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Renda variável: saiba como começar a investir

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De forma geral, os brasileiros ainda preferem investir na renda fixa. No entanto, investir em renda variável pode ser muito melhor.

E para aproveitar boas oportunidades de investimentos, entender como funcionam as aplicações de renda variável é essencial. Afinal, a renda variável tem mais riscos, no entanto, tem mais retornos também.

Isso não significa que as aplicações de renda fixa não sejam boas. No entanto, para ampliar a rentabilidade da sua carteira de investimentos e aumentar as chances de retorno de longo prazo, os investimentos de renda variável podem ser ótimas opções.

O que são investimentos de renda variável?

A grande diferença entre as aplicações de renda variável e de renda fixa, é a imprevisibilidade dos retornos. Afinal, como o nome já diz, esse é um investimento onde a sua renda varia.

Por outro lado, em aplicações como, por exemplo, o Tesouro Direto, ao fazer o aporte, o investidor já sabe quanto receberá no fim do prazo do investimento, na renda variável isso não é possível.

Devido a esse contexto, o investidor pode pensar: “Porque eu investiria em algo que não tem garantia de rentabilidade, se existem outros investimentos com essa garantia?”.

Em primeiro lugar, porque, na maioria das vezes, as opções de renda variável têm uma rentabilidade muito mais atrativa do que os investimentos de renda fixa.

No mundo dos investimentos, em geral, onde há mais riscos há maiores retornos. No entanto, isso não significa que investir em renda variável é uma aposta, claro.

Praticando a educação financeira, estudando bem os ativos e seguindo um planejamento estratégico de investimentos, é possível investir na renda variável, reduzindo os riscos e aumentando os retornos em relação à renda fixa.

Principais investimentos de renda variável

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Para que o investidor possa achar as melhores ativos de acordo com o seu perfil e necessidades, ele deve conhecer os principais tipos de investimentos de renda variável. São eles, por exemplo:

  • Ações;
  • Fundos de investimentos;
  • ETF.

Ações

Sendo o tipo de investimento mais conhecido da renda variável, as ações são títulos que são um “pequeno pedaço” de um negócio.

Portanto, ao comprar ações e ter uma parte da empresa, você estará se tornando um sócio do negócio. Sendo assim, você deve investir em empresas sólidas e com potencial de crescimento de longo prazo.

Ainda, fica claro que analisar a saúde financeira do negócio e o mercado no qual ela está inserida são estratégias essenciais para investir em boas empresas. Há diversas ações listadas na bolsa de valores, cada uma com suas características.

Enquanto algumas ações são pouco voláteis e pagam dividendos, outras variam muito ao longo do tempo.

Portanto, é válido estudar as diversas opções, analisar os fundamentos e diversificar em relação ao setor econômico.

Fundos de Investimentos

Há diversos tipos de Fundos de Investimentos, cada um focando em determinado tipo de ativo financeiro.

Os Fundos Imobiliários são um exemplo de Fundos de Investimentos que se compõem só por ativos imobiliários, como, por exemplo, os shoppings e imóveis residenciais.

Assim como as ações, o investidor pode lucrar com a valorização das cotas dos Fundos Imobiliários e com o pagamento de dividendos.

No geral, os Fundos Imobiliários são bons pagadores de dividendos e costumam ser menos voláteis que as ações. Além disso, tem também os Fundos de Ações, que são carteiras de ativos de renda variável.

Esses operam de forma parecida com os Fundos Imobiliários, mas trabalham com ações, cotas de fundos índices e outros ativos.

Além deles, outra possível opção é o Fundo Multimercado. Esse tipo de fundo tem maior liberdade quanto a compra de ativos, tendo as mais diferentes aplicações.

  • Ações;
  • Títulos de renda fixa;
  • Câmbio;
  • Derivativos.

Os fundos de investimentos são boas opções para reduzir a chance de perder dinheiro para quem está começando na renda variável. Isso porque eles são bem diversificados e tem gestores com experiência de mercado.

ETF

O ETF (Exchange Traded Fund) é uma forma de investir na bolsa de valores com mais segurança. Isso porque  o ETF é um fundo de índices de ações que busca uma rentabilidade média, pelo menos, igual ao índice Bovespa.

Quem escolhe os investimentos do ETF é um gestor especializado, que faz as alterações necessárias para melhorar o rendimento do investidor.

Portanto, a maior segurança do ETF está no fato de sempre diversificar o investimento. Além disso, com ETFs você pode investir nas principais ações da bolsa através de um só produto.

Como começar a investir em renda variável?

Em primeiro lugar, vale dizer que não há uma forma perfeita de investir. Tudo depende da estratégia e necessidades financeiras da pessoa.

Contudo, para começar a investir em renda variável, é bom estar atento a alguns pontos essenciais. Conheça algumas dicas.

1. Estabeleça um planejamento financeiro

Para começar a investir bem, é preciso ter um planejamento financeiro estratégico, levando em conta as suas necessidades e objetivos financeiros.

