Home Blog OIBR3: entenda tudo sobre as ações da OI!

OIBR3: entenda tudo sobre as ações da OI!

oi investimentos ações da oi oibr3 oibr4

A Oi (OIBR3) é uma importante empresa para o setor de telecomunicações brasileiro, presente em quase todos os estados do país.

As ações do Oi (OIBR3) estão presentes na bolsa de valores brasileira, a B3, e são uma opção a ser considerada por alguns perfis de investidores.

O que é a Oi (OIBR3)?

A Oi (Oi S.A.) é uma empresa concessionária de serviços de telecomunicações brasileira com ações negociadas na B3 através do ticker OIBR3.

Essencialmente, a companhia é a maior operadora de telefonia fixa e quarta em telefonia móvel no Brasil, além de ser a terceira maior empresa do setor de telecomunicações na América do Sul.

A Oi possui mais de 57 milhões de clientes em todo o país e está presente em mais de 5 mil municípios, sendo a única em 40% deles.

Em 2020, a empresa foi protagonista da maior recuperação judicial de todos os tempos no Brasil.

Além do Oi, outras empresas integram o setor de telecomunicações, como a Telefônica Brasil (VIVT3) e a TIM Participações (TIMP3):

  1. Telefônica Brasil: empresa de telecomunicações com atuação nacional e ações negociadas na B3. Sendo a dona da Vivo, oferece serviços de internet fixa e móvel, ultra banda larga, dados e serviços digitais, TV por assinatura e TI;
  2. TIM Participações: empresa de telefonia brasileira subsidiária da Telecom Itália, oferece serviços de telefonia móvel, fixa e acesso à internet via modem, tablet, celular e banda larga fixa. Líder no segmento 4G, tem suas ações negociadas na B3.

Por conta da relevância da Oi para o mercado e mundo dos investimentos, vale a pena conhecer mais sobre a história da empresa e sua atuação no mercado. Assim, possibilitando aos investidores melhores decisões de investimento.

História da Oi (OIBR3)

logo oi ações da oi oibr3 investimentos

A história da Oi se iniciou em 1988, ainda com o nome de Telemar, sendo uma divisão da Telebrás (Telecomunicações Brasileiras S.A.) após sua privatização.

Nesse ano, o Ministério das Comunicações decidiu dividir a Telebrás em doze companhias, sendo a maior delas a Telemar, com atuação em 64% do território nacional.

No ano seguinte, 1999, a empresa criou o código 31 regional e iniciou o desenvolvimento de sua estrutura de rede digital em fibras óticas.

Foi só em 2002 que a Telemar lançou a Oi, o que era um braço de telefonia móvel da companhia.

Em seu primeiro ano de lançamento, a operadora atingiu 1,4 milhão de clientes e conquistou o direito de operação em serviços de longa distância no país.

No ano de 2006, a Oi foi a primeira empresa brasileira a fornecer serviços de telecomunicações para a Antártica em uma base de pesquisa brasileira.

Oi se torna uma marca única

Em 2007 a Telemar transformou a Oi na marca única da companhia, sendo responsável por todos os produtos oferecidos, sejam eles de telefonia móvel/fixa ou de internet.

Ainda nesse período, a empresa também conseguiu autorização para entrar no mercado de São Paulo e adquiriu a Brasil Telecom por R$5,8 bilhões.

Já em 2009 foi iniciado o processo para a reestruturação societária nas empresas Brasil Telecom, a fim de incorporá-las à Telemar.

O resultado disso foi a formação de uma empresa de telecomunicações com controle acionista completamente nacional, presença em todo o Brasil e capacidade para internacionalização.

No entanto, em 2010 foram executadas algumas mudanças a partir da aliança estratégica entre a Oi e a Portugal Telecom.

Com o objetivo de aumentar a cobertura de banda larga nacionalmente e expandir a atuação da Oi em nível internacional, atingindo a América Latina e África, a Portugal Telecom passou a controlar 25% da Oi, além de obter participação em sua gestão.

Em 2011, a Oi passou a oferecer serviço de TV por assinatura após a aprovação de uma lei permitindo a atividade nas empresas de telecomunicações.

Somente através desse serviço, a empresa alcançou mais de 1 milhão de clientes no período.

Unificação na Bolsa

No início de 2012, a Oi anunciou uma permuta de suas ações com o objetivo de reestruturar-se.

Com isso, a Portugal Telecom passou a ter apenas 0,02% do seu capital e 0,05% de ações ordinárias, antes 11,05%.

No mesmo período, foram iniciadas as negociações da Oi S.A. na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) e na Bolsa de Nova Iorque.

A mudança facilitou o acompanhamento das ações da empresa em um só lugar, o que antes era feito através de diferentes códigos que representavam as companhias que formariam a Oi.

No ano seguinte, 2013, foi anunciada a fusão da Oi e da Portugal Telecom, com sede no brasil e operações em diversos países, como: Brasil, Angola, Moçambique, Portugal, Guiné-Bissau, São Tomé e Principe, Timor-Leste e Cabo Verde.

Nesse período, a empresa atingiu a marca de 100 milhões de clientes e se tornou a maior multinacional de telecomunicações luso-brasileira e uma das maiores do mundo em seu setor.

Entretanto, o que parecia ser positivo para empresa representou o início de sua pior fase.

Prejuízos e recuperação judicial

Para executar a fusão, a Portugal Telecom levantou capital gerando dívida em um banco privado local, que só disponibilizaria o valor muito tempo depois.

Ainda assim, a empresa deu calote na Oi, que precisou negociar a venda da Portugal Telecom através de várias ofertas recusadas e uma tentativa de união com a TIM.

Enquanto as ações da Oi sofriam bastante, o Índice Bovespa se resguardou retirando-as de sua composição.

Em 2015 a Oi obteve um prejuízo total de R$4,4 bilhões no primeiro semestre da operação com a Portugal Telecom.

Com um cenário negativo e más perspectivas, o aumento na venda de suas ações causou uma desvalorização de 80% na cotação de suas ações nos primeiros 11 meses do ano.

No ano seguinte, 2016, a empresa fechou o seu primeiro trimestre já com prejuízo de R$1,64 bilhão e enviou o maior pedido de recuperação judicial da história do país.

Através dele, a empresa buscava estruturar R$65 bilhões em dívidas.

No mesmo período, a empresa reformulou toda sua identidade visual e anunciou um alto número de demissões em busca de estabilização.

Reviravolta histórica

Foi só em 2017 que o pedido foi aprovado, com o Banco do Brasil, BNDES e a Caixa Econômica Federal entre os seus maiores credores financeiros.

Além deles, o Bank of New York Mellon e o Citibank, gestores dos seus títulos internacionais, também se tornaram credores de R$18,1 bilhões e R$15,7 bilhões, respectivamente.

Já em 2018, a Oi conseguiu reduzir sua dívida para R$14 milhões, o que indicou uma perspectiva para o futuro da grande empresa de telecomunicações.

Em 2020, em meio à crise do novo Coronavírus, a empresa seguiu com cortes de gastos eficientes e venda de ativos desnecessários para pagar suas dívidas.

A Oi também elevou em 11,6% seu investimento em infraestrutura e começou a ser indicada por algumas instituições financeiras novamente, mesmo com suas ações passando por forte especulação.

Linha do tempo doa Oi (OIBR3)

  • 1998 – Divisão da Telebrás em doze companhias, entre elas a Telemar;
  • 2000 – Telemar entra para o segmento de internet de alta velocidade;
  • 2001 – Integração das empresas que compunham a Telemar, dando origem a uma única empresa;
  • 2002 – Lançamento da Oi, braço da Telemar responsável pelos serviços de telefonia móvel da companhia;
  • 2004 – Marca de 5 milhões de clientes de telefonia móvel, colocando a Oi na liderança em seu setor;
  • 2006 – Oi se torna a primeira empresa brasileira a fornecer serviços de telecomunicações para a Estação Antártica Comandante Ferraz, na Antártica;
  • 2007 – Oi se torna marca única e passa a atuar também em São Paulo;
  • 2008 – Empresa assume controle acionário da Amazônia Celular e adquire a Brasil Telecom por R$5,8 bilhões;
  • 2009 – Início do processo de integração das empresas Brasil Telecom à Telemar;
  • 2010 – Portugal Telecom e Oi estabelecem uma sociedade estratégica;
  • 2011 – Oi passa a oferecer TV por assinatura e obtém mais de 1 milhão de clientes apenas com o serviço;
  • 2012 – Ações da Oi S.A. passam a serem negociadas na então Bovespa e na Bolsa de Nova Iorque;
  • 2013 – Anúncio da fusão entre a Oi e a Portugal Telecom;
  • 2014 – Após calote financeiro, companhia adquire capitais africanos e portugueses da Portugal Telecom e sofre grande queda em suas próprias ações na Bovespa;
  • 2015 – Oi enfrenta prejuízo de R$4,4 bilhões no primeiro semestre de operações junto à Portugal Telecom e anuncia pretensão de fusão com a TIM;
  • 2016 – Oi é responsável pelo maior pedido de recuperação judicial da história do Brasil;
  • 2018 – Após aprovação, empresa reduz sua dívida de R$65 bilhões para R$14 bilhões em um ano;
  • 2020 – Empresa prossegue com seu plano de reestruturação financeira e passa por um forte cenário especulativo no mercado financeiro.

O que faz a Oi (OIBR3)?

A principal atividade da Oi é a operação de serviços de telecomunicações no Brasil.  A empresa é a maior operadora de telefonia fixa e a quarta em telefonia móvel no país.

Além disso, mesmo com um histórico conturbado, a Oi é a terceira maior empresa do setor de telecomunicações na América do Sul.

Com mais de 50 milhões de clientes em todo o território nacional e uma forte presença em todos os seus municípios, a Oi possui mais de 130 mil empregados diretos e é responsável por 440 mil empregos indiretos no país.

Sem os seus serviços, 2.051 municípios brasileiros ficam sem serviços de internet e telefonia.

A Oi oferece serviços de telefonia fixa e móvel, banda larga, TV por assinatura, transmissão de dados e provedor de internet, com 2 milhões de pontos de Wi-Fi.

Nos últimos anos, tem investido agressivamente no crescimento da sua rede de fibra ótica.

A companhia também é responsável pelo Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC) em todos os estados, exceto São Paulo.

Na B3, bolsa de valores brasileira, a Oi está listada com ações ordinárias (OIBR3) e ações preferenciais (OIBR4). No mercado fracionado, ela está listada com as ações (OIBR3F e OIBR4F)

Como atua a Oi (OIBR3)?

A Oi (OIBR3) é uma empresa do setor de telecomunicações com ampla capacidade de geração de serviços em todo o país.

Sendo a principal provedora dos serviços relacionados ao seu setor no país, ela está presente em quase todo o território nacional. Em alguns municípios, inclusive, sem nenhuma concorrência.

Entre os principais serviços prestados pela Oi, estão:

  • Telefonia Fixa: serve como ponte para a transferência entre pontos terminais de rede em locais fixos, incluindo serviços locais de longa distância, uso de redes e telefones públicos;
  • Telefonia Móvel: serviço responsável pela comunicação entre uma ou mais estações móveis;
  • Transmissão de Dados: interligação entre dois pontos fixos por meio de um enlace determinístico de dados de alta qualidade para uso em exploração industrial de meios de rede;
  • Tv por Assinatura: serviço de televisão com conteúdos exclusivos disponibilizados em uma plataforma multicanal por pagamento mensal.

As ações da Oi (OIBR3): onde e como são negociadas?

As ações da Oi como conhecemos são negociadas na bolsa de valores do Brasil (B3) desde 2012, através de dois códigos:

OIBR3

Ticker utilizado para identificar as ações ordinárias da Oi, que dão o direito a voto e participação nas assembleias da empresa.

Dessa forma, quanto mais ações da Oi um investidor obter em sua carteira, mais influência ele terá sobre as decisões da companhia.

No caso de empresas grandes como a Oi, a participação nas assembleias e decisões do conselho são restritas a acionistas com um volume maior de títulos da empresa.

Sendo assim, para Pessoas Físicas Comuns, a possibilidade de influenciar o futuro da empresa não se torna acessível.

A vantagem das ações ON, nesse caso, são referentes a tendência de valorização em momentos de mudança na gestão da empresa.

OIBR4

Código utilizado para representar as ações preferencias da Oi, que dão aos investidores preferência no recebimento de dividendos e juros sobre capital próprio.

No caso da Oi, essa alternativa acaba não sendo a mais favorável, já que a última vez que a empresa pagou dividendos aos seus acionistas foi em 2013.

O motivo para isso é o momento da empresa, que está prosseguindo com seu plano de reestruturação financeira após a recuperação financeira e judicial aprovada em 2017.

A vantagem das ações PN, nesse momento, se refere à sensibilidade desse tipo de ativo em relação à volatilidade do mercado.

Com isso, eles apresentam uma maior liquidez e, consequentemente, boas chances de lucro no curto prazo.

A Oi também tem ações negociadas em outros dois mercados internacionais:

  1. Bolsa de Valores de Nova York (NYSE): através dos tickers OIBR eC;
  2. Bolsa de Valores do México (BMV): a partir do código OIBRN.

Para comprar ações da Oi no Brasil, basta abrir conta em uma corretora de valores, acessar seu home broker, buscando as opções de títulos oferecidos pela Oi.

Após isso, basta selecionar o ticker desejado e prosseguir com a ordem de compra.

Características das ações da Oi (OIBR3)

As ações da Oi (OIBR3) são negociadas na bolsa de valores brasileira ou B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) e possuem as seguintes características:

A classificação setorial da Oi (OIBR3), segundo o site da B3, é: Comunicações / Telecomunicações.

Além disso, seu segmento de listagem na bolsa de valores é o Nível 1, reservado para empresas que adotam algumas boas práticas de governança corporativa.

As ações da empresa oferecem Tag Along de 80% ON e 80%PN, além de Free Float de 59%.

Como ganhar dinheiro com as ações da Oi (OIBR3)?

ganhar dinheiro investir nas ações da oi

Existem formas variadas de obter bons lucros com as ações da Oi (OIBR3) na bolsa de valores.

Entre elas, o recebimento de dividendos não é uma opção, já que a empresa ainda está em processo de recuperação financeira.

Assim, optando por utilizar seus recursos para pagar suas dívidas e retomar seu crescimento nos próximos anos.

Sendo assim, é possível adquirir lucros a partir da compra e venda das ações da Oi, aproveitando suas oscilações no mercado.

Uma outra estratégia de aplicação pode ser a criação de uma carteira de investimentos diversificada, incluindo opções de ativos da renda fixa e renda variável.

Nesse caso, é importante que o investidor tenha bem definidos os seus objetivos e seu perfil de investidor, assim conseguindo garantir uma melhor rentabilidade e segurança para o seu patrimônio.

BDRs

O BDR é um tipo de ativo que pode ser adquirido por quem deseja investir em empresas negociadas fora do Brasil.

Isso porque ele é um tipo de fundo de investimentos que possui ações estrangeiras em seu portfólio.

Nesse sentido, para investir na Oi no mercado internacional, basta encontrar um BDR que contenha alguma de suas ações e aplicar seu dinheiro.

No entanto, o investidor não se torna, de fato, sócio da companhia nesse tipo de negociação. Isso porque quem realmente adquiriu a ação da Oi foi o BDR escolhido.

Vale a pena investir na Oi (OIBR3)?

A Oi, apesar de seu histórico financeiro conturbado, continua sendo uma forte empresa no setor de telecomunicações em toda América do Sul.

Sua forte presença no território nacional (mais de 2 mil municípios) é um dos pontos que reforça a crença de que a empresa irá se recuperar nos próximos anos.

Além disso, seus cortes de gastos têm sido bastante efetivos, representando uma melhor gestão financeira na empresa. Mas ainda assim, não há perspectivas de mudança total em sua trajetória financeira, pois ela segue enfrentando problemas de queda em seu patrimônio e de margem de mercado.

É importante lembrar que a empresa ainda tem um longo caminho pela frente antes de sua completa retomada financeira – prolongado pela crise do novo Coronavírus em 2020.

Sendo assim, a Oi (OIBR3) ainda representa uma opção de investimento especulativo no momento, que exige uma análise fundamentalista ainda mais cautelosa para os seus potenciais investidores.

Escrito por

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

Compartilhe conosco suas experiências

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *