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Subscrição: o que é e como funciona esse direito?

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Quem tem interesse em começar a investir ou já faz aplicações precisa entender como funciona o direito de Subscrição.

Isso porque a Subscrição garante melhores condições para quem já é acionista de empresas na B3, a bolsa de valores brasileira.

Mas o que é Subscrição?

A Subscrição é um direito de preferência na compra de novas ações dado aos já acionistas de uma empresa listada na Bolsa de Valores.

Ela ocorre no momento em que a companhia aumenta seu capital social e, por conta disso, emite novas ações no mercado.

No entanto, essa prioridade de compra de ações ocorre no mercado secundário e requer o cumprimento de algumas regras de preço e prazo.

Mesmo assim, a Subscrição é uma prática bastante comum dentro da Bolsa de Valores.

Qual a função do Direito de Subscrição?

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A função principal da Subscrição é garantir ao acionista o direito de manter sua participação em uma empresa proporcional.

Isso, após a emissão de novas ações, algo que reduz essa porcentagem de maneira proporcional.

Para entender melhor, confira melhor o exemplo a seguir:

Uma empresa emitiu 2000 ações no mercado e você e o comprador de 100 delas. Assim, possuindo uma participação de 5%.

Se, após um período, a empresa emitir 1000 novas ações para captar novos recursos, sua participação cairá para 3,3%.

Justamente para evitar que isso aconteça, a Subscrição existe. Com ela, o acionista tem a condição de manter sua participação e até mesmo conseguir fazer isso por um preço melhor que o de mercado.

Como funciona a Subscrição?

Após a emissão de novas ações por uma empresa de capital aberto, o Direito de Subscrição garante aos acionistas a compra até o limite da participação do capital.

No entanto, apesar se ser um direito, não é ele quem dita as regras de compra das novas ações, mas sim a empresa.

Ao mesmo tempo em que lançam novos ativos, as companhias já emitem suas condições de Subscrição.

Em geral, elas definem a quantidade de preferência para os novos papéis, o preço de Subscrição e o prazo para que o acionista exerça seu direito.

Mesmo sendo uma condição atrativa, na grande maioria das vezes, nenhum acionista é obrigado a fazer a aquisição de novas ações.

Também é possível negociar esse direito dentro da Bolsa de Valores, dependendo das condições apresentadas pela empresa.

Como exercer o Direito de Subscrição?

As condições apresentadas pelas empresas no momento do lançamento de novas ações são enviadas para os acionistas por e-mail.

A partir desse momento, é preciso sinalizar seu interesse entrando em contato com sua corretora de valores.

Basta ter saldo suficiente na conta para garantir o pagamento das ações de forma digitalizada.

O que acontece com as sobras de Subscrição?

Após todo o processo iniciado pela empresa, é possível que algumas de suas novas ações não sejam adquiridas pelos acionistas.

Essas são consideradas “sobras de Subscrição”.

Quando isso ocorre, as empresas voltam a oferecê-las aos acionistas para que consiga o capital desejado.

Subscrição de Ações vale a pena?

Decidir quando subscrever ações é algo que varia de acordo com as estratégias dos investidores.

Para fazer valer seu direito, o acionista precisa manter a proporção da sua participação no negócio.

Porém, de acordo com cada caso, algumas situações podem ser desvantajosas para seus objetivos e pode não fazer sentido adquirir mais ações.

Um exemplo disso é quando as perspectivas para a empresa não estão positivas, onde não há razão aparente para investir mais dinheiro em suas ações.

Por isso, para decidir ou não pela Subscrição, vale a pena analisar seus indicadores econômicos. Isso, inclusive, pode ser feito rapidamente através do Método Empreender Dinheiro.

Escrito por

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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