Portanto, antes de começar a investir, você deve saber o que quere conquistar e como você vai desenvolver esse planejamento ao longo do tempo.

Leve em conta também a sua disponibilidade financeira no início e sua expectativa quanto a evolução da sua renda. Dessa forma, então, você poderá fazer um planejamento real que vai te guiar ao longo da sua experiência como investidor.

2. Abrir uma conta na corretora

Após fazer um planejamento financeiro estratégico e estudar as possibilidades de investimentos, você já estará pronto para começar a investir.

No entanto, antes, é preciso abrir uma conta em alguma corretora de valores, que é a instituição financeira responsável por intermediar suas compras de produtos financeiros.

Portanto, procure corretoras que forneçam seus serviços a um preço justo e com pequenas taxas de corretagem.

3. Analise bem os investimentos de renda variável

Caso você decida investir em ações, é preciso buscar fazer uma análise profunda dos ativos e fundamentar suas decisões.

Ou seja, você deve ler os dados sobre a empresa, avaliar a saúde financeira, rentabilidade e lucratividade do negócio, e assim decidir se vale a pena investir na ação.

Não adianta investir em uma empresa só porque você já ouviu falar que eles fazem um bom serviço. Portanto, para aplicar bem é preciso entender muito bem o ativo que você está investindo.

Isso também serve para os fundos de investimentos e ETF. Você deve conhecer o gestor do fundo, o histórico de rendimento e os ativos inseridos na carteira.

4. Renda variável varia

Se você escolheu bem o ativo, seja uma ação, FII ou ETF, não é preciso se preocupar com desvalorizações, sobretudo, no curto prazo.

É normal que as aplicações de renda variável sofram variações ao longo do tempo, já que seus preços dependem da oferta e demanda do mercado.

Muitas pessoas, ao verem seus investimentos desvalorizando no curto prazo, acabam os vendendo e se prejudicando. No entanto, é bom estar pronto para ver pequenas perdas que serão compensadas por grandes retornos no longo prazo.

Por fim, claro, vale ressaltar que os retornos de longo prazo só virão se você tive feito uma boa análise financeira e de mercado.

5. Diversifique os investimentos renda variável

Sobretudo para quem está começando a construir um patrimônio, reduzir o risco deve ser essencial.

Portanto, é preciso que o investidor diversifique seus investimentos, compondo uma carteira com aplicações de diferentes categorias. E isso vale até mesmo para renda fixa, se fizer sentido dentro da estratégia de investimento.

Para ações e nas demais alternativas na renda variável, é bom diversificar quanto ao setor econômico. Sendo assim, não é bom investir em empresas de apenas um setor.

Dessa forma, caso o setor econômico como um todo for mal, a empresa que você investiu deste setor também não terá uma boa performance. Aplicando em empresas de diferentes setores você está, então, reduzindo o risco.

Investir em renda variável é seguro?

É muito comum que as pessoas tenham medo de investir em renda variável. Afinal de contas, se você não entende bem o que está fazendo, pode estar correndo riscos.

Por outro lado, entender como os investimentos de renda variável funcionam é mais simples do que se pensa. Todos que pretendem investir, seja em aplicações de renda fixa ou renda variável, devem buscar sempre saber mais.

Além disso, se deve valorizar conhecimentos sobre economia, desde macroeconomia até a análise micro de uma empresa.

As pessoas tendem a aplicar seus recursos em investimentos com alta taxa de administração, por exemplo. Isso porque elas preferem confiar no gerente do banco ou da corretora do que se educar financeiramente.

No entanto, se educar é a única forma de garantir que seus investimentos estejam alinhados com seus interesses financeiros.

É bom buscar referências no assunto, leia livros sobre investimentos e, ainda, aprenda como analisar fundos, ações e o mercado. Uma dica para começar investindo bem em renda variável é não especular, sobretudo, se for um iniciante.

A especulação através de Day Trade ou Swing Trade na bolsa de valores é arriscada. Além disso, em cerca de 90% dos casos, ela proporciona prejuízo de longo prazo, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Para investir nesse tipo de renda, foque em retornos de longo prazo. Como a renda variável muda, prejuízos de curto prazo tendem a se compensar com bons retornos de longo prazo.

É seguro investir na renda variável?

Apesar de não haver investimentos nesse tipo de aplicação sem riscos, é possível se organizar. Portanto, se educar é a única forma de garantir que seus investimentos estejam alinhados com seus interesses financeiros e seja possível lidar com imprevistos.

Como começar a investir em renda variável?

Para investir em ativos da renda variável, é preciso se planejar financeiramente, abrir uma conta na corretora, analisar bem os ativos e diversificar as aplicações.

Quais são os tipos de ativos da renda variável?

Alguns dos tipos de investimentos da renda variável são, por exemplo, ações, fundos de investimentos e ETFs.

Escrito por

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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