasil;
  • Eletrobrás: holding composta por empresas como Eletrobras Chesf, Eletrobras Eletronorte, Eletrobras Eletronuclear, com foco na integração energética na América do Sul.

Diante da relevância dessa empresa para o setor e para o mercado financeiro, vale entender como funciona seu modelo de negócio e qual é o histórico da empresa.

O que a Neoenergia (NEOE3) faz?

A Neoenergia (NEOE3) é uma companhia integrada de energia, de controle do grupo espanhol Iberdrola. Ela se apresenta, portanto, em três setores estratégicos de atuação:

  1. Redes – distribuição e transmissão;
  2. Renováveis – geração eólica e hidrelétricas;
  3. Liberalizado – geração térmica e comercialização de energia.

Como a Neoenergia (NEOE3) atua?

A Neoenergia atende 13,9 milhões de unidades consumidoras e atua em 18 Estados. Além disso, tem forte presença na Região Nordeste. Ela é responsável por levar energia a 34 milhões de pessoas.

A companhia abrange uma área de concessão de cerca de 840 mil quilômetros quadrados, com aproximadamente 14 milhões de unidades consumidoras atendidas por suas quatro distribuidoras – Coelba (BA), Celpe (PE), Cosern (RN) e Elektro (SP/MS).

Na área de geração, o grupo tem capacidade instalada de 5,1 GW e capacidade potencial de 0,9 GW. A plataforma se baseia em uma geração com matrizes de fontes limpas, além de participação de renováveis. Por fim, tem concessões de longa duração, assim como contratos de venda de longo prazo no mercado regulado.

Ações da Neoenergia (NEOE3): como e onde negociar?

É possível comprar e vender ações da Neoenergia (NEOE3) na bolsa de valores brasileira, através de plataformas digitais, como é o caso do home broker.

A companhia oferta só ações ordinárias (NEOE3 ON). Esse tipo de papel oferta direito ao voto durante as assembleias da empresa.

Dessa forma, para efetuar a aquisição de papéis da Neoenergia, é preciso realizar a abertura de uma conta em uma corretora de valores que seja autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Em seguida, o investidor deve fazer uma transferência TED ou um PIX com o valor que se deseja aplicar. Após isso, então, será possível selecionar ações da empresa, referidas como NEOE3.

Características das ações da Neoenergia (NEOE3)

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Considerada uma Mid Cap, a Neoenergia participa da empresa estatal Caixa de Previdência Dos Funcionários Do Banco Do Brasil como a maior acionista, sendo detentora de mais de 30% das ações ordinárias da empresa.

A classificação setorial da Neoenergia (NEOE3), segundo dados da B3, é: Utilidade Pública e Energia Elétrica.

Além disso, o segmento de listagem da Neoenergia na bolsa de valores é Novo Mercado, que prioriza empresas com boa governança e alta transparência. Por fim, a empresa apresenta um Tag Along de 100%, além de um free float de 19,71%.

História da Neoenergia

Em primeiro lugar, a companhia iniciou seus investimentos em 1997 no segmento de distribuição de energia com a compra, no leilão de privatização, da COELBA (Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia).

Além disso, houve a aquisição da COSERN (Companhia Energética do Rio Grande do Norte). Já na chegada do século 21, nos anos 2000, houve a compra da CELPE (Companhia Energética do Estado de Pernambuco), em leilão de privatização.

Junto a isso, nesse ano, teve início a construção da UTE Termoaçu, localizada no Estado do Rio Grande do Norte, em parceria com a Petrobras. Por fim, houve a criação da NC Energia.

Em 2004, ocorreu a reestruturação e criação da holding com a adoção do nome Neoenergia e a entrada em operação comercial da UTE Termopernambuco. Já os anos entre 2005 e 2007 foram marcados por leilões e concessões para a empresa.

Em 2008, se iniciou a operação comercial da UTE Termoaçu. Além disso, teve o leilão de concessão da UHE Baixo Iguaçu e a autorização para construção da PCH Sítio Grande.

No ano em seguida, em 2009, teve a inauguração das PCHs Pirapetinga, Pedra do Garrafão, as UHEs Baguari e Corumbá.

2010-2020

Chegando a nova década, em 2010, a Neoenergia fez a compra da participação de 10% na UHE Belo Monte. Junto a isso, teve início a construção de 10 parques eólicos, nove arrematados no leilão e Caetité 1 no ACL.

