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SWAP: entenda como funciona essa operação financeira!

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Os investimentos podem ser feitos de diferentes formas, algumas mais conhecidas, enquanto outras, nem tanto. Como exemplo delas, temos o Swap.

E se você busca por investimentos que ofereçam bons resultados, o Swap pode ser uma boa opção.

O Swap é um instrumento financeiro pouco comum entre investidores pessoa física que, inclusive, não precisa ser declarado no Imposto de Renda.

O que é uma Swap?

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O Swap (troca em inglês) é um tipo de derivativo, ou seja, funciona como um contrato que será liquidado em uma data futura, derivando de um ativo à vista.

Portanto, ele consiste em um acordo onde duas partes assumem os riscos de credora (ativa) e devedora (passiva) em uma data futura, de acordo com condições pré-estabelecidas.

Esse conceito é diretamente ligado às variações sofridas pelo mercado, geralmente possuindo como ativo-objeto:

Evolução do Swap

Nas últimas décadas, as transações de swap foram inovações bastante significativas para o mercado financeiro.

Isso porque, por poderem ser combinadas a emissão de um título, viabilizam a troca de natureza da obrigação do tomador do empréstimo.

Inicialmente, foram elas que permitiram o fluxo dos negócios após o fim do padrão-ouro e aumento na volatilidade das moedas estrangeiras.

Como funciona a operação de Swap?

No mercado de swaps, é negociada a troca de rentabilidade entre dois bens, que podem ser tanto mercadorias quanto ativos financeiros.

Tudo isso é feito a partir da aplicação da rentabilidade de ambos em um valo`r em reais.

Para entender melhor, confira o exemplo a seguir:

Ouro x Bovespa

No momento de vencimento do contrato, se a valorização do ouro for superior à variação do Ibovespa negociada, a parte que comprou o ouro e vendeu a Ibovespa receberá a diferença.

No caso contrário, quando a rentabilidade do investimento em ouro for inferior, quem comprou o Ibovespa e vendeu o ouro é que recebe a vantagem.

Os swaps também servem como um instrumento financeiro para diminuir riscos em investimentos, sendo bastante utilizado por negócios como:

  • Empresas privadas;
  • Bancos;
  • Instituições de investimento.

Nesse caso, as empresas realizam uma operação swap para se prevenir contra riscos de câmbio, trocando risco de moedas utilizadas e prevenindo alguma alteração em seus lucros.

Quais são os tipos de Swaps?

Existem diferentes tipos de swaps no mercado, destinados à diferentes objetivos dos investidores.

Confira quais são eles:

Swap cambial

O tipo mais comum do mercado financeiro, consiste na troca de taxa de variação cambial, ou seja, da volatilidade do preço de uma moeda estrangeira por uma taxa de juros pré-definida.

Portanto, pode ser realizada a troca da oscilação do real pela oscilação do dólar.

Durante o período acordado no contrato, é realizada a troca entre a variação da cotação de cada moeda, acrescida da taxa de juros.

Assim, fazendo com que os participantes não fiquem vulneráveis às oscilações de uma moeda específica.

Swap de índices

Seguindo a mesma lógica da modalidade cambial, é realizada entre indexadores de mercado, como:

Swap de taxa de juros

Nesse caso, ocorre a troca de indexadores associados aos seus ativos e passivos em que uma das variáveis é uma taxa de juros.

Por exemplo:

Ao possuir um ativo que renda a partir de uma taxa prefixada, para se proteger contra a alta dos juros, é possível realizar a operação de swap, ou seja, trocar a taxa prefixada por uma pós-fixada.

Assim, mesmo com a oscilação da taxa de juros definida anteriormente, o investidor receberá a rentabilidade com base na taxa atual.

Isso só se torna um bom negócio quando o percentual da taxa pós-fixada supera o da prefixada. Caso contrário, era melhor ter optado pelas oscilações da taxa anterior.

Swap de commodities

Esse contrato consiste na troca de fluxos associados à variação sofrida nas cotações de commodities entre duas instituições.

Qual a diferença entre swaps tradicionais e swaps reversos?

No mercado de swap, existe também uma divisão entre o modelo tradicional e reverso.

Swap Tradicional

Quando tradicional, o Banco Central oferece ao investidor o pagamento da oscilação sofrida pelo dólar, além de uma bonificação com o objetivo de conter as altas da moeda.

Por conta disso, o investidor se compromete a pagar ao BC a variação da taxa de juros utilizada (Taxa DI, próxima à Selic, taxa básica de juros do Brasil) durante o período do contrato.

Entre as partes, o Bacen é quem espera o aumento dos juros acima do dólar, e o investidor, o contrário.

Ao final do contrato, os rendimentos são trocados entre as contrapartes.

Swap Reverso

O modelo reverso é utilizado quando há a necessidade de controlar quedas bruscas do dólar, o que prejudica o setor de exportações.

Nessa relação, o Banco Central do Brasil oferece aos comprados os juros do período, enquanto o investidor paga a oscilação cambial.

Assim, conseguindo se protegerem da desvalorização do dólar.

Esse tipo de operação não serve para que o BC ganhe ou perca rendimentos, mas sim controle os impactos da oscilação do dólar na inflação.

Outros tipos de derivativos

É preciso ressaltar que os derivativos servem, principalmente, para fins de gestão de risco das empresas.

No entanto, no mercado de balcão ou na própria Bolsa de Valores, tanto pessoa física quanto empresa podem realizar esses contratos e adaptarem de acordo com a sua necessidade.

Mercado a termo

O mercado a termo, também conhecido apenas como “termo”, é um dos derivativos mais básicos.

No seu contrato, duas partes acordam a compra e a venda de um determinado ativo em um período de tempo e o preço é fixo.

Assim, o termo pode ser negociado em contratos na bolsa ou fora dela (balcão), até que chegue a data limite que foi estipulada.

Chegando nesse período, o contrato é finalizado integralmente.

Um fator importante nessa relação é de que, o preço não precisa, necessariamente, ser o mesmo pago pelo investidor que disponibilizou a opção de contrato.

Opções

Ao contrário do mercado a termo, o mercado de opções não dá a obrigação da efetivação da operação na data pré-estabelecida para o contrato.

Mas, ainda assim, as opções possibilitam a compra de um ativo a determinado preço no futuro, de acordo com o que foi acordado antes.

Mercado futuro

O mercado futuro, também conhecido apenas como “Futuro”, funciona como uma evolução do mercado a termo.

Uma característica específica do mercado futuro é de que, os vencimentos são ajustáveis durante o exercício do contrato.

Além disso, os contratos futuros são negociados, exclusivamente, na Bolsa de Valores.

Optar pela operação Swap vale a pena?

Como visto, os swaps são instrumentos fundamentais para a proteção financeira nacional, podendo também serem utilizados como hedge de diferentes maneiras.

Ou seja, uma troca de riscos.

Portanto, antes de investir em swap, é importante que você estude o panorama financeiro atual e analise se as perspectivas podem impactar negativamente o seu ativo atual ou o desejado.

Escrito por

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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