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Renda fixa: como investir de forma segura

centro de custo

Ao pensar em investimento muitas pessoas associam diretamente com os riscos, perder dinheiro ou afins. Por isso, a renda fixa é tão acessível, nesse sentido, é uma forma de aplicar dinheiro com uma rentabilidade razoável e segurança.

A renda fixa funciona por meio da valorização do dinheiro que foi emprestado a alguma empresa, instituição bancária ou governo. Existem algumas modalidades dentro de renda fixa, mas, de forma geral ela atua através de títulos.

O que é renda fixa?

moedas representando o crescimento da renda fixa como plantinhas

A renda fixa é uma forma de investimento em que já se tem previsto sua rentabilidade (quanto será ganho ao final), suas regras e taxas.

Ela é composta por títulos de dívidas (papéis ou representações de dívidas) que podem ser adquiridos através das ofertas em instituições bancárias, empresas ou governo.

Esses títulos são valorizados de acordo com índices como: a inflação, taxa Selic, entre outros (a depender da modalidade).

Quais são os tipos de investimento em renda fixa?

Existem três modalidades que subdividem os tipos de investimento em renda fixa (ou seja, os títulos) cada um é representado por um índice, são eles:

Todo título atua baseado em uma porcentagem ao ano, mês ou semestre, fixada em um dos índices financeiros ou indicadores econômicos, entre eles:

  • Taxa Selic – é a taxa básica de juros que rege as principais operações financeiras no mercado.
  • CDI – é uma taxa de referência que corresponde à média dos títulos emitidos entre instituições, dois bancos, duas empresas ou afins.
  • IPCA – é o índice responsável pela medida da inflação acumulada atual.

Títulos pré-fixados

Nesse caso, os títulos pré-fixados apresentam a rentabilidade prevista no momento da compra, através do valor atual do índice em que ele está fixado.

Por exemplo, ao comprar um título pré-fixado no valor de 30 reais, com um rendimento de 10% ao ano (rendimento de acordo com o índice ‘X’), temos:

  • R$30,00 no período de 2 anos, valorizando 10% a. a. (ao ano).
  • No primeiro ano: 10% + valor investido = R$33,00.
  • No segundo ano: 10 + valor atual = R$36,30.

Por isso, essa modalidade é mais interessante em momentos que se espera uma redução nos juros, já que os índices serão reduzidos também.

Ou seja, comprou quando a Taxa Selic era igual a 7,5% a.a., mas ela variou para 6%, seu investimento não será corrigido para 6%, ele irá se ater ao valor original.

Entretanto, existe o risco de que a inflação supere o valor pré-fixado.

Então, o título será desvalorizado e isso, impactará no seu poder de compra.

Por exemplo, a taxa Selic subiu para 8%, porém, o rendimento continuará em 7,5%.

Títulos pós-fixados

Assim como os préfixados, o rendimento desses títulos dependerá de índices financeiros.

Os pós, são indexados ao índice em questão, mas, acompanha as suas variações.

Ou seja, se tomar a Taxa Selic como exemplo, você ganhará de acordo com a valorização e desvalorização dela, sendo assim:

  • R$30,00 no primeiro ano, a taxa Selic estava 7,5% a.a. = R$32,25.
  • No segundo: taxa Selic 6,5% a. a. = R$34,35.

Pode parecer uma desvantagem optar pelo pós-fixado, entretanto, ele dificilmente perderá para a inflação.

Esse fato se dá, pois, as variações de alguns índices são influenciadas por ela.

Além disso, geralmente os títulos se categorizam como: IPCA + 3,5% ou 105% CDI, entre outros índices + porcentagens.

Contudo, os investidores que optam pelos títulos pós-fixados, só saberão a rentabilidade ao fim do período de aplicação (no caso, no resgate).

Títulos híbridos

Da mesma forma que os demais, ele também mantém a relação com algum índice financeiro-econômico.

Mas, tem uma taxa variante, como é o caso do “IPCA +”.

Nesse título IPCA +, é pago o valor da inflação no período + uma % fixa.
Ou seja, além da rentabilidade de acordo com a inflação terá uma porcentagem fixa.

