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Reinvestimento: para que serve?

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Quem quer começar a realizar investimentos, geralmente, não pensa na futura necessidade de realizar um reinvestimento.

Apesar de ser uma prática necessária, o reinvestimento não é uma atividade muito pensada no universo dos ativos. Sejam eles de renda fixa ou de renda variável.

O que é reinvestimento?

O reinvestimento, como o próprio nome sugere, é a prática de fazer um novo investimento através dos recursos disponíveis. Sejam eles provenientes da rentabilidade de uma aplicação já existe ou não.

Então, imagine a seguinte situação:

Você faz uma aplicação no tesouro direto e, a partir dessa aplicação, existe uma rentabilidade.

Muitas pessoas podem resgatar aquele valor total e utilizar no dia a dia, no entanto, existe a possibilidade de se praticar o reinvestimento.

Você resgata o montante total (valor investido + valor do rendimento) e reinveste na mesma aplicação (tesouro direto) ou até mesmo em outra (ações, por exemplo).

Depende de quais serão seus objetivos financeiros e quais as vantagens e desvantagens de reaplicar naquela opção de investimento.

Resgatar ou reinvestir: qual é a melhor opção?

Em qualquer outra atividade de investimento, a melhor opção é aquela que corresponde aos seus próprios objetivos financeiros. Ou seja, resgatar ou reinvestir é uma escolha pessoal de cada investidor.

Para isso, é preciso entender em que momento financeiro se está, quais são as necessidades naquele momento, entre outras questões, como:

  • O dinheiro foi aplicado, inicialmente, para realizar algum objetivo? (Ex: comprar um carro X);
  • Se foi aplicado para um objetivo, aquele desejo pode ser adiado ou existe alguma alternativa para realizá-lo? (Ex: comprar um carro mais barato do que o pensado anteriormente);
  • O montante resgatado do investimento, fará falta no dia a dia de alguma forma? (Se a resposta for não, o indicado seria reaplicar).

Se for entendido que a reaplicação é a melhor alternativa. É preciso entender se aquela opção de investimento (em que foi aplicado o dinheiro, anteriormente) continua sendo a melhor opção.

Por exemplo, se for o investimento que acompanha a taxa Selic, em algum momento, pode não fazer tanto sentido reaplicar (se existir desvalorização da Selic).

Nessa situação, o ideal seria procurar outra possibilidade de investimento (renda fixa ou renda variável) que entregue melhores rentabilidades, que tenha as melhores condições.

E, é importante também, conhecer quais são as taxas e condições do investimento que for escolhido.

É melhor reinvestir em renda fixa ou em renda variável?

Uma dúvida comum de investidores que estão tendo rentabilidade é se é mais viável reinvestir o montante em renda fixa ou em renda variável. A resposta é: depende.

Algumas pessoas possuem muita aversão ao investimento em renda variável devido às oscilações, então, aplicar visando apenas a rentabilidade, pode ser um grande erro.

Para entender qual seria a melhor opção, é preciso, antes de tudo, entender o seu perfil de investimento:

  • Conservador;
  • Moderado;
  • Agressivo.

Conversador

O perfil conservador não está disposto a colocar o seu capital em investimentos de renda variável por não ter capacidade de lidar com as oscilações.

Essas capacidades podem ser tanto psicológicas (vieses do investidor) quanto financeiras (não possuir reserva de emergência é um exemplo).

Quem está enquadrado nesse perfil, geralmente, realiza investimentos e reinvestimentos apenas na renda fixa.

Moderado

O investidor moderado já está um pouco mais disposto a realizar aportes tanto em renda fixa, quanto em renda variável.

Na maioria dos casos, essa disponibilidade nem está diretamente ligada à capacidade financeira, mas ao nível de segurança e conhecimento que o investidor possui.

Se, por exemplo, ele possuir investimentos em renda fixa (está garantido que em um caso de emergência, pode recorrer a esses investimentos) e sabe que a renda variável, como o próprio nome indica, varia, esse investidor está mais entendido sobre o funcionamento e se sente mais seguro em aplicações um pouco mais arriscadas.

E, consequentemente, mais rentáveis.

Agressivo

O agressivo está focado, em grande parte, na renda variável. Por ter conhecimento sobre o mercado e estar em busca de maiores rentabilidades, esse tipo de investidor aplica a maior parte do seu patrimônio em ativos de renda variável (ações, por exemplo).

Vale a pena resgatar para reinvestir?

Algumas pessoas, ao verem um investimento sofrer variações para baixo, principalmente na renda variável, pensam em resgatar os valores aplicados para reaplicá-los em outros tipos de investimentos.

Mas, nem sempre essa é uma prática inteligente. Até mesmo na renda fixa existe algumas oscilações possíveis, tanto para cima, quanto para baixo.

Portanto, isso significa dizer que o dinheiro aplicado pode sofrer algumas desvalorizações durante o tempo de investimento, mas isso não significa, necessariamente, que aquela aplicação não tem futuro.

Ter uma base de conhecimento é indispensável. Se basear em especulações não é o caminho indicado para quem quer construir riqueza de uma maneira consistente e sustentável.

Analisar as variáveis, entender as situações internas e externas ao investimento, são exemplos de atividades que o investidor precisa exercer para acompanhar as suas aplicações. Afinal, se trata do seu próprio dinheiro.

reinvestimento é uma prática possível, mas também precisa ser avaliada caso a caso. Por isso, investir, sobretudo, em educação, é fundamental!

Escrito por

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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