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Sistema de Amortização Constante: como funciona a Tabela SAC?

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Na hora de fazer um financiamento ou um empréstimo, alguns sistemas de amortização (métodos para pagamento de dívidas) são disponibilizados. Entre os tipos, aquele que apresenta um maior benefício a longo prazo é o sistema de amortização constante (SAC).

O sistema de amortização constante atua por meio de parcelas maiores no início da dívida e que vão reduzindo até a quitação completa. Ou seja, apresenta um decréscimo gradativo no valor das parcelas e, com isso, ajuda a pagar mais rapidamente o valor devido.

Portanto, o sistema de amortização constante é uma metodologia ou processo que algumas instituições adotam e disponibilizam para quitação de dívidas.

No SAC, a amortização (diminuição da dívida) é constante, e isso gera valores menores nas parcelas e liquidação maior.

Como funciona o sistema de amortização constante e sua comparação com o PRINCE

Para entender como funciona o sistema de amortização constante e poder compará-lo com o sistema PRINCE, é preciso desmistificar primeiramente o próprio conceito de amortização. Assim, podendo compreender o que significa o sistema de amortização em si.

A amortização é uma parte do processo de quitação de uma dívida.

Dessa forma, a amortização é a parte da parcela que corresponde ao “maior valor” e é referente a devolução do valor emprestado ou financiado.

Contudo na amortização não há acréscimo de juros.

Sendo assim, todo sistema de amortização é composto por:

  1. Definição das parcelas de um financiamento ou empréstimo;
  2. Sendo parcela à soma entre amortização e os juros;
  3. Ou seja, a amortização + juros = valor total da parcela (sendo o juro relativo ao valor principal ou total solicitado).

Por conseguinte, o sistema SAC apresenta uma amortização constante, ou seja, apresenta valores menores a cada parcela devido à baixa do juro.

Essa baixa acontece, pois os juros são calculados com base no valor principal, então, a cada parcela, o valor tende a decrescer.

Já no sistema PRINCE (Francês) as parcelas são apresentadas com um valor constante, ou seja, cada prestação tem um valor igual.

Nele, o saldo devedor não diminui tão rápido quanto do SAC e é mantida uma taxa de juros decrescente, o que torna ele mais caro a longo prazo devido aos juros.

Portanto, o sistema de amortização constante (SAC), apresentaria o melhor custo benefício a longo prazo em detrimento ao Sistema Francês (PRINCE), por ser menos dispendioso devido a taxa de juros.

As vantagens e desvantagens do sistema de amortização constante (SAC)

Cada instituição delimita o tipo de sistema de amortização que será adotado. Algumas disponibilizam o PRINCE e o SAC, até mesmo o sistema de amortização misto (SAM) que seria uma junção de PRINCE e SAC.

Então, entre as desvantagens e vantagens do sistema de amortização constante, estão:

  • Apresenta um melhor custo e benefício a longo prazo, pois, de acordo com a tabela SAC, ou melhor, o modelo SAC, o valor total restante é gradualmente menor do que os outros tipos de sistema;
  • Menos juros a longo prazo: devido ao abatimento do valor total restante e que foi requisitado no empréstimo ou financiamento. Isso quer dizer que a longo prazo será pago menos juros;
  • Juros menores: por exemplo, uma dívida de R$1000, os juros incidirão sobre R$1000 e a cada parcela ele incidirá sobre o valor restante, R$500, R$300 e, consecutivamente. Já que o SAC reduz mais rapidamente o valor restante, então, será menor os juros;

Em contrapartida, a principal desvantagem do sistema de amortização constante é o alto valor inicial de suas parcelas.

É preciso pagar mais nas primeiras parcelas para ter o abate significado do valor total devido, diferente dos outros sistemas de amortização.

Conhecer os diferentes sistemas de amortização é muito importante para a educação financeira dos consumidores.

Por fim, o sistema de amortização constante, apresentaria o melhor custo benefício a longo prazo em detrimento ao sistema PRINCE, por ser menos dispendioso devido a taxa de juros menores. Entretanto, requer um maior capital investido no início das parcelas. Mais conteúdos? Inscreva-se no nosso Whatsapp.

Escrito por

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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