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Princípios contábeis: entenda o que são e como funcionam!

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O mundo dos negócios pode ser um pouco complexo, principalmente, no quesito da gestão e contabilidade de empresas, além dos processos burocráticos: declaração do imposto de renda. Dentro dessa perspectiva, existem os princípios contábeis.

Os princípios contábeis funcionam por meio de postulações sobre o viés do que seria considerada uma boa gestão empresarial e contábil, diante profissionais, é encarado como um manual a seguir.

Então, os princípios contábeis são paradigmas que o contador ou gestor de uma empresa deve seguir devido as normas de conduta social e implicações legislativas.

Ou seja, os princípios da contabilidade são elementos que conduzem a prática profissional de gestores, contadores e empreendedores, relativo as suas preocupações com padrões a seguir de credibilidade, dinâmica e posicionamentos. Otimizando a relação com a educação financeira.

Quais são os princípios da contabilidade?

Os postulados e princípios contábeis no Brasil, surgem por meio de resoluções do Conselho Federal de Contabilidade a partir de reflexões sobre a contabilidade de custos e características patrimoniais que perpassam uma empresa.

Portanto, entre os exemplos de princípios contábeis:

  • Princípio da entidade;
  • Princípio da continuidade;
  • Princípio da competência;
  • Princípio do registro pelo valor original;
  • Princípio da oportunidade;
  • Princípio da prudência.

Princípio da entidade

É o princípio que considera que o patrimônio da empresa deverá ser dissociado da contabilidade e do patrimônio da entidade que o organiza, principalmente, a separação entre os patrimônios pessoais do empreendedor e da empresa.

É muito comum em negócios geridos por membros de família, por pequenas empresas e para alguns microempreendedores individuais. Além disso, existem implicações judiciais, por exemplo, em caso de falência e a grande geração de dívidas.

Princípio da continuidade

É uma ideia básica para qualquer negócio, consiste na sua existência. Essa ideia parte do princípio que qualquer empresa deverá continuar existindo sem um tempo determinado, é justamente isso que o princípio da continuidade aborda.

Esse aspecto é levado em consideração especialmente quando investidores estão em busca de prospecções futuras sobre a empresa, já que gera uma insegurança jurídica e traz consequências tributárias (em caso de fechamento de uma empresa).

Princípio da competência

É determinado por meio do registro das transações realizadas, é necessário registrar todas as entradas e saídas, mesmo que recebidos ou não.

Esse preceito é instaurado por um tipo de regime de competência em que a receita se concretiza pelo compromisso, ou seja, através de aplicações, investimentos, cobranças em vendas a prazo, doações, entre outros.

Em contrapartida, as despesas são assumidas como obrigações e até mesmo contingenciamentos, por exemplo, o custo relativo ao desgaste de maquinários, baixas no estoque de mercadorias e ações para suprir essas necessidades.

Princípio do registro pelo valor original

É um princípio que se baseia no registro de bens e itens patrimoniais de acordo com seus valores originais. Por exemplo, no momento da fabricação ou aquisição de um determinado bem é realizada uma avaliação correspondente a moeda vigente do país.

Além disso, é considerado também os custos para que aquele bem passe a efetivamente gerar benefícios para a empresa.

Princípio da oportunidade

Parte da premissa que é necessário registrar as variações que o patrimônio de uma empresa sofre, nesse caso, são levados em conta os aspectos físicos e monetários.

Princípio da prudência

É uma reflexão sobre os patrimônios líquidos, passivos e ativos de uma empresa. Nesse aspecto, existe um balanceamento que parte da premissa de não antecipação de lucros e previsão de possíveis prejuízos que possam vir a acometer a empresa.

Por fim, os princípios contábeis são premissas que norteiam a atividade contábil, com particularidades que promovem a boa condução de empresas.

Escrito por

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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