Poder de compra: entenda o que é e saiba como proteger o seu

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O poder de compra é um fator muito importante dentro da análise econômica. Assim, ao usá-lo como referência, é possível avaliar como uma medida interferiu na renda real do consumidor, por exemplo.

Portanto, o poder de compra é uma ótima forma de demonstrar a inflação em um período de tempo. Por isso, deve-se estar atento e entender como isso funciona no campo da educação financeira.

Explicando o conceito econômico de poder de compra

Economicamente, o poder de compra é a capacidade de adquiri um bem com uma quantidade de dinheiro. Dessa forma, o fator é usado frequentemente para comparar a quantidade de determinado item que era comprado antes com, por exemplo, 10 reais, e quantos do mesmo item são comprados hoje com ‘X’ reais.

O que pode afetar o poder de compra?

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O entendimento do conceito de poder de compra é mais fácil, uma vez que a definição de inflação está clara.

A inflação é o aumento dos preços na economia. Portanto, é comum ouvir que quando há inflação, o poder do consumidor diminui.

Em contrapartida, quando há deflação, uma diminuição dos preços em geral na economia, podemos dizer que o poder de compra do consumidor aumentou.

Sendo assim, a inflação é medida por diversos índices, que passam por constantes atualizações e avaliações, para que se tenha uma dimensão do impacto no poder de compra do brasileiro.

  • IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo;
  • INPC – Índice Nacional de Preços ao Consumidor;
  • IPG-M – Índice Geral dos Preços – Mercado.

O poder de compra também tem relação com a moeda nacional. Sendo assim, existem alguns índices que medem a quantidade de um produto internacional que pode ser comprado com o salário mínimo dos países.

Um exemplo de um desses índices é índice do Big Mac, que compara quantos do sanduíche podem ser comprados com um salário mínimo do local.

Se nos Estados Unidos, por exemplo, com o salário mínimo é possível comprar 100 Big Macs, e no Brasil, com o salário mínimo local, 30 Big Macs, conclui-se a desvalorização do real em relação ao dólar.

Logo, percebe-se com essa situação que o poder de compra do brasileiro é baixo, comparando-o com o poder de compra do americano.

Como manter o poder de compra?

Sabemos que em época de alta na inflação, o natural é que a redução no poder de compra dos consumidores em geral.

Entretanto, existem algumas medidas que o consumidor pode tomar para amenizar os impactos inflacionários sobre o poder de compra da moeda.

1. Ter investimentos com rentabilidade acima da inflação

Independente do perfil do investidor, é possível organizar uma carteira de investimentos que tenha uma rentabilidade acima da inflação.

Investimentos de renda fixa, como o Tesouro Direto, por exemplo, podem ser uma ótima opção para quem está buscando se proteger da inflação.

Assim, esse é um título público que pode estar com indexação à taxa de inflação e a sua rentabilidade é estabelecida no momento da compra.

Além disso, o investidor pode estar atento a debêntures e alguns fundos imobiliários, que rendem acima da inflação.

2. Buscar formas de renda extra

Outra forma de corrigir uma possível perda de poder de compra pessoal, é buscar formas de garantir renda extra.

Se, com os mesmos recebimentos, hoje, você não pode comprar os mesmos bens e produtos que comprava em um período anterior, talvez, esperar uma valorização da moeda não seja a melhor solução.

Então, busque novas formas de complementar sua renda de uma forma prática, e garanta os produtos e serviços necessários, independentemente se houve uma desvalorização da moeda ou não.

  • Alugar um quarto na sua casa ou apartamento;
  • Alugue alguns bens que você não usa muito no dia a dia. Pode ser sua bicicleta, prancha, vídeo game e, até mesmo, o seu carro;
  • Cuide e passeie com cachorros;
  • Venda de bens usados.

Assim, existem diversas maneiras de ganhar uma renda extra, basta você entender qual forma vai ser mais rentável e fácil.

3. Use comparadores de preços

Em épocas de alta inflação, comparar bem os preços dos produtos podem ser uma ótima saída.

Dessa forma, se houve um aumento nos preços dos produtos que você consumia normalmente, compare os preços das marcas que você consumia com outras marcas mais baratas.

Certamente, você vai conseguir comprar os mesmos produtos com um investimento semelhante ao período antes da inflação, mas, agora, consumirá outras marcas.

Para fazer essas comparações, além de pesquisar, você pode usar aplicativos de comparação de preços. Isso pode facilitar muito o seu trabalho.

Por fim, vale lembrar que é comum que a inflação flutue, mas, o consumidor não deve deixar que seu poder de compra seja comprometido por conta dessas variações. Além de ter uma reserva de emergência para essas situações, é indicado saber ganhar dinheiro com essas circunstâncias econômicas.

 

Como definir o poder de compra?

O poder de compra é a capacidade que o dinheiro de um país tem de comprar bens e/ou serviços e está ligado as variáveis macroeconômicas de um país, como a inflação.

O que significa deflação?

A deflação é o oposto da inflação, ou seja, caracteriza o aumento do poder de compra do dinheiro.

O que pode afetar o poder de compra?

A inflação é medida por diversos índices para entender o impacto no poder de compra do brasileiro. Alguns deles são o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

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Arthur Dantas Lemos

Arthur Dantas Lemos

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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