Taxa Interna de Retorno: entenda esse cálculo

taxa interna de retorno 2

Quando se faz investimentos, o principal objetivo é que no futuro o valor que se aplicou renda de forma considerável. Para isso, então, a Taxa Interna de Retorno pode ajudar.

No mercado financeiro, definir em qual modalidade de investimento seguir não é fácil. E é para isso que a Taxa Interna de Retorno serve.

Desta forma, com a Taxa Interna de Retorno, é possível definir se a longo prazo um projeto dará retorno financeiro ou prejuízo comparando valores em um certo período.

O que é Taxa Interna de Retorno?

Ninguém deve iniciar um investimento ou projeto sem fazer uma análise de riscos. Nesse sentido, a Taxa Interna de Retorno surge como indicador no qual ajuda a avaliar se um projeto econômico terá viabilidade e será rentável no futuro.

Como exemplo, vamos supor que você adquiriu uma casa no valor de R$ 100.000, mas só poderá pagar daqui a 12 meses com juros de 10%.

Então, daqui a um ano, com o reajuste, o valor a ser pago é de 110,000. Portanto, após 12 meses a casa custará R$ 10.000 a mais. O valor presente é de 100.000, no entanto, o valor futuro terá acrescimo dos 10%.

Para empresas, a lógica que se segue é a mesma: se investe antes de receber através de tarifas. Então, se define uma taxa para manter os valores antecipados, os previstos no cronograma de obras e despesas futuras. Isto é, se define a TIR.

Sendo assim, a TIR é uma métrica que se usa para avaliar o percentual de retorno de um investimento, tanto para pessoa física quanto para pessoas jurídicas (empresas).

Essa taxa tem como base o cálculo do fluxo de caixa no qual o Valor Presente Líquido (VPL) de um projeto se iguala a zero.

No caso, VPL é o cálculo capaz de determinar o valor presente de pagamentos futuros. Isso acontece porque o dinheiro que recebemos ou investimos, com o passar do tempo, vai sofrer com a oscilação devido aos fatores econômicos, como é o caso da inflação.

Taxa Mínima de Atratividade

A TIR, ainda, se valida como um comparativo à Taxa Mínima de Atratividade (TMA), para assim, decidir se o projeto vale a pena ser levado a diante. Portanto:

  • TIR > (maior que o) TMA o investimento deve ser aceito;
  • TIR < (menor que o) TMA o projeto deve ser rejeitado;
  • TIR = TMA a decisão de continuar com o projeto e possíveis riscos, fica por conta do gestor ou investidor.

Como calcular Taxa Interna de Rentabilidade?

Para calcular a Taxa Interna de Retorno, o processo de “tentativa e erro” pode ser o mais assertivo. Sendo assim, existe uma fórmula na qual é possível compreender o passo a passo até obter o resultado de forma manual.

No entanto, se recomenda que esse cálculo seja feito de forma automática através do Excel para evitar possíveis erros. De toda forma, a fórmula da Taxa Interna de Retorno é:

Fórmula para cálcular Taxa Interna de Retorno

Na qual:

  • t: Período em que ocorre o fluxo de caixa. Ele pode ser em meses, bimestres, semestre ou anos, meses;
  • FCt: Fluxo de caixa do período t;
  • n: número total de períodos que se analisou;
  • Σ: somatório dos fluxos de todos os períodos.

Sendo assim, com esse cálculo, é possível levar em conta alguns fatores:

  • O VPL sempre será igual a zero, pois a TIR calcula a taxa de desconto para que o fluxo de caixa da VPL sempre seja igual a zero;
  • A letra N representa a quantidade de períodos a analisar;
  • O capital é equivalente ao valor do investimento inicial. Este deve ser sempre negativo;
  • Ft representa o valor de entrada de dinheiro em determinado período (t).

Para realizar o cálculo no Excel em uma tabela, é importante montar a fórmula usando a função TIR do programa.

Desse modo, deve-se selecionar todos os fluxos de caixa nos parâmetros da função. Assim, então, é possível avaliar a viabilidade de um investimento.

Riscos da Taxa Interna de Retorno

taxa interna de retorno

Outro cálculo usado para auxiliar com a TIR é o Payback, indicador que avalia se o retorno do investimento será viável. No geral, seu cálculo consiste em meses ou anos. Além disso, este indicador também identifica em qual período o capital estará exposto ao risco.

Contudo, é preciso ressaltar que usar a Taxa Interna de Retorno sozinho pode ser um grande erro quando o objetivo é avaliar a viabilidade de um investimento.

Quando se faz dessa forma, há mais chance de tomar uma decisão errada, sobretudo ao comparar dois projetos com durações diferentes.

Portanto, o ideal é fazer uso da TIR combinando com outros métodos, como o Payback, e ainda, o Valor Presente Líquido. Além da TMA, esses fatores podem influenciar no TIR. Aqui, vamos exemplificar com um deles como esse impacto pode acontecer.

Por exemplo, compare um projeto com um ano de duração que tem uma TIR de 28% com um de 10 anos possui a TIR de 17%. Se você apenas tomar como base a TIR, é bem provável que favoreça o primeiro. No entanto, isso pode ser um erro.

Isso porque é muito melhor ter uma TIR de 17% por 10 anos do que 28% por um ano caso sua Taxa Mínima de Atratividade seja de 12% durante o período.

Outro cuidado que se deve ter é sobre o valor do dinheiro no tempo. Pela TIR, se reinvestem os fluxos de caixa futuros na própria TIR e não no custo de capital da empresa.

Desse modo, a Taxa Interna de Retorno não relaciona o custo de capital e o valor do dinheiro no tempo como o VPL.

Vantagens da Taxa Interna de Retorno

Como a TIR iguala o valor das entradas com os das saídas, a taxa pode oferecer vantagens. Uma delas é a possibilidade de interpretação para avaliar o retorno financeiro futuro de um investimento.

Seus resultados são sempre em percentual. Sendo assim, a TIR se torna uma facilitadora na tomada de decisões de um gestor, comparando taxas definidas para o custo de capital. Além disso, apresenta o valor da rentabilidade.

Desvantagens da Taxa Interna de Retorno

Por outro lado, a desvantagem de utilizar o cálculo da TIR é que ele não vai mostrar ao investidor o percentual de risco que a empresa corre para conseguir obter retorno financeiro em determinado prazo.

Ademais, se o fluxo de caixa não for uniforme, dificultará o processo de análise. Isso porque os resultados serão inconclusivos.

No entanto, Taxa Interna de Retorno pode ser uma boa opção para avaliar percentuais futuros. Vale ressaltar que ela não analisa o lucro em si, mas sim, estipula o valor que futuramente o investimento terá.

Quais as vantagens e desvantagens da TIR?

Essa taxa pode oferecer vantagens como a interpretação para avaliar o retorno financeiro futuro de um investimento. Por outro lado, a desvantagem da TIR é que ela não vai mostrar ao investidor o percentual de risco que a empresa corre para conseguir obter retorno financeiro em determinado prazo.

O que é Taxa Interna de Retorno?

A TIR é uma métrica que se usa para avaliar o percentual de retorno de um investimento, tanto para pessoa física quanto para empresas. Essa taxa tem como base o cálculo do fluxo de caixa no qual o Valor Presente Líquido (VPL) de um projeto se iguala a zero.

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Arthur Dantas Lemos

Arthur Dantas Lemos

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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