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Seguro de vida: vale a pena fazer um?

seguro de vida

Mesmo ainda sendo pouco utilizado no Brasil, o seguro de vida é um produto securitário que merece atenção. Já que, de certa forma, pode ser encarado como uma modalidade de investimento.

seguro de vida, ao contrário do destinado para automóvel, de casa ou até mesmo para celular, não é bem quisto devido às suas viabilizações.

O que é o seguro de vida?

O seguro de vida nada mais é do que um contrato que promete o pagamento a um beneficiário, caso o segurado venha a falecer. Ou seja, esse contrato serve como uma proteção em caso de acidentes, enfermidades ou até mesmo falecimento.

Imagine que, uma família de três pessoas mantém o seu padrão de vida a partir de recursos advindos de apenas um componente familiar.

Caso esse componente venha a se tornar inapto profissionalmente por alguma razão ou venha a falecer, aquela família perde a sua capacidade financeira e, consequentemente, o seu padrão de vida pode ser prejudicado.

No entanto, surgem algumas questões e resistências quanto a realização dessa contratação.

O que um seguro de vida pode cobrir?

Como falado anteriormente, o caso da inaptidão profissional ou falecimento são apenas alguns dos fatores assegurados por esse tipo de contrato.

Mas, claro, cada instituição que ofertar o seguro de vida, tem seus preços, termos e condições. Algumas coberturas comuns são:

  • Assistência-funeral;
  • Despesas médicas, hospitalares e odontológicas;
  • Doenças graves;
  • Morte (natural ou acidente).

Existe limite de idade para contratar um seguro de vida?

Como qualquer outro tipo, o seguro de vida é contratado para cobrir um risco. Ou seja, toda a sua avaliação é feita com base em fatos reais que, inclusive, influenciarão no valor entregue para o contratante.

Ou seja, a seguradora calcula o preço do seguro com base nos perigos que estão sendo “adquiridos” naquele contrato.

Por exemplo, algumas seguradoras limitam a adesão para contratantes de até 60 anos. Já que, nesse ponto da vida, os riscos de doenças e morte por causa natural podem ser superiores a alguém que tenha, por exemplo, 20 anos.

Isto quer dizer que, quanto antes se adquire um seguro de vida, as probabilidades de conseguir um preço mais baixo são maiores.

Ao contrário do que a grande maioria das pessoas pensam, esse tipo de seguro não é direcionado apenas para o idoso, mas sim, para o jovem que está em fase de acumulação e quer trazer algum tipo de segurança para o futuro familiar.

Individual ou coletivo?

Outro fator importante para se avaliar antes de contratar um seguro de vida, é perceber a necessidade de um seguro de vida individual ou um seguro de vida coletivo.

No formato individual, o seguro de vida cobre apenas os riscos relacionados ao contratante direto do plano. Já no formato em grupo, o contrato é feito por uma instituição (sindicato, associação ou até mesmo empresa).

A diferença entre uma modalidade e outra é que, no individual, o contrato é feito sob medida, de acordo com as características próprias do segurado. Assim, é possível traçar um perfil de acordo com a idade, estilo de vida e outros fatores.

No coletivo, as necessidades são generalizadas, ou seja, não contempla as especificidades do segurado. Pela falta de personificação, essa modalidade costuma ser mais barata, já que não sana todas as dores do contratante.

Tipos de seguro de vida

Existem vários tipos de cobertura, os principais são:

  • Temporário;
  • Temporário decrescente;
  • Vida inteira.

Temporário

seguro de vida temporário permite maior flexibilidade ao contratante. Assim, é possível direcionar para quais riscos aquele contrato está sendo direcionado. Por exemplo, é possível solicitar essa modalidade para a cobertura de 5 anos ou até menos.

Assim, o segurado não precisa firmar um compromisso para toda a vida, caso não queira.

Temporário decrescente

No contrato temporário decrescente, o segurado funciona de forma similar ao temporário. No entanto, existe a diferenciação de que, com o passar do tempo, o valor recebido pelo beneficiário em caso de falecimento do segurado, decresce.

Vida inteira

O tipo de apólice mais conhecida do mercado, o contrato de vida inteira garante proteção durante toda a vida do contratante e, como é um investimento perene, existem maiores possibilidades de personificação de pagamento.

Vale a pena?

A escolha por qualquer tipo de seguro é algo bastante pessoal, já que, o contratante deve conhecer os próprios riscos dos quais quer se precaver. Uma opção também, é realizar a construção de uma reserva de emergência.

Ou seja, antes de identificar se o seguro de vida vale ou não a pena para a sua realidade, é preciso entender sobre as disponibilidades financeira e sobre o que é prioridade. Algumas pessoas, por exemplo, preferem investir o valor referente em renda fixa e/ou renda variável. Tudo depende das próprias disponibilidades e perfil.

Escrito por

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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