Home Blog Produção enxuta: entenda o que é o conceito de lean manufacturing

Produção enxuta: entenda o que é o conceito de lean manufacturing

producao enxuta

Em um momento de crise, a Toyota precisava se equiparar com a Ford e demais concorrentes, e através do lean manufacturing, encontrou uma maneira de diminuir tempo de produção e reduzir os custos. Esse processo desenvolvido pela empresa foi conhecido posteriormente como produção enxuta.

A produção enxuta funciona mais como uma forma de pensar do que um modelo aplicável e reproduzível. É um olhar sobre os processos do negócio, buscando torná-los mais ágeis, aprimorados, pautando-se na produção sob demanda (sem estoques).

Então, a produção enxuta é uma metodologia de produção que visa amenizar os indicativos de desperdício. Contudo, simultaneamente, visa entregar ao cliente: aquilo que ele deseja, na hora em que deseja e da forma que deseja. Mas será que isso é importante para o empreendedorismo?

Quais são os desperdícios previstos pela produção enxuta?

A gestão de projetos pode impactar de diferentes formas uma empresa.

No caso, aqueles que são pautados na produção enxuta, geralmente, aplicam os valores do sistema Kaizen (melhoria contínua), do toyotismo (produção ágil e sob demanda) e do Kanban (gestão dos fluxos processuais).

Portanto, sob a perspectiva lean, os desperdícios previstos em uma produção enxuta são:

  • Produção em excesso – a produção geralmente está atrelada ao planejamento e a prospecção de vendas, por isso, quando se produz mais do que se vende, gera o desperdício. Essa acepção se dá por conta de uma falha ou equívoco de planejamento;
  • Espera;
  • Processamento impróprio ou desnecessário – durante uma trajetória produtiva, existem processos que podem ser executados de maneira equivocada ou até mesmo, processos que poderiam deixar de existir, pois isso prejudica a linha de produção;
  • Estoque – o desperdício com estoques se dá no momento em que eles estão acumulados e não existirá o escoamento, ou seja, já teve um custo para produzir e manter, e agora terá um prejuízo por não obtenção de venda;
  • Transporte e excessos – alguns recursos podem ser averiguados, por exemplo, um caminhão-cegonha na ida, leva carros do norte ao sul do país, mas retorna vazio. Esse problema logístico e é uma forma de desperdício, além de outros nesse mesmo viés;
  • Esforço intelectual e movimentação desnecessária: por exemplo, uma empresa tem um funcionário que precisa se locomover entre sedes para buscar ferramentas, ou seja, esforço desnecessário que poderia ser solucionado com um rodízio de ferramentas;
  • Defeitos, retrabalhos ou correções: o reprocesso ou correções para alguns setores, são caríssimos. Mas não só isso, os defeitos podem gerar perda de percepção de valor.

Como funciona o lean manufacturing?

O termo lean significa uma abordagem sobre tudo aquilo que decorre da produção e entrega de produtos e serviços.

Ou seja, se a matéria prima obtida é a correta/melhor, se a quantidade entregue ao cliente foi a necessária, se o desperdício foi minimizado, se é flexível e afins.

Por sua vez, o sistema lean surge da prática do toyotismo ou sistema Toyota, que prezava pela gestão de atividades aprimorável e um modelo de produção com ausência de estoques. Funcionando, portanto, sob a demanda do cliente.

A partir dessa perspectiva, surge a manufatura enxuta ou lean manufacturing que tem como principais premissas:

  • Busca pela qualidade e alta entrega de valor: parte da detecção primária de problemas e uma procura rápida por soluções. Além disso, é a constante preocupação com valor percebido e o valor entregue ao cliente;
  • Desperdício reduzido ou minimizado: é a eliminação de atividades que não agregam algum valor para o produto, serviço e afins. É pautado em um pensamento voltado a otimização do uso de recursos (pessoas, capital e espaço);
  • Aprimoramento constante: é viabilizado através da constante reflexão e percepção do que se pode reduzir custos, de qual abordagem poderá melhorar produtividade, de como aumentar a qualidade e até mesmo a troca de informações (interna e externa);
  • Oferta on demand: parte do princípio de sempre oferecer seus produtos ou serviços sob demanda. Isso elimina a necessidade de estoques, armazenagem, segurança e consequentemente, direciona o escoamento dos produtos – evitando prejuízos;
  • Apresentar flexibilidade: atua sobre a questão de produzir rapidamente, mas ainda assim, conseguir produzir de forma diversificada e com um leque mais abrangente de produtos, sem comprometer a eficiência;
  • Relacionamento e construção de relações: interagir sempre com o cliente e com os fornecedores, de forma produtiva. Basicamente, a manutenção das relações de longo prazo que servirá para concessão de melhores prazos, informações e até assumir riscos.

Por fim, a produção enxuta é uma filosofia para o desenvolvimento não dispendioso e com aprimoramento constante. Por isso, é uma fórmula flexível e que pode ser aplicada em diversos setores, desde que pensada estrategicamente e que a mudança, não prejudique o desenvolvimento já atingido.

Escrito por

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

Compartilhe conosco suas experiências

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *