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Poupança: vale a pena investir? Descubra!

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Sem dúvida alguma, a poupança é o tipo de investimento mais popular entre os brasileiros. No entanto, felizmente, isso está para mudar.

Mesmo bastante prática, a poupança não tem a capacidade de oferecer os mesmos resultados de outros produtos financeiros.

Por isso, é preciso entender quais os pontos positivos e negativos da poupança para que você consiga tomar melhores decisões de investimentos.

O que é a poupança?

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A poupança, ou caderneta de poupança, é um tipo de investimento feito através da conta poupança, sendo de baixo risco.

No entanto, assim como outros produtos financeiros de renda fixa, ela oferece baixa rentabilidade. Mesmo assim, ela acaba sendo bastante popular entre os investidores conservadores.

A poupança, inclusive, possui garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para aplicações abaixo de R$250 mil reais.

Sua rentabilidade é definida pelo Banco Central, e por isso, todas as instituições financeiras são obrigadas a praticar a mesma correção para esse investimento.

Já do ponto de vista econômico, a poupança ou o ato de poupar é o acúmulo de capital para investimentos futuros.

Surgimento da poupança

A poupança brasileira possui mais de 150 anos de existência, sendo criada em 1861 por Dom Pedro II. Seu objetivo era atender as populações mais pobres do Brasil Imperial.

Ela tem esse nome, pois, logo após o depósito, o investidor recebia um caderno (ou caderneta) com anotações sobre suas movimentações financeiras.

Uma curiosidade interessante é que, desde sua criação até hoje, o pagamento de juros anual é de 6% ao ano.

Além disso, só em 1964 foi criada a “correção monetária“, com o objetivo de proteger seus rendimentos da inflação. Nesse momento, além da correção foi acrescida da “taxa real”, de 0,5% ao mês.

Rendimento atual da poupança

Em geral, a remuneração oferecida pela poupança não é realmente atraente para os investidores.

Na verdade, muitos acabam utilizando-a simplesmente por não entender melhor o mercado financeiro e o considerarem complexo.

Quando ocorre a redução da Taxa Selic, indicador das taxas de juros, ela se torna um pouco mais atraente por ser isenta de tributações do Imposto de Renda e IOF.

No entanto, de acordo com a legislação atual, seu rendimento deve ser de 0,5% ao mês somente quanto a Selic for maior que 8,5% ao ano.

No caso de um percentual inferior, como o atual, sua rentabilidade é calculada como sendo 70% do valor da Selic mais a taxa de referência (TR).

Por isso, é bastante perceptível que ela não é a opção mais vantajosa entre os investimentos disponíveis atualmente ao cidadão de maneira prática.

Como funciona a conta poupança?

A conta poupança é uma modalidade de conta bancária que serve para que o cidadão poupe o seu dinheiro de maneira prática.

Ela tomou o lugar do antigo caderno, sendo regulada pelo Banco Central.

No entanto, por servir para fins de aplicação financeira, ela não disponibiliza grandes movimentações além de:

  • 2 saques;
  • 2 transferências;
  • 2 extratos mensais.

Para abrir conta poupança, não é preciso ter alguma conta no banco. Na verdade, só é exigida a apresentação das seguintes documentações:

  • Documento de identidade (RG);
  • CPF;
  • Comprovante de residência.

Quando feita para um menor de idade, é obrigatória a presença de um responsável legal no momento de abertura.

Vale lembrar que os bancos são proibidos de cobrar taxas ou tarifas de clientes que possuam apenas a conta poupança.

Vale a pena investir na poupança?

A poupança é bastante conhecida por ser simples e prática, já que, caso o investidor precise do dinheiro aplicado, é necessário apenas sacá-lo.

No entanto, essa praticidade acaba tendo um preço: a baixíssima rentabilidade.

O problema da inflação

A inflação, em resumo, pode ser entendida como o processo de aumento de preços, sendo medida por vários índices, como o IPCA.

Sua relação com a poupança é bastante conflituosa, já que, dependendo do IPCA, o rendimento da poupança pode ficar abaixo desse índice.

Isso significa que o poder de compra do investidor está, cada vez mais, diminuído. Para entender melhor, confira o exemplo a seguir:

  • Um produto custa R$20 reais em 2020 e, após 10 anos, está anunciado por R$30.
  • Portanto, um investimento de R$20 em 2020 precisa render mais de R$10 até 2030 para ter uma rentabilidade real.
  • Caso contrário, mesmo ganhando dinheiro, o investidor perdeu seu poder de compra.

Cada vez mais ao longo dos anos, é isso que tem acontecido com os investimentos dentro da poupança.

Por isso, sem dúvidas, ao utilizar a poupança, você estará perdendo dinheiro com rentabilidades abaixo do aumento da inflação.

Qual a liquidez da poupança?

A liquidez é a capacidade de conversão de um bem em dinheiro real.

Ou seja, nas operações financeiras, ela representa a velocidade em que uma aplicação libera o recebimento do dinheiro ao investidor.

Na poupança, esse período é imediato, logo a liquidez deste investimento é altíssima.

Portanto, quem quiser pode resgatar o valor aplicado na conta poupança a qualquer momento, sendo um ponto positivo de acordo com o objetivo financeiro do investidor.

Para isso, basta transferir o valor para sua conta corrente.

Vale lembrar que isso pode ser perigoso para pessoas com pouco controle financeiro, prejudicando o rendimento (já baixo) da aplicação.

Quais os investimentos mais rentáveis que a poupança?

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Qualquer opção de investimento, seja de renda fixa ou variável, possui maior rentabilidade que a poupança.

Por isso, só resta ao investidor encontrar uma opção mais adequada à objetivos.

Entre os produtos financeiros mais populares entre os investidores, estão:

Tesouro Direto

O Tesouro Direto (TD) é um título público emitido pelo Governo. Ele serve para custear os investimentos públicos, auxiliando a União.

Ou seja, ao investir no Tesouro, você está literalmente emprestando dinheiro para os cofres públicos, que será devolvido com juros.

Essa correção pode ser prefixada, acompanhar a Taxa Selic ou o IPCA, já que existem diversas opções disponíveis.

Quando prefixado, o investidor sabe exatamente quanto vai receber após o prazo de vencimento do título. Já no caso do Tesouro Selic, a quantia paga é 0,1% + Taxa Selic.

Quando baseado no IPCA, os juros também podem variar, estando entre 4,20% e 4,70% mais o índice do IPCA.

Para isso, é preciso escolher uma instituição financeira, que terá a missão de gestão dos títulos, cobrando ou não alguma porcentagem por isto.

Um ponto positivo do Tesouro Direto é que é possível começar a investir com apenas R$30.  Porém, ele está atrelado á cobrança de Imposto de Renda sobre os rendimentos.

CDI

Os Certificados de Depósito Interbancários (CDIs) incluem também:

  • Certificados de Depósito Bancário (CDB);
  • Letras de Crédito Imobiliário (LCI);
  • Letras de Crédito do Agronegócio (LCA).

Eles surgiram por conta a determinação do Banco Central sobre o caixa dos bancos, que deve estar positivo ao final do dia.

Portanto, os bancos com mais depósitos emprestam às instituições com mais saques.

Esse empréstimo tem o período de apenas um dia, sendo atrelado à cobrança de uma taxa chamada de CDI ou taxa de DI.

Portanto, os títulos emitidos nessa tipo de investimento são privados, sendo usados para financiar os empréstimos entre financeiras.

No caso do CDB, o título serve para qualquer tipo de empréstimo, sendo bastante utilizado para o crédito pessoal ou cheque especial.

Já o LCI engloba os títulos emitidos para financiar empréstimos imobiliários, como a hipoteca e o financiamento. Enquanto o LCA, investimentos em agropecuária.

Bolsa de valores

Os investimentos na Bolsa de Valores, ao contrário dos citados anteriormente, são de renda variável.

Eles são títulos emitidos por empresas de qualquer natureza que desejem captar recursos para investimentos em sua infraestrutura.

Para isso, ela só precisa seguir algumas regulamentações específicas, como a abertura de capital.

Por serem diretamente relacionados ao desempenho do negócio, eles podem ter seus valores aumentados ou reduzidos. Por isso, são considerados investimentos de alto risco.

Conclusão

Como visto, existem diversas opções disponíveis para o investidor que deseja ter rendimentos realmente úteis ao longo do tempo.

Por isso, antes de escolher pela Poupança, analise outros produtos financeiros e escolha o que seja realmente melhor para sua vida financeira.

Escrito por

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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