PPR: entenda como funciona o programa!

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Um dos pilares do empreendedorismo está nas boas práticas empresariais. Sendo assim, uma das estratégias usadas por empresas para remunerar seus funcionários é o PPR.

Visto como um objeto de integração entre o capital gerado e o trabalho, o PPR – sigla para Programa de Participação de Resultados – é um programa que incentiva a produtividade.

Em linhas gerais, o PPR é uma forma de remuneração que varia de acordo com o alcance de metas e cumprimento de estratégias. No geral, esse tipo de programa mostra altas elevações nos resultados das empresas.

Como funciona o PPR?

O PPR funciona como um programa de motivação aos colaboradores, que vincula o ganho financeiro à produtividade, já que a empresa divide os ganhos com os profissionais.

Deste modo, ele é uma estratégia para atração e retenção de pessoas. Sendo assim, seu objetivo é reduzir o turnover.

Isso porque, quando um funcionário se parte ativa da organização, isso melhora naturalmente processos, performance, engajamento. Como consequência, melhora os resultados.

Portanto, o programa acaba sendo positivo para ambos os lados – empresa e trabalhadores -, já que permite aumentar os resultados da companhia e incentiva os profissionais que dela participam.

Quais as regras do PPR?

Como primeira regra, a empresa deve definir qual o valor que vai ser entregue aos funcionários. Isso pode variar bastante. A quantia pode ser uma porcentagem sobre os salários ou fixo.

Do ponto de vista legal, o programa teve regularização em 19 de dezembro de 2000, com a lei 10.101. Após isso, em 20 de junho de 2013, por meio da Lei 12.832, tiveram algumas mudanças. Por exemplo, as regras para a participação definidas pela comissão paritária devem ser claras e objetivas.

Portanto, isso envolve informações quanto à periodicidade de distribuição, período de vigência e os prazos para a revisão do acordo.

Para isso, escolhem-se alguns indicadores de produtividade, qualidade e lucratividade. Eles podem ser globais, setoriais ou individuais.

A elegibilidade ao programa também ocorre a partir de alguns critérios que definem o recebimento ou não do benefício, como, por exemplo:

  1. Estar ativo na data fim da apuração;
  2. Ter proporção nas admissões dentro do período de apuração;
  3. Mostrar um período de afastamento menores que 180 dias;
  4. Demissões proporcionais dentro do período de apuração.

A lei determina que o pagamento não pode ocorrer por mais de duas vezes no mesmo ano. Além disso, os beneficiados devem ter vínculo com a empresa.

Outro ponto importante é que o valor distribuído aos trabalhadores não tem natureza salarial, sendo assim, não há encargos trabalhistas para o empregador.

No entanto, para o empregado, sobre o valor recebido é tributado o imposto de renda sobre a fonte, em tabela aplicável somente para o PPR.

Vantagens e desvantagens do PPR

Como todos os programas, existem vantagens e desvantagens do PPR. Em primeiro lugar, como ponto positivo, ela permite alcançar objetivos específicos e oferece maior credibilidade por parte dos funcionários.

Além disso, ele permite o uso de formas de aferição sobre indicadores já conhecidos, assim como maior facilidade de apuração e entendimento dos resultados. Junto a isso, o programa pressupõe um espírito de equipe, o que minimiza resistência ao modelo.

Ainda, o PPR permite maior solicitação de melhorias de sistemas da empresa por parte dos funcionários e a redução de custos, o que é bastante interessante.

Por fim, esse programa permite conhecer melhor o desempenho de unidades e aumenta a qualidade, promovendo inovações de processos e produtos.

Do outro lado, as desvantagens do PPR são, por exemplo, o pagamento mesmo em situações de prejuízos e o conhecimento específico para avaliação de resultados.

Além disso, ele demanda unidades menores para menor controle e tem a chance de concorrência entre unidades, o que pode gerar conflitos internos. Por último, ainda, o programa mostra dificuldade de atingir objetivos quando são mal definidos ou intangíveis.

Diferenças entre PPR e PLR

O Programa de Participação nos Resultados costuma ser confundido com o Programa de Participação nos Lucros e Resultados (PLR). No entanto, há algumas diferenças entre os dois.

No PLR,  se divide parte dos lucros de uma empresa tidos em um período com os funcionários. Vale lembrar que essa porcentagem se decide antes.

O maior objetivo dos programas de PLR é disparar maior motivação e, assim, gerar melhores resultados. Para que isso se torne possível, o capital humano da empresa deve ser objeto de motivação, se compromentendo com os objetivos da empresa.

Além disso, a PLR deve ser uma relação de equilíbrio e parceria que resulte em acréscimo de renda para o empregado. Ao mesmo tempo, o programa representa um efetivo acréscimo de lucro para a empresa.

Já no PPR, por outro lado, o bônus se ganha a partir do alcance de metas bem específicas. E isso também podem incluir o aumento do lucro.

O que fazer com essa renda extra do PPR?

É comum que, ao receber uma renda extra, as pessoas acabem se descontrolando financeiramente. Por isso, uma dica para não direcionar mal o seu dinheiro é, por exemplo, observar a sua realidade financeira.

Por exemplo, se você está desorganizado e tem algumas dívidas, você pode usar esse valor para a quitação delas. Isso vai permitir uma maior segurança para sua vida financeira a longo prazo.

No entanto, se você vive em um padrão de vida já estável, com sua renda fixa cobrindo as despesas, esse valor pode ir para alguns “luxos”. Esses luxos podem ser seus objetivos de curto prazo, como, por exemplo, comprar um produto novo.

Muitas vezes, a renda de uma pessoa não permite que ela faça um curso ou atividade que quer muito mas ainda não conquistou. Nesse caso, de acordo com o valor, seria possível contratar o serviço, como por exemplo, o pacote anual de uma academia.

Por fim, caso o funcionário tenha interesse no universo dos investimento, ele ainda pode usar essa renda adicional para aportar em algum tipo de aplicação. Sendo assim, ele vai começar a construir uma carteira de ativos. É importante, no entanto, ter uma reserva de emergência para tal.

Por essas razões, então, o PPR se mostra vantajoso, já que traz benefícios para a empresa e seus funcionários. Portanto, cabe a companhia observar como e quando usar esse programa.

Qual a diferença entre PPR e PLR?

No PLR, se divide parte dos lucros de uma empresa tidos em um período com os funcionários. Já no PPR, o bônus se ganha a partir do alcance de metas bem específicas.

Como o PPR funciona?

O PPR funciona como um programa de motivação aos colaboradores. Portanto, ele vincula o ganho financeiro à produtividade, uma vez que empresa divide os ganhos com os profissionais.

Quais as vantagens e desvantagens do PPR?

Como ponto positivo, o PPR permite alcançar objetivos específicos e oferece maior credibilidade por parte dos funcionários. No entanto, o pagamento acontece mesmo em situações de prejuízos.

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Arthur Dantas Lemos

Arthur Dantas Lemos

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

Comentários:

3 respostas

  1. Pessoal do Empreendedor parabéns pela publicação sobre PPR são atitudes assim que motivam a empreender mais em benefícios ao colaboradores da empresa.

    1. Joseana, como é uma verba de natureza indenizatória, não deve entrar na base de cálculo da pensão alimentícia, já que não compõe a remuneração habitual do trabalhador.

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