Por fim, nesse ano, a assinatura do Instrumento de Compra e Venda com a Iberdrola para aquisição das empresas de cogeração Energyworks e Capuava Energy.

Em 2013, teve início das obras de Baixo Iguaçu e a entrada em operação comercial dos parques eólicos Mel e Arizona. Além disso, houve a conclusão da venda da UTE Termoaçu para a Petrobras, com a transferência de 23% da participação acionária da Neoenergia.

No ano seguinte, em 2014, foi a vez da reformulação do acordo de acionistas que regem a parceria entre a Iberdrola e a Neoenergia na FEB.

No mesmo ano, ainda, houve a contratação de seis novos parques eólicos, sendo três no RN e três na Paraíba. Já a conclusão da compra, pela Neoenergia, da participação que a Iberdrola tinha da COELBA e COSERN aconteceu em 2015.

Os anos entre 2016 e 2018 são marcados pela entrada de diversas operações comerciais e unidades geradoras. Por fim, em 2019, houve a aprovação da construção da totalidade dos 12 parques do Complexo Oitis, localizado nos Estados do Piauí e da Bahia.

Linha do tempo da Neoenergia

  • 1997: Início da empresa com a compra, no leilão de privatização, da COELBA (Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia);
  • 2000: Aquisição da CELPE (Companhia Energética do Estado de Pernambuco), em leilão de privatização;
  • 2004: Reestruturação e criação da holding com a adoção do nome Neoenergia e a entrada em operação comercial da UTE Termopernambuco;
  • 2005 e 2007: Leilões e concessões para a empresa;
  • 2008: Início da operação comercial da UTE Termoaçu, leilão de concessão da UHE Baixo Iguaçu e autorização para construção da PCH Sítio Grande;
  • 2009: Inauguração das PCHs Pirapetinga, Pedra do Garrafão, as UHEs Baguari e Corumbá.

2010-2020

  • 2010: Compra da participação de 10% na UHE Belo Monte e início da construção de 10 parques eólicos e assinatura do Instrumento de Compra e Venda com a Iberdrola para aquisição das empresas de cogeração Energyworks e Capuava Energy;
  • 2013: Início das obras de Baixo Iguaçu e a entrada em operação comercial dos parques eólicos Mel e Arizona 1;
  • 2014: Reformulação do acordo de acionistas que rege a parceria entre a Iberdrola e a Neoenergia na FEB;
  • 2015: Conclusão da operação de compra, pela Neoenergia, da participação que a Iberdrola detinha da COELBA e COSERN;
  • 2016-2018: Entrada de diversas operações comerciais e unidades geradoras;
  • 2019: Aprovação da construção da totalidade dos 12 parques do Complexo Oitis, localizado nos estados do Piauí e da Bahia.

Como lucrar com as ações da Neoenergia (NEOE3)?

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Em primeiro lugar, é bom entender que no mercado acionário há várias formas de lucrar através das ações da Neoenergia (NEOE3) na bolsa de valores.

O investidor pode adquirir capital com a venda de suas ações por um valor mais alto que o que se comprou antes. No entanto, é bom se atentar a alguns fatores que podem afetar direto na conquista de seus objetivos financeiros.

Por essa razão, o investidor pode considerar diversificar a carteira de ativos, criando uma carteira que tenha renda fixa e renda variável.

Vale a pena investir na Neoenergia (NEOE3)?

Sendo a segunda maior empresa do setor no País, a Neoenergia tem alguns prêmios, como 1º Prêmio Nacional de Gestão de Ativos do Setor Elétrico. Como ponto positivo, a empresa é uma das maiores distribuidoras de energia na América Latina, além de ter uma boa governança e a dívida sob controle.

Por outro lado, a empresa é muito nova e, por essa razão, não tem um histórico de resultados que possa ser avaliado a longo prazo. Como reflexo disso, por exemplo, não é possível saber se a empresa é uma boa pagadora de dividendos.

Sendo assim, antes de tomar uma decisão no mercado acionário, é bom fazer uma análise fundamentalista. Através dessa análise, então, será possível conferir se seus investimentos são efetivos, seja com a Neoenergia (NEOE3) ou com outra empresa que integre a bolsa de valores.

Escrito por

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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