Nesse caso, o investimento sofre variação até o dia de regaste.

Onde investir em renda fixa?

Existem três eixos na hora de investir em renda fixa, cada um apresentará o seu “produto” próprio, são eles:

Empresas

  • Debêntures: são títulos de dívidas privados e emitidos por determinadas empresas, geralmente, atrelado ao IPCA ou CDI.

Bancos

  • CDB, LCI e LCA.
  • LCI: conhecido como Letra de Crédito Imobiliário está relacionado a imóveis, hipotecas, alienação e outros.
  • LCA: são Letras de Crédito destinado Agronegócio.
  • CDB: é um certificado de deposito bancário emitido pelo banco para captar recursos (dinheiro).

Governo

  • Tesouro Prefixado,
  • Tesouro SELIC,
  • Tesouro IPCA e demais variantes;

Em investimentos – Tesouro Direto: é um programa que facilita o acesso a títulos públicos de dívidas.

No caso, esse processo se dá através da emissão dos títulos pelo governo, com o intuito de captar recursos (dinheiro), equivalente ao que o CDB é para os bancos.

O tesouro é emitido, essencialmente, pelo Tesouro Nacional em conjunto com a Secretária do Tesouro Nacional.

Como investir em renda fixa?

Para fazer um investimento em renda fixa é necessário estar em contato com alguma corretora ou instituição bancária.

Eles serão a ponte na compra dos papéis e títulos que estão disponíveis no mercado.

Sendo assim, para investir em renda fixa você pode optar:

  • Corretora: também conhecida como corretora de valores, é uma empresa responsável por intermediar a venda e compra de títulos, especialmente na bolsa de valores.
  • Bancos: instituições financeiras que recebem depósitos em dinheiro, realizam empréstimos, operam câmbio e oferecem serviços de corretagem.

Nesse aspecto é extremamente crucial saber quais são as taxas envolvidas nas operações, quais instituições apresentam as melhores condições ou menores taxas.

Além disso, quais encargos (cobranças) estão presentes nessas transações, por exemplo, alguns bancos cobram taxas de manutenção ou de abertura de conta.

Esses pequenos detalhes impactam diretamente no valor ganho ao final das operações e no valor que você está deixando de ganhar ao pagar por essas taxas.

Por isso, é essencial pesquisar e tomar alguns cuidados antes mesmo de investir.

Cuidados ao investir em renda fixa

Apesar da renda fixa ser um método mais seguro de investimento, existem alguns cuidados que devem ser adotados ao investir nela, como por exemplo:

Atenção a tributação:

Não deve apenas olhar a rentabilidade e o risco do investimento, é preciso entender quais tributos e encargos serão cobrados, por exemplo, Imposto de Renda, taxa de corretagem (da corretora), entre outros.

Antes de investir:

É preciso refletir se o produto realmente é condizente com o seu objetivo financeiro.

Se a intenção é reter o dinheiro e guardá-lo para médio e longo prazo, com rentabilidade mediana. Tesouro pode ser o produto ideal.

Liquidez e atenção ao prazo:

É importante se ater ao detalhe de que esses produtos de renda fixa.

Geralmente, esses produtos apresentam rentabilidade por mês ou ano.

Portanto, é crucial saber dos prazos e quando ele poderá ser resgatado.

Risco de crédito e risco de inadimplência:

Todo investimento apresenta uma margem de risco, nem que seja mínima.

No caso dos investimentos em renda fixa, é preciso ter cautela para que esse compromisso/acordo não acabe se tornando uma dívida ou um problema financeiro.

Investir é essencial, mas, fazer do investimento uma dívida, pode não ser o melhor caminho para iniciar ou manter uma vida e saúde financeira.

Risco de mercado:

Outro risco nos investimentos de renda fixa, apesar de baixo, é que o mercado entre em declínio devido a uma crise econômica, o que pode afetar o bom rendimento que o título iria gerar.

Entretanto, mesmo com esses riscos, os investimentos em renda fixa figuram entre as opções mais seguras de investir.

