RDB: como funciona esse investimento?

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Os investimentos em renda fixa estão cada vez mais requisitados por pessoas que desejam rendimento superior à poupança, e ainda assim, ter segurança e flexibilidade em relação ao seu dinheiro. Uma dessas alternativas acontece através do RDB.

RDB, é uma possibilidade para quem quer trazer diversificação para a carteira de investimentos ou até mesmo desenvolver uma reserva de emergência.

O que é RDB?

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O RDB (Recibo de Depósito Bancário), é um título privado de renda fixa, emitido por instituições financeiras para conseguir captar recursos para exercer as suas atividades.

Esse título funciona através da disponibilização de um investimento por uma instituição. Assim, ela oferece uma taxa de juros e depois, usa o dinheiro que foi captado para emprestar a pessoas que precisam daqueles recursos.

Dessa forma, o investidor que opta pelo RDB, está emprestando dinheiro para que a empresa faça essa transação para os clientes. E a taxa de juros que é paga pelo empréstimo, refere-se à rentabilidade do investimento.

CDB e RDB:

O CDB (Certificado de Depósito Bancário) possui muitas semelhanças com o RDB, mas não são a mesma coisa. Algumas características parecidas:

  • Ambos são títulos de renda fixa;
  • Emprestam dinheiro para instituições financeiras;
  • Protegidos pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito);
  • Podem ser remunerados de três formas (prefixados, pós-fixados e mistos);
  • A remuneração pode aumentar de acordo com o valor investido, risco do emissor e o prazo para resgate.

Já algumas características distintas são:

  • CDB tem maior liquidez;
  • RDB é um investimento mais difícil de ser encontrado;
  • CDB pode ser negociado antes da data de vencimento, já RDB não são negociáveis.

CDB ou RDB: qual é o melhor investimento?

A escolha entre um ou outro é muito particular, o melhor investimento é aquele que supre as demandas do investidor de acordo com o momento em que ele está e o momento em qual se vê futuramente.

Ou seja, algumas questões devem ser levantas, por exemplo: o perfil do investidor, em quanto tempo se pretende resgatar aquele investimento, qual é a disponibilidade financeira atual etc.

Por exemplo, o investimento em CDB é mais flexível devido a sua alta liquidez, dessa forma, é indicado para quem quer começar uma reserva de emergência ou pode, eventualmente, precisar do dinheiro em um curto período de tempo.

Já o RDB, só possibilita o resgate no vencimento. Em alguns casos, possibilita recuperar aquele valor investido, no entanto, o investidor pode perder um valor considerável com essa antecipação.

Além disso, é preciso tomar cuidado com a questão do aporte mínimo (valor pago para entrar) e se a empresa é condizente com o seu perfil.

Por isso, é melhor direcionar mais esforços para investimentos que podem trazer mais rendimento. No entanto, se ainda assim o investidor quiser ter uma base melhor em RDB e investir com segurança, é imprescindível estar ciente sobre os tipos de remuneração e os custos envolvidos.

Quais são os tipos de remuneração do RDB?

Existem três formas base de remuneração através desse “empréstimo” para a instituição financeira. São elas:

  • Prefixadas: o investidor sabe qual será o rendimento do seu investimento desde o momento da aplicação. Por exemplo, 12% a.a.;
  • Pós-fixadas: nessa modalidade, não existe uma definição da remuneração ao final do período do investimento. Como, o rendimento pode estar com uma taxa de 120% do CDI a.a.;
  • Mistas: nesse caso, uma parte do rendimento pode estar atrelada ao IPCA e somado aos juros, por exemplo, o rendimento de 5% a.a.

Quais são os custos do RDB?

O investidor que opta pela compra de RDB não está exposto à cobrança de taxa de administração, mas ainda assim, terá que pagar os impostos referentes.

De acordo com uma tabela regressiva válida para a renda fixa, é possível saber qual a incidência:

DE ATÉ ALÍQUOTA
1 dia 180 dias 22,5%
181 dias 360 dias 20%
361 dias 720 dias 17,5%
721 dias Em diante 15%

Além disso, é importante lembrar que o IOF também pode incidir sobre os rendimentos, no entanto, isso só acontece se o investidor resgatar o dinheiro em menos de 30 dias após feita a aplicação.

RDB na prática:

Para melhor ilustrar quanto seria o rendimento de um RDB frente à poupança, vamos imaginar a seguinte situação:

Um investidor tem o valor de R$1.000 e quer comprar um RDB  pelo prazo de 36 meses. O emissor desse RDB, que chamaremos de “Amarelo Financeira”, disponibiliza ao investidor (por esse valor e esse prazo), o rendimento de 129% do CDI. Lembrando que, nesse caso, o investidor pagaria a taxa de IR de 15% (porque superou o período mínimo de 721 dias) e estaria isento do pagamento de IOF. 

Levando em consideração esses valores, ao final do período, o investidor teria o rendimento de R$228 no RDB , contando com o desconto do imposto. Ou seja, ao final daquele período, o investidor resgataria R$1.228. 

Se, pelo mesmo período de tempo e pelo mesmo valor, o investidor tivesse colocado o dinheiro na poupança, o rendimento seria de R$135. Isto é, estaria deixando de ganhar R$93, ainda que tivesse passado a mesma quantidade de tempo investindo o mesmo valor do RDB. 

Em geral, a maioria dos investimentos em renda fixa oferecem opções mais vantajosas se comparados à poupança. Por isso, é uma escolha válida para conservar o patrimônio.

Vale a pena?

Em conclusão, se levarmos em consideração uma análise comparativa, vale a pena investir em RDB. Mas, como falado anteriormente, tudo depende das demandas e disponibilidades do investidor.

Além disso, é importante buscar um emissor que tenha uma boa reputação. Porque, mesmo que o RDB tenha proteção do FGC, é importante evitar dores de cabeça. Principalmente para quem vai investir valores superiores à R$ 250 mil (valor limite protegido pelo Fundo Garantidor de Crédito).

Ou seja, mesmo que o investidor tenha o RDB garantido pelo FGC, se ele investir R$500 mil, por exemplo, e a emissora “der um calote”, apenas parte do seu patrimônio estará previsto para ressarcimento. Nesse caso, apenas 50% voltará para posse.

RDB é uma opção de renda fixa que traz algumas possibilidades com mais segurança e assertividade, porém, é importante conhecer bem a instituição em que se vai investir.

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Arthur Dantas Lemos

Arthur Dantas Lemos

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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