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Pix: conheça o novo sistema de pagamento instantâneo

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Já precisou fazer um pagamento no fim de semana e teve que esperar até a segunda-feira para realizar? A transferência bancária aos sábados e domingos está mais próxima do que se imaginava no Brasil e tem um nome: Pix.

Em apenas 10 segundos, o Pix pemite que transações financeiras possam ser realizadas sete dias por semana e 24 horas por dia, até mesmo nos feriados.

O Pix, enquanto sistema de pagamentos instantâneos, foi criado pelo Banco Central.

O que são pagamentos instantâneos?

Pagamentos instantâneos são transferências monetárias eletrônicas na qual a transmissão da ordem de pagamento para o usuário recebedor ocorre em tempo real. E, ainda, tudo de forma online.

O novo serviço que se coloca como revolucionário se baseia em alguns pilares:

  • disponibilidade;
  • conveniência;
  • velocidade;
  • segurança

Como é feito o cadastro no pix?

Para acessar esses benefícios, a pessoa física ou empresa precisa ter uma conta transacional – seja ela corrente, poupança ou de pagamento – mantida por um banco, uma fintech ou uma plataforma de pagamentos.

Antes de procurar o banco, é importante saber se a instituição financeira que você tem conta é participante do sistema e está cadastrada junto ao Banco Central – o que deve ser bem possível.

As instituições financeiras que forem contempladas vão entrar em contato com os clientes para que eles façam o cadastro no sistema. Também serão os clientes que vão informar a chave Pix que vai ser usado para o registro.

A chave, por sua vez, é como um código identificador do usuário. É a partir dela que será possível enviar quantias, digitando apenas o celular ou CPF da pessoa que irá receber o dinheiro. Essa identificação da chave pode ser de algumas formas:

  • RG;
  • CPF;
  • e-mail;
  • telefone;
  • número gerado pelo sistema

Como funciona a chave e como acontece a transferência?

Definindo a chave de acesso e autorizando o cadastro, o seu banco, fintech ou plataforma de pagamentos vai enviar a informação do cliente para o Banco Central finalizar o cadastro no sistema.

Uma pessoa física pode ter até cinco chaves por cada conta que estiver sob sua titularidade e cada pessoa jurídica pode ter até 20 chaves, da mesma forma.

Toda conta será única e deverá ter uma chave diferente para que sirva enquanto um “endereço de entrega” único dos valores transacionados.

Para fazer uma transferência ou pagamento, é bem simples: basta acessar o aplicativo da sua instituição financeira e selecionar a opção Pix.

Pagamentos por QR Code ou aproximação (NFC ou MST) também serão suportados.

O serviço não é obrigatório para pessoas físicas e empresas não financeiras, apenas para instituições financeiras com mais de 500 mil clientes.

Porém, a ideia será que ele se popularize pelos seus benefícios.

O Pix é gratuito?

As transferências entre pessoas físicas são totalmente gratuitas e a transferência de um CPF para um CNPJ é gratuito também, mas o estabelecimento estará sujeito a taxas – bem menores que as atuais – para que possa receber os pagamentos.

Ainda, as transações entre pessoas jurídicas também serão tarifadas.

Qual é a diferença do Pix para TED, DOC e Boleto?

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As diferenças começam na forma de pagamento. No TED ou DOC, quem envia o dinheiro precisa conhecer e digitar todos os dados do destinatário: banco, agência, CPF.

No boleto, o pagamento é feito via leitura ou digitação do código de barras.

Já no Pix, o pagador precisa apenas clicar na chave que já está armazenada no celular; no link enviado por quem vai receber o dinheiro ou no QR Code disponibilizado pelo dono da conta destinatária.

Outro diferencial está em ser avisado que recebeu ou pagou: todos os usuários do novo sistema sempre serão notificados sobre o valor transferido ou recebido, o que não acontece no TED/DOC, nem no boleto.

O horário também chama atenção. As transações do TED/DOC acontecem nos dias úteis entre 6h às 17h30 e os boletos podem ser compensados no dia seguinte quando pagos dia de semana e no próximo dia útil quando pagos no final de semana.

O novo serviço, no entanto, permite transações em qualquer dia e horário. De quebra, a velocidade de transferência entra como um pré-requisito básico de qualidade: a transferência bancária não poderá passar de 10 segundos, salvo exceções de congestionamento no próprio sistema.

Qual é o limite de transferência?

Embora não exista um limite de valor definido pelo Banco Central, as próprias instituições financeiras podem definir uma quantia máxima, desde que ela não seja inferior ao já praticado em outros tipos de transferência.

Ou seja, se um banco impõe um limite de R$ 7 mil para uma TED ao cliente, o limite do Pix não pode ser menor do que esse valor para a mesma pessoa em questão.

Os limites serão adotados pelos bancos para manter a segurança das operações e eles devem seguir a mesma lógica de outras transações. As restrições de valor funcionam como forma de evitar fraudes.

Pix Agendado

O recurso ainda permite agendar transações futuras, assim como já acontece com DOC e com boletos.

É possível ainda cancelar o agendamento até a data prevista para a transação acontecer.

É possível transferir para corretora e para o exterior?

Por ora, os clientes não poderão contar com o novo sistema para transferir a uma corretora e terão que continuar fazendo um TED, como já funciona atualmente.

Da mesma forma, não é possível transferir valores para outros países, porque o novo sistema só está conectado a instituições de território nacional.

O sistema, contudo, não é pioneiro no Brasil e já existe em vários países como Índia e no Reino Unido.

O Pix é seguro? Entenda sobre a segurança do serviço

A proposta do Banco Central é oferecer um meio de pagamento competitivo e rápido, mas também seguro.

Com isso, os bancos e instituições financeiras serão também responsáveis pela segurança do sistema e aplicarão suas regras a fim de evitar prejuízos financeiros.

O Banco Central garante que as informações não serão usadas para outros fins que não seja relacionado a transações comerciais ou o monitoramento do próprio sistema.

Com esse prato cheio de novidades, o Pix promove uma grande mudança no sistema financeiro brasileiro.

Escrito por

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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