Vale lembrar que, apesar de segura, ela não apresenta as melhores rentabilidades do mercado.

Ou seja, você irá ganhar dinheiro, mas, não tanto quanto um bom investimento em renda variável (pois, na variável o risco é muito maior).

Então, podemos adotar que quando se trata de investimentos, geralmente, aqueles com riscos maiores tendem a pagar mais, mas isso não é uma regra.

Tabela regressiva:

Todo título, inclusive, o tesouro (mesmo sendo do Governo) tem incidência do Imposto de Renda no momento do resgate.

Ou seja, ao investir em renda fixa através dos títulos, o investidor deve estar atento a alíquota paga no momento de resgate do dinheiro investido (do título).

A tabela regressiva do Imposto de Renda (IR) segue:

  • Se você resgatar em 6 meses, pagará um valor de 22,50% de IR.
  • Se você resgatar entre 6 meses e 1 ano, pagará um valor de 20,00% de IR.
  • Se você resgatar entre 1 ano a 2 anos, pagará um valor de 17,50% de IR.
  • Se você resgatar depois de 2 anos, pagará um valor de 15,00% de IR.

Dúvidas mais frequentes em relação a renda fixa

Na hora de começar a investir ou mudar os hábitos financeiros, algumas dúvidas podem surgir.

Entre as principais dúvidas relacionadas a renda fixa estão:

  • É seguro investir em renda fixa? Sim, o risco está mais associado a uma crise econômica (algo generalizado) e cuidados com fazer uma nova dívida.
  • Pode resgatar a qualquer momento? Sim, porém, o ganho será proporcional, se você resgatar no prazo estipulado final, ganhará mais, já antes, menos.
  • Como começar a investir? Para quem é iniciante, recomenda-se averiguar primeiro o perfil financeiro e depois o perfil de investidor, saber quais são os produtos ideais para o seu perfil e que auxiliem no seu objetivo financeiro.
  • Qual é o próximo passo depois que começar? Para quem já começou a investir, deve seguir coerente a sua carteira, ou seja, diversificar dentro do seu perfil. Se é perfil conservador, por exemplo, teria mais investimentos em renda fixa.
  • Quem é de menor pode investir em renda fixa? Sim, contanto que os pais autorizem e façam a abertura de conta, em alguns casos funciona como “dependentes”.
  • Como montar a carteira? Como obter melhores retornos? Os melhores retornos e uma carteira de investimento robusta, varia de acordo com o seu perfil e quanto está disposto a investir, riscos etc.

Mas, no geral, obter melhores retornos está associado a uma carteira diversificada e bons produtos.

Qual é a melhor opção de renda fixa?

calculadora e relatório com valorizações de investimento em renda fixa

Entende-se por bons produtos, aqueles que atendem ao seu perfil e objetivo financeiro, além de ser produtos valorizados (mercadologicamente).

Nesse caso, ter um bom retorno ao investir, por exemplo, para quem é conservador pode significar: ganhar mais rapidamente o dinheiro que seria apenas em longo prazo.

Já para quem tem um perfil mais arrojado de investimento seria: a valorização das ações investidas, geralmente, é um sinônimo de bom retorno.

Por fim, é preciso esclarecer que qualquer tipo de investimento terá uma margem mínima de risco.

Por exemplo, o tesouro direto, ele representará um risco de investimento, caso o Brasil “quebre”.
Porém, são graus de risco diferentes, alguns até mesmo pouco prováveis, como é o caso do tesouro e determinados títulos públicos e bancários.

Por isso, ao pensar em investir: verifique o grau de risco e aprenda a diversificar sua carteira de investimentos.

Não aplique todos os seus recursos em apenas uma alternativa ou produto.

Nesse caso, é preciso buscar atender também os seus objetivos financeiros e respeitar o seu perfil de investidor.

E assim, fazer aplicações e distribuir os recursos de acordo com o que foi delimitado.

Investir, de modo geral, é a melhor opção para acumular cada vez mais recursos, seja investimento em renda fixa ou em renda variável.

Escrito